Sorriso largo...

terça-feira, 26 de julho de 2022

4º ENCONTRO DE POETAS POPULARES - de 28 a 31 de julho de 2022

4º ENCONTRO DE POETAS POPULARES + TENDÊNCIAS

Autoras: Rosário Pinto e Dalinha Catunda

Venha para o nosso Encontro
De Poetas Populares
Em sua quarta edição
Traz poesia e cantares
Do Cordel e do Repente
E de Tendência atraente
De alegria pelos ares.
RP
É em vinte e oito de julho
Que começa a animação
Na Arena Fernando Torres
Tem Cordel, tem tradição,
Tem canto, tem brincadeira,
No espaço de Madureira,
E Oficinas em ação.
DC
Chame todos os amigos!
Os que admiram o cordel.
Vamos nos fortalecer.
Fazer tal qual menestrel,
Para aqui valorizar,
A cultura popular,
Viajar neste corcel
RP
Até trinta e um de julho,
Você pode apreciar,
O Canto de Repentista
E quem veio pra falar,
Sobre Arte, sobre Cultura.
E o Cordel literatura,
Vai ter palco pra brilhar.
DC
Cordel é Cultura viva!
Patrimônio Cultural.
Temos que salvaguardar.
É literatura Oral.
Poeta é Detentor,
Registro tem seu valor.
É Bem Imaterial
RP
Este é o 4º Encontro.
Você não pode faltar,
De Poetas Populares
Que veio para ficar.
Na verdade, um Festival!
E vai ser sensacional,
Você pode acreditar!
DC

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­Os versos desta programação do 4º Encontro de poetas populares + Tendências são compostos em setilhas (sete pés ou linhas, com sete sílabas métricas, no esquema de rimas do 2º com o 4º e o 7º; e, o 5º e 6º entre si).


E no dia 30 de julho estaremos Miguel Bezerra, Dalinha Catunda e Rosário Pinto,  num Bate Papo, que você não pode perder.

Esperamos todos lá, Arena Fernando Torres, Parque de Madureira, Rio de Janeiro, RJ



sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

 


No país do esculacho!

 E no país em que tudo é relativo, a vida segue por um fio...

1

Caros amigos, leitores!

Olhem só que confusão,

Em que suruba danada

Foram meter o povão.

Parece coisa do demo

                                         Tamanha complicação.           

2

Os governos revoltam

Com sua democracia,

Que na miséria do povo,

É pura demagogia.

Parecendo até cinismo,

Falar em cidadania.

3

Dizem sempre: Eu não sabia!

E eu não fui um presepeiro.

Mas, se tem farinha pouca,

Quero meu pirão primeiro!

O povo vai se ajeitando,

Talvez saia do atoleiro.

4

E as tais privatizações,

E com o Estado falido,

E vendendo o patrimônio.

O povo vive aturdido.

Sem saber pra onde correr,

Vivendo sempre oprimido.

5

Vamos voltar para o tempo

Com a luz de lampião.

E que afeta nossa vista,

Estraga nosso pulmão.

Tudo como consequência.

Da tal privatização.

6

E no ponto em que chegamos,

Não existe “data vênia!”,

Pois, salvo melhor juízo,

Na cozinha eu uso lenha.

Cada qual faz o que pode,

Da forma que lhe convenha.

7

Para cumprir a medida,

Inventaram uma meta.

No consumo lá de casa,

Parece coisa incorreta.

E bisbilhotando a vida,

De quem anda em linha reta.

8

Até o nosso São Pedro

Recebeu sua incumbência:

Providenciar que chova,

Pela divina clemência!

Assim ficou de plantão,

Sem perder a paciência.

9

Ah! Que saudades que tenho

Dos tempos que já se vão.

Toda chuva que caía,

Anunciava o trovão.

Nosso querido São Pedro,

Nem pensava em apagão.

10

Há governantes que olham

Pra saúde do povão.

Mas aqui é diferente

Pois o nosso cidadão

Só é bem visto e lembrado,

Quando chega uma eleição.

11

E sofrendo as ameaças,

Com a saúde abalada.

As famílias constrangidas,

E com a vida isolada,

Aguardam pela vacina,

Para sair desta enrascada.

.

12

Não se pode ouvir o rádio,

Na corrente é ligado.

Televisão, nem pensar,

O lazer foi controlado.

A gente tem que ficar

No escuro e abafado.

13

E não consigo entender

A tal globalização.

O mundo todo alinhado.

O Brasil na contramão.

Se isto é globalizar...

Fora, a globalização!

14

E veja, as nossas riquezas

São pelo mundo, empenhadas.

Nossas maiores empresas,

Já foram arrematadas,

Em leilões constrangedores,

No país, espoliadas.

15

Sem ter a quem reclamar,

Paga conta exorbitante.

Liga para a Ouvidoria,

Com ouvidos de mercante.

Cansado, o povo desiste,

Do sonho de reclamante.

16

O distante dirigente,

Quando chega a eleição,

Beija o povo ardentemente.

Chega perto da nação.

Foge dela quando vem

O final da votação.

17

O Brasil é sempre jovem,

Como país do futuro.

Vamos chegar à velhice,

Em regime muito duro.

Nossas crianças vivendo

Neste universo obscuro.

18

Até mesmo o futebol,

Já está prejudicado

Com os estádios vazios.

Está tudo controlado.

Para se ganhar a Copa,

O sonho ficou adiado.

19

Do jeito que a vida anda,

Com as coisas escrachadas,

Nossa seleção não ganha,

Nem dos times de peladas.

Só falta agora perder,

As Copas já conquistadas.

20

Nosso país hoje vive

A grande guerra civil.

A violência parece

Ser de pólvora um barril.

A continuar assim,

Morrerão de mil em mil.

21

Os jornais televisivos,

Só trazem a violência.

E não é simples opção.

É somente a consequência,

Do descaso com o povo

E da falta de decência.

22

O povo passando fome,

Sua a barriga vazia.

E já perdeu as esperanças

E também a fantasia.

Pagando pelos enganos,

Com erros em demasia.

23

Mesmo assim, ainda acredito,

Num pais mais limpo e justo.

Sem fome, sem corrupção.

Vivendo longe do susto.

Numa vida igualitária.

Que desconheça o injusto.

24

Sem censuras às leituras

E numa discussão igual.

E governos que assumam:

Educação é vital.

Varrer toda a ignorância.

Isto é fundamental!

25

Pelo que a história nos diz,

Pelo tanto que vivemos,

Não queremos repetir,

Tantos erros que tivemos.

Dias de medo e de dor.

Vivendo sempre em extremos.

26

Quem tem o dom de poeta,

Rimando sente alegria.

O cordel é uma luz,

Que a todos “alumia”.

E não existe apagão

Que apague a poesia.

27

Meu nome? Rosário Pinto.

Fiz questão de ressaltar

As amarguras do povo,

Em momento singular.

Deus! ilumine o poder

Nestes tempos de amargar.

Maria Rosário Pinto

rosariuspinto@gmail.com

FIM

2021



sábado, 27 de novembro de 2021

DIA DA BAIANA DE ACARAJÉ (25 de Novembro)

 

Dia da Baiana de Acarajé

(25 de Novembro)


Vinte e cinco de Novembro!
Grande comemoração,
Da Baiana de Acarajé.
Foi linda a celebração,
Na Matriz de Santa Rita,
E no Patrimônio inscrita,
Uma história de emoção.
(Rosário Pinto)

(...)

As baianas atuantes
Com seu panos e colares
Chamam pra si os olhares
Com atraentes turbantes
Batas bem interessantes.
Capricho na vestimenta.
O interesse assim aumenta
Diante do oferecido
E o tabuleiro sortido
A freguesia alimenta.
(Dalinha Catunda)

O traje dessa Baiana
Tem seda, tem fita e renda.
Sustenta sua vivenda,
E não é qualquer fulana,
Dela a energia emana,
Dos Saberes Culturais,
Com a carga de seus ais.
Percorre toda a cidade
Seguindo para a irmandade,
Em busca dos ancestrais.
(Rosário Pinto)

25 de Novembro!
Dia de celebração
É dia que se festeja
Com ritos de tradição
Seguindo Ofício e Fé
A Baiana de Acarajé
Patrimônio da Nação.
(Dalinha Catunda)



Décimas extraídas do folheto Baiana de Acarajé, 2019. Uma parceria de Rosário Pinto e Dalinha Catunda.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

 

A verdade é que NADA nem NINGUÉM muda, especialmente a classe política. As pedras em baixo de viadutos em São Paulo é a prova CONCRETA da EXCLUSÃO! Políticas de educação, saúde e moradia, NINGUÉM realiza:

                     

                   “(...) Há governantes que olham

Pra saúde do povão

Mas aqui é diferente:

Pois o nosso cidadão

Só é bem visto e lembrado

Quando chega uma eleição.

*

O distante dirigente

Quando chega a eleição

Beija o povo ardentemente

Chega perto da nação

Foge dele quando vem

O final da votação.

*

Pelo que a história nos diz

Pelo tanto que vivemos

Não queremos repetir

Tantos erros que tivemos

Dias de medo e de dor

Vivendo sempre em extremos. (...)

Trechos extraídos de meu poema, NO PAÍS DO ESCULACHO.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

DICIONARIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE CORDELISTAS CONTEMPORÂNEOS

 

Caros amigos/as,

Já no final do ano de 2020 ficou pronto o Dicionário Biobibliográfico dos Cordelistas Contemporâneos. Tive o prazer de participar desta publicação da Nordestina Editora, organizada pelo poeta Zeca Pereira.
A publicação ficou muito boa e me apresso em compartilhar com vocês.
Em decorrência da publicação participei da live Cordel em Pauta, conduzida pelo artista de circo e poeta Jack Leidson.

sábado, 19 de dezembro de 2020

CORDEL EM PAUTA

 Jack Leidson realiza diariamente entrevistas com os poetas e poetisas que participam da publicação DICIONÁRIO BIO-BIBLIOGRÁFICO, 2020, editado pela NORDESTINA EDITORA, do Rio  Grande do Norte.

Agradeço a Jack pelo convite para o dia 16 de dezembro às 18:00h . 

Fique feliz em participar de momentos tão importantes para a literatura de  cordel




quinta-feira, 8 de outubro de 2020

DIA DO NORDESTINO - 08 de outubro


 Para este dia 8 de Outubro, DIA DO NORDESTINO

 

Faço rima faço glosa,

Pois, gosto da poesia,

E vivo com alegria.

Para alguns me chamo ROSA

E procuro a boa prosa.

Para tantos sou ROSÁRIO

Tenho espírito gregário,

Dos poetas, sou confrade,

E sempre busco a igualdade,

Como princípio primário.

 

Sigo sendo Nordestina

E não tolero censura

Só falo na cara dura

A poesia me ensina

O meu verso se refina

Sou poetisa e não minto,

Escrevo aquilo que sinto.

Faço cordel, faço prosa,

Pois gosto de fazer glosa.

Assino: Rosário Pinto.


Texto e foto: Rosário Pinto