Sorriso largo...

quinta-feira, 11 de junho de 2020

SANTO ANTONIO FAZ QUERENTENA!



Amiga, preste atenção!
O santo anda em agonia,
E não vai lhe atender não.
Tem medo da pandemia.

Ele já se recolheu,
Foi pra cela em oração,
Mas jura que não esqueceu.
Tem seu pedido na mão.

Esqueça este casamento.
Não fiques desesperada,
Vá mudando o pensamento,
Espere bem sossegada.

Siga tecendo as bonecas
De pano, linha e algodão.
E vá pintando as canecas
E vá compondo em mourão.

E por fim, vá pesquisando,
Em um site, de repente,
A Pandemia findando
Ele volte ao batente.

(Junho/2020)


Poema e foto: Rosário Pinto

domingo, 17 de maio de 2020

LENÇÓIS MARANHENSES


Lençóis maranhenses
Fragmentos de uma Lenda...

Visitando São Luís,
Capital do Maranhão.
Não deixe de visitar
Nesta grande ocasião,
A região dos Lençóis
Terra de Sebastião.

Vá direto a Santo Amaro
Terra de deslumbramento,
Na Pousada Paraíso,
Terá seu contentamento,
Dormirá tranquilamente,
Não conhecerá tormento.

Nas areias dos Lençóis,
De paisagem sempre linda,
Você ouvirá histórias
Contadas por D. Menina:
Àquele lugar foi dado,
Carregar tão dura sina.

Ali corre antiga lenda,
De um Rei muito Menino.
Era o Rei Sebastião,
Que teve um triste destino,
Muito cedo abreviado,
Deixou o povo em desatino
(Rosário Pinto)


Texto e foto: Rosário Pinto
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quarta-feira, 15 de abril de 2020

ESTAFERMO DE SATANÁS!!!

Caros amigos! Não dá mais pra suportar!!!

ESTAFERMO DE SATANÁS
Saído Daquelas brenhas,
Continua em suas sanhas.
Delinquente genocida.
Espirrando suas manhas,
À volta da coerência,
E também toda a ciência.
Vive em eternas campanhas!

Foi para o Tribunal de Haia,
Um processo, Sim, Senhor.
Para Crimes Hediondos,
Muitos Atos de Horror.
Vai punir o mandatário,
Seguirá para o Plenário
Vil! É da Pátria, Traidor.
(Rosário Pinto)
Abril/2020

Poema: Rosário Pinto

segunda-feira, 13 de abril de 2020

O VOO DO CANTADOR


Lá se foi MORAES MOREIRA
De boné ou de chapéu
Foi cantar num Trio Elétrico
Instalado lá no céu.
Cantando com Chico Sales
Espero que tu embales,
Faça lá um escarcéu!

E
convocou Campinense
Mestre igual seu irmão
E lá também encontrou,
Naquela Nuvem-Salão,
Poeta Manoel Monteiro,
Impressor e folheteiro,
Também o Rei do Baião.

G
onzaga e sua Sanfona,
Já chegou cantando A volta
Daquela bela Asa Branca.
Foi tanta reviravolta
Dançando encima do Trio
Ouviram muitos Psiu
Ali não vemos revolta.

O
s poetas, seus amigos,
Choraram sua saída.
Recebeu sua passagem,
Bilhete somente de ida.
A Casa da Poesia,
De Gonçalo e de Maria (*),
Lamenta a triste partida !
(Rosário Pinto, Cad./ABLC nº 18, de José Bernardo da Silva)

(*) a mulher poetisa na Academia.




Poema e Foto: Rosário Pinto

quarta-feira, 11 de março de 2020

2ª REUNIÃO ENTRE IPHAN (RJ) X DETENTORES DO BEM REGISTRADO 10/03/2020


Literatura de cordel – Bem registrado em Setembro de 2018, no Livro das Formas de Expressão, como Bem de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
Iphan/RJ – Letícia, Nina, Marcel
Cordelistas Rosário Pinto, Dalinha Catunda, William J. G. Pinto, Cícero do Maranhão, Severino Honorato, Zé Salvador, João Batista Melo, Victor Alvin (Lobisomem).
Pauta – ações de salvaguarda

Neste encontro foram apontadas várias diretrizes, que visam a divulgação da literatura de cordel e, principalmente, do processo criativo, observando sempre as regras básicas, que são observada pela comunidade de poetas como fundamentais:: verso, métrica, rima e oração. Nossa preocupação central é a de que não se desvirtue essas regras básicas.

Texto: Rosário Pinto

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Pedro e Luzia Reis, uma história de vida

Folheto dedicado a Pedro e Luzia Reis, na data do aniversário de 90 anos dela e da inauguração do Instituto Pedro e Luzia Reis, na cidade de Bom Lugar, Ma., onde ambos marcaram suas trajetórias de vida. Procurei retratar um extrato de minhas memórias de infância. A ocasião reuniu a famíla Pinto. Foi mágico. Conheci e reconheci primos há tempos não encontrava Ana Luzia Pinto e Reis promoveu este maravilhoso encontro.

PEDRO & LUZIA REIS, uma história de vida
1
Salve a Barra do Corda !
Salve, Salve Bacabal !
Salve, Salve Bom Lugar !
Meu folheto é um canal,
Nas asas da informação
Neste mundo tão global.
2
Meu nome Rosário Pinto
Sou daqui do Maranhão
Nasci lá em Bacabal
Trago minha formação
Sou poeta popular.
Venho fazer louvação.
3
Recebi grande tarefa
E cumpro como missão
Para vir aqui narrar,
E buscando exatidão.
Sempre seguindo o roteiro
Escrevo de coração.
4
Vim do Rio de Janeiro
Para contar esta história
Falar de um casal guerreiro
Que tenho em minha memória
De Luzia e Pedro Reis
Uma bela trajetória
5
Caros ouvintes, leitores!
Prestem muita atenção
Nesta história de Luzia
Mulher de bom coração
Ela é filha do Corda,
Mas escolheu este chão.
6
Filha de Licério Pinto
E de mãe Sebastiana
Teve uma infância modesta.
Com seus sonhos não se engana,
De levar conhecimento,
A todo lar e choupana.
7
Seu Licério e Sebstiana,
Foram para Bacabal.
Levaram todos os filhos
Fixaram-se no Ramal
Bairro daquela cidade.
Com aspecto ainda rural.
8
A família muito grande
Com tantos filhos pequenos
Licério tinha farmácia
Seus dias eram amenos
Dali tirava o sustento
Mantinha os filhos serenos.
9
E falo de Pedro Reis
Homem alegre e humorado.
E quando encontrou Luzia,
Ficou bem apaixonado.
E disse consigo mesmo:
“Logo, logo estou casado!”
10
Nossa Senhora dos Anjos
Era lá um bom colégio
Ela quis ser professora.
E sem qualquer privilégio,
Luzia é normalista
E de saber vasto e egrégio.
11
E no ano setenta e nove
Sua profissão conquista
Foi então que ela assumiu
Uma atitude ativista.
Já casada com seu Pedro,
Comerciante grossista.
12
O casamento seguia
E tiveram muitos filhos
Formaram a todos eles
Com orgulho e tantos brilhos
Numa luta tão aguerrida,
Mantiveram-se nos trilhos.
13
Pioneira em Bom Lugar
Funda uma escola rural:
Carlos Alberto Sardinha
Ao convite deu aval,
Para ser a Diretora.
Ela foi sempre plural.
14
Ela também foi parteira
Com sua pluralidade.
Seu Pedro tinha farmácia
Pois ela era, na verdade,
Aquela que socorria,
Toda vil enfermidade.
15
Era incansável na lida
Do lugar, foi benfeitora,
A todos sempre acudia.
Foi boa vereadora
Daquela população
Aguerrida defensora.
16
Pedro cedeu suas terras
Apostou em sua Luzia
Para o colégio fundar
Para o povo ela foi guia
Professora competente
Bela jornada cumpria
17
Leva o PDT a Bacabal
Juntamente com Luzia
Coligado com Brizola
Um novo caminho abria
Inicia uma carreira
Sua plataforma erguia.
18
Ele envolvido em política
Homem aberto e humorado
Ajuda aos camponeses
A manterem o roçado.
Fez tantas benfeitorias:
Deixando assim, seu legado!
19
Pedro como candidato
Tinha na veia o desejo
De lutar pelo seu povo
Lutava sem qualquer pejo
Esperava bom futuro
Para aquele vilarejo.
20
Ela candidatou-se
Logo conquistou este preito
Tornou-se vereadora
Levando com folga o pleito,
Por duas vezes foi eleita
E às urnas, disse: aceito.
21
Luzia foi candidata
Muito voto conquistou
Na década de setenta
Bom serviço ela prestou
À sua comunidade
E a Reeleição logrou.
22
Neste dia celebramos
A criação do Instituto
Dedicado ao casal
E que aqui, atesto e reputo.
Fizeram por merecer
Receber o contributo.
22
É homenagem dos filhos
E é bom vê-la presente
Ainda demonstra alegria
Nos traços vivos da mente
Hoje a festa é para ela
E o seu coração pressente
23
Nas tramas deste cordel,
Já prestei minha homenagem
Os fatos que aqui narrei
Foram de minha bagagem
À Luzia retratei
Mulher de fibra e coragem
24
Sigo sendo uma Nordestina
Pois não tolero censura
Só falo na cara dura
A poesia me ensina
O meu verso se refina
Sou poetisa e não minto
Escrevo aquilo que sinto.
.Faço cordel, faço prosa,
Pois gosto de fazer glosa.
,Assino: Rosário Pinto.
*
(Bacabal e Bom Lugar Lugar, em 12,13 e 14 de 2019)
(Com as irmãs Ilná e Nazaré Pinto)

terça-feira, 26 de novembro de 2019

UM POUCO DE HISTÓRIA DA REGIÃO DA GAMBOA

Dia 25 de Novembro eu e Dalinha Catunda participamos das Celebrações promovidas pelo Iphan-RJ para homenagear as Baianas de Acarajé que tiveram seu Ofício reconhecido e Registrado como Bem de Patrimônio Cultural  Imaterial Brasileiro, em 2004. Apresentamos o folheto de cordel Baiana de Acarajé. Foi mesmo emocionante.
Os festejos tiveram início com uma missa realizada na Matriz de Santa Rita (1722), no Largo de Santa Rita, Gamboa, Rio de Janeiro, RJ. Esta Igreja fica na região em que os escravos eram comercializados, quando chegavam ao Rio de Janeiro nos navios negreiros. Em todos o entorno da Igreja foram descobertos cemitérios de africanos. Muitos destes cemitérios eram simplesmente valas. O cais do Valongo é hoje, Patrimônio da Humanidade. A Igreja Matriz de Santa Rita data do século XVIII.
A festa de confraternização e entrega de Registro a algumas baianas foi no Centro Cultural José Bonifácio (1877), construído a pedido de D. Pedro II, onde se registra a primeira Escola Pública do Brasil, que funcionou até 1966. Após este período passou a ser uma biblioteca especializada em cultura africana, e se transformou em centro de referência sobre a história e a cultura negra com a criação do Centro Cultural José Bonifácio.




Texto: Rosário Pinto