Sorriso largo...

segunda-feira, 10 de junho de 2019

ENTREVISTA PARA MONOGRAFIA


Jéssica Menezes, Roberta Borba e Yara Barros  obrigada pelo contato. O trabalho de vocês está sucinto e com informações precisas. Para nós, poetas e poetisas de cordel, é muito bom verificar que as informações oferecidas foram respeitadas em seus conteúdos. Eu e Dalinha Catunda publicamos o link aqui no CORDEL DE SAIA, blog em que somos parceiras e que tem como objetivo abrir mais uma janela para a divulgação da produção feminina na literatura de cordel. 
Muito boa sorte em seus estudos e trabalhos que ainda apresentarão ao longo de suas formações.
Um abraço e contem conosco para futuros encontros,

CORDEL DE SAIA
Dalinha Catunda
 &
Rosário Pinto

CLIC no link do texto:
https://link.medium.com/sUbOzrvpoX



terça-feira, 4 de junho de 2019

NOSSO SÃO JOÃO

Mais um peleja virtual entre Dalinha Catunda e Rosário Pinto

NOSSO SÃO JOÃO
1
DALINHA CATUNDA
É tempo de São João
Tempo de festa junina
É hora de festejar
A tradição nordestina
Um rito tradicional
Que veio de Portugal
E todo mundo se anima.
2
ROSÁRIO PINTO
Nesta data festejamos
Sempre com muita alegria
As colheitas do sertão,
Regadas com poesia
Seguindo a oralidade
Matando nossa saudade
Em noites de euforia.
3
DALINHACATUNDA
Tem dança tem cantoria
Tem festa e animação
Tem fogueira, tem quadrilha
Tem arraiá com balão
Somente para enfeitar
Balão não dá pra soltar
Porque queima a plantação
4
ROSÁRIO PINTO
Tem iguarias gostosas:
Milho cozido e assado,
Pamonha, batata doce,
Tem quentão bem apurado
Tem canjica com canela
Abarrotando a panela
E tudo vem do roçado.
5
DALINHA CATUNDA
Tem vestido de babado
Tem paixão e simpatia
A moça que quer casar
Vai se olhar numa bacia
No tronco da bananeira
A moça que é solteira
A faca virgem enfia.
6
ROSÁRIO PINTO
A menina de hoje em dia
Já não veste sua chita
Dança funk, não quadrilha,
Não usa laço de fita
Fica com João, Pedro e Zé
Não frequenta arrasta-pé.
Pula como uma cabrita.
7
DALINHACATUNDA
O passado ressuscita
Quem gosta de tradição
Com vestimenta caipira
Dança xaxado e baião
Agarradinho num xote
Leva cheiro no cangote
Tudo ao som de Gonzagão!
8
ROSÁRIO PINTO
Cada vez que chega junho
Esta festa popular,
Que é patrimônio nosso
Assume o seu lugar
Firma nossa identidade
Em meio à festividade.
Que se deve preservar.
9
DALINHA CATUNDA
Para lembrança avivar
Dessa nossa tradição
O casamento matuto
Anima a celebração
Uma noiva de barriga
Casa em meio à briga
Na quadrilha de São João.
10
Santo Antônio abre a festa. RO
É o Santo Casamenteiro. DA
São João anima a roça RO
Com fogueira no terreiro DA
São Pedro é Protetor RO
De viúva e pescador RO
E do céu é o porteiro. DA


segunda-feira, 6 de maio de 2019

CORDEL DE SAIA EM AÇÃO

Estive representando o CORDEL DE SAIA na FLIRME-RJ & 1ª Festa Literária do CREJA, em Outubro de 2018, a convite da professora Neyla Tafakgi,
Informamos que estamos à disposição de Coordenadores e Professores para as atividades artísticas de 2019. Temos novidades no repertório e acreditamos levar entretenimento e cultura em um só momento.
No dia 25 de outubro, o CREJA realizou a sua 1ª Festa Literária, a FLICREJA, juntamente com a Festa Literária da Rede Municipal de Ensino – FLIRME-RJ.
A 1ª FLICREJA homenageou a literatura nordestina. Sua programação contou com a apresentação de cordéis, textos diversos de autores nordestinos, vídeos, cirandas e a presença das cordelista convidada Rosário Pinto.
 Por ocasião da FLIRME-RJ, homenageou também o poeta Manoel de Barros.
“Nossa feira literária é a expressão de um processo de envolvimento com a literatura que atravessa o ano letivo, a escola e todo o trabalho pedagógico” (Daniel de Oliveira – Coordenador Pedagógico)

Para ver mais sobre a 1ª FLICREJA, acesse: http://crejarj.wixsite.com/creja/galeria-imagens-2018 
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 Faça contato:
Rosário Pinto
(21) 9 8100-9159
&
Dalinha Catunda
(21) 9 8225-0145

domingo, 28 de abril de 2019

MEMÓRIAS DA LITERATURA DE CORDEL

 Mestre Azulão em seu depoimento para o Projeto Nossos Mestre de Cordel, idealizado e executado por Fernando Assumpção, gravação realizada na Feira de São Cristóvão.

Mestre Azulão quando recebeu a Medalha Tiradentes, 2012. Neste ano de 2019, tive o prazer de participar, em companhia de Severino Honorato e Edinaldo Santos, de homenagem ao Mestre na Rádio Roquete Pinto homenagear o Mestre.
 

Azulão, grande poeta!
È gente como você
No Olimpo conta as histórias,
Do Brasil que a gente vê
Faz do seu verso o machado
Pra torar cabra safado
Que faz o povo sofrer
*
Na rádio Roquete Pinto,
Fui falar de AZULÃO.
Corri com satisfação.
Falar de bardo me agrada,
Em pauta sofisticada.
Nosso Mestre de Cordel,
Que foi sempre um menestrel.
Sua vasta produção,
Nos fala ao coração.
Merece tanto laurel.
*
Com Severino Honorato
E também Ednaldo Santos
Ele afiou muitos cantos
Observamos o formato
Recompomos o retrato
De nosso MESTRE AZULÃO.
Ele adotou este bordão.
Foi poeta e repentista,
Na verdade, um grande artista,
No xote, coco e baião.
(Rosário Pinto)
Texto: Rosário Pinto

sexta-feira, 26 de abril de 2019

O POETA E O FOLHETEIRO, 2019, 2 ª edição


Acaba de sair do forno pela Cordelaria Manoel Monteiro a segunda edição da publicação O poeta e o folheteiro, da edição à venda, 2019.   
O folheto nos traz a trajetórias desses “dois figurões”, em tempos em que a divulgação da notícia era raro. Então, o poeta de cordel e o folheteiro assumiram esse papel.  
A importância não ficou restrita à notícia, mas ao Registro das manifestações da cultura popular, das festas religiosas, das brincadeiras, das cantigas e do conhecimento de rezas, benzeduras e da influência climática no plantio e na vida de cada pessoa.

O poeta e o folheteiro
1
Dois figurões importantes
Neste mundo do cordel
Um compõe o outro vende
Andando de léu em léu
Marcando assim, uma vida
De poesia, sortida
Divulgando o menestrel
2
LEANDRO foi precursor
A narrar toda esta saga
Do folheto de cordel
Que até hoje se propaga
Por este Brasil inteiro
Por isto que o pioneiro
Da lembrança não se apaga...
3
Poeta e grande tipógrafo
Seus folhetos imprimia
Entregando ao folheteiro
Que logo os distribuía
A correr feiras e vilas
E o povo fazendo filas
Para comprar poesia
4
Poucos recursos havia
O comércio era precário
Sustentou muita gente,
Vendendo: de Abecedário
Aos romances de Amor,
De Aventura e de Terror,
Pelejas e Anedotário.
5
Por sítios, vila e cidade,
Viajando toda a vida
Seu Lendro produzindo
E o folheteiro na lida
Apurando alguns mil réis,
Com a venda dos cordéis,.
Tinha renda garantida.
6
O folheteiro enfrentava
Todo impasse, todo obstáculo
Andando de sol a sol
Em busca do espetáculo
De ver o povo sorrir,
Pensar, amar, refletir,
Fazendo do verso oráculo.
7
LEANDRO compôs uns mil
Títulos foram vendidos
Sua Tipografia era
Um trabalho de aguerridos
O seu eterno borralho
Foi montando o cabeçalho,
Folheteiros atendidos.
8
Ferramentas mudaram
Esta bela profissão.
O folheteiro hoje vende
Folhetos em profusão,
Mas, nas Redes Sociais,
Não nas feira naturais,
Como foi na ocasião.
9
O folheteiro capaz
Na sua incansável lida
Nunca teve outro Ofício
E assim impelia a vida
De carroça ou jumento
Levando contentamento
E tendo boa acolhida
10
Mas LEANDRO adoeceu,
Deixou um acervo abundante,
Que a viúva resolveu
Vender e no mesmo instante
ATHAYDE, um homem rico
Propôs à viúva: Eu fico!
Comprando todo o montante.
11
Com a evolução do mundo
Mudou a distribuição,
Hoje em Bancas de Revistas
E em Livrarias são
Expostos e oferecidos
Nossos cordéis que são lidos
Nas escolas da nação.
12
Naqueles tempos de outrora
ATHAYDE rebanhou,
Cegos e homens do povo,
Por bom preço os contratou,
Pra venderem seus folhetos
Cordéis hoje, ontem folhetos,
Que LEANDRO lhe deixou.
13
Em seu nome colocou
Toda aquela produção
Os seus e os de Leandro
Sem qualquer má intenção
Pois naquele tempo as Leis
Sem quaisquer Decretos-Leis
Não tinham divulgação.
14
DELARME tinha um estoque
Para distribuição
JOÃO JOSÉ o procurou
Precisava ganhar pão
No Beco do Seridó
Muito empenhado que só
Montou ali o seu Galpão
15
Negócio de pouca monta
Porém de grande amplidão,
Apesar da pouca renda,
Dava ganho e profissão
Para os distribuidores
Todos eles vendedores
Dali tiravam seu pão.
16
Um utro grande editor,
ZÉ BERNARDO, este um romeiro,
Vendendo quinquiharias
Seguiu para o Juazeiro,
Encontrou pelo caminho
Viajando em seu burrinho
O vendedor folheteiro.
17
Ele que de longe vinha
Pra cumprir sua promessa
Conhecer o padre Cícero,
Andava sempre depressa
Pra chegar no dia certo
Estava, portanto, "alerto"
Isto ao padre ele confessa.
18
Sempre havia aquele que
Fazia todo o papel
De escrever e, imprimir,
Vender por ser menestrel
Fez do folheto seu lema
Tendo o sertão como tema
E o verso como corcel.
19
MINERVINO foi um deles,
Bardo, gráfico menestrel,
Imprimiu, criou, vendeu,
Foi sempre esse o seu papel,
Tinha muita produção
Ensinou toda a lição
Sua vida era um tropel.
20
RODOLFO COELHO veio
Juntar a categoria
De poeta a cantador
Criando benfeitoria
De um CONGRESSO pioneiro
De TROVADOR E VIOLEIRO
Para orgulho da Bahia.
21
Espalhou pelo Brasil
Um ideal altaneiro
Esse primeiro Congresso
De Trovador e Violeiro
No ano 55
Implantou com grande afinco
Ecoou no mundo inteiro.
22
Para conhecer melhor
Seus poetas, cantadores
Que corriam este país
Com versos acolhedores
Dessa poesia impressa
COELHO fazia remessa
Aos seus distribuidores.
23
O Jornal daqueles tempos
Era os versos de um cordel
JOSÉ SOARES, que era
O repórter menestrel
Se o rádio dava a notícia
Ele, com muita perícia,
Passava para o papel.
24
Foi repórter de seu tempo,
Narrava com precisão
As notícias que ele ouvia
Com a metrificação
Nunca perdeu uma rima
Sempre com ela se anima
Mantendo boa oração
25
Para não interromper
O ato dessa criação
Vou expondo assim, à vontade
Resquícios de uma visão
Que já publiquei em prosa
E novamente se entrosa
A verdade desta ação.
26
Os versos me vieram
De tanta leitura feita
Deixo aos poetas, colegas
Dirimir qualquer desfeita
Deixe aqui seu comentário
Ou faça um abecedário
Dessa memória imperfeita.

(Rosário Pinto)
2019
Nota: Risário Pinto

Capa: Dalinha Catunda

segunda-feira, 22 de abril de 2019

FEIRA LITERÁRIA DA Portela, 2019

Elisa Jordão, Rosário Pinto, Soloange Mdedeiros e Dalinha Catunda
Solange, Clarice, Verônica, Dalinha, Rosário, Beth e Elisa
Estive com Dalinha            Catunda na companhia de várias professoras da rede municipal de educação na Fli-Portela - FESTA LITERÁRIA DA PORTELA, 2019. Na ocasião a professora Verônica Carvalho apresentou meu poema Feira Nordestina e em seguida uma estrofe marcando a força da mulher com o mote “se tem mulher cordel, você tem que respeitar”, de Dalinha Catunda. Logo depois veio a Ciranda com a participação de alunos professores.

Trocamos folhetos com o escritor Júlio Emílio Braz, que nos ofereceu seu livro Pretinha, Eu?.
*
A ocasião foi propicia para divulgarmos nosso papel como legítimas representantes da literatura de cordel, assumindo a responsabilidade do significado de sermos hoje detentoras desse Bem de Patrimônio Cultural Brasileiro, que atravessa os tempos e mantém viva a tradição.
*
Lá encontramos o poeta Lobisomem Victor Lobisomem, que é nosso confrade na ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, o escritor Gustavo Melo e a equipe da Biblioteca Itinerante do SESC e oferecemos folhetos de cordel para a formação de uma Cordelteca.
*

João Gustavo Melo, Dalinha Catunda Lobisomem e Rosário Pinto
CORDEL é literatura.
Vem de antiga tradição,
Por ele tenho afeição.
Reflete nossa cultura.
Tem regras, tem estrutura.
Do homem já foi reduto
Seja erudito ou matuto.
Mas finalmente a mulher,
Chegou com sua colher,
E mexeu neste produto.
*
Meu nome? Rosário Pinto
Vou deixando a minha glosa.
Faço verso, faço prosa,
Expresso tudo que sinto,
O machismo eu não consinto!
As poetas brasileiras
Ultrapassaram barreiras
Firmando seus belos versos
Em cenários adversos
Abrindo novas clareiras.
(Rosário Pinto)
Beth Araújo, Rosário Pinto, Kishnora e Dalinha Catunda
Nota Cordel de Saia/Rosário Pinto

domingo, 7 de abril de 2019

Coleção DEZ MULHERES POTIGUARES







CORDEL DE SAIA - registro e preservação da memória de mulheres que marcaram e marcam a memória da cultura brasileira.
Recebi da poetisa Jardia Maia coleção DEZ MULHERES POTIGUARES, com 10 exemplares de autoras de literatura de cordel. A coleção visa trazer à baila nomes como:

Palmyra Wanderley, por Jardia Maia;
Clotilde Tavares, por Emília Carla;
 Leilane Assunção, por Vani Fragosa;
 Ana Maria Cascudo, por Rosa Regis;
Glorinha Oliveira, por Rosa Regis;
Zila Mamede, por Rosa Regis;
 Auta de Souza, por Rita Cruz;
Júlia Augusta de Medeiros, por Jussiara Soares;
 Nísia Floresta, Sirlia lima; e,
Noilde Ramallho, por Sirlia Lima.

Todas, autoras e biografadas, mulheres que deixam suas marcas e seus nomes registrados na história da literatura brasileira.
Xilogravura: Célia Albuquerque

ROSARIO PINTO
Texto e foto: Rosário Pinto

Apresentação: professora Aparecida Rego
Edições Casa do Cordel
casadocordel@hotmail.com