Sorriso largo...

terça-feira, 26 de novembro de 2019

UM POUCO DE HISTÓRIA DA REGIÃO DA GAMBOA

Dia 25 de Novembro eu e Dalinha Catunda participamos das Celebrações promovidas pelo Iphan-RJ para homenagear as Baianas de Acarajé que tiveram seu Ofício reconhecido e Registrado como Bem de Patrimônio Cultural  Imaterial Brasileiro, em 2004. Apresentamos o folheto de cordel Baiana de Acarajé. Foi mesmo emocionante.
Os festejos tiveram início com uma missa realizada na Matriz de Santa Rita (1722), no Largo de Santa Rita, Gamboa, Rio de Janeiro, RJ. Esta Igreja fica na região em que os escravos eram comercializados, quando chegavam ao Rio de Janeiro nos navios negreiros. Em todos o entorno da Igreja foram descobertos cemitérios de africanos. Muitos destes cemitérios eram simplesmente valas. O cais do Valongo é hoje, Patrimônio da Humanidade. A Igreja Matriz de Santa Rita data do século XVIII.
A festa de confraternização e entrega de Registro a algumas baianas foi no Centro Cultural José Bonifácio (1877), construído a pedido de D. Pedro II, onde se registra a primeira Escola Pública do Brasil, que funcionou até 1966. Após este período passou a ser uma biblioteca especializada em cultura africana, e se transformou em centro de referência sobre a história e a cultura negra com a criação do Centro Cultural José Bonifácio.




Texto: Rosário Pinto

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

PROJETO LER 2019 - ESQUINA DO AUTOR


Estive no Projeto LER, no Campo de Santana levando a literatura de cordel para as atividades na Esquina do Autor, dia 20/11/2019, às 12:00h, com meus folhetos.
Foi um dia proveitoso, em que pude falar sobre literatura de cordel: suas origens,  seus autores mais tradicionais, a chegada da MULHER como autora, suas formas de expressão e, principalmente suas modalidades. É uma literatura que obedece rigorosamente normas que a norteiam - métrica, rima e oração. E todas as características que deram a  ela o título de Patrimônio Cultural Brasileiro, OUTORGADO pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.


Texto e fotos: Rosário Pinto

sábado, 16 de novembro de 2019

PROJETO LER

Olá amigos e leitores,


Estarei no Projeto LER, que tem como missão: Transformar pessoas através da educação e conscientização, estimulando a ética ambiental, ecológica e sustentável a toda a sociedade, contribuindo assim com a diminuição dos riscos ambientais e com a desigualdade social através da informação.

Acredito que levando a literatura de cordel para as atividades do Projeto LER, exerço meu papel de cidadã e autora. Estarei lá, no Campo de Santana, na Esquina do Autor, dia 20/11/2019, às 12:00h, com meus folhetos.

Farei leituras e conversarei sobre literatura de cordel: suas origens,  seus autores mais tradicionais, a chegada da MULHER como autora, suas formas de expressão e, principalmente suas modalidades. É uma literatura que obedece rigorosamente normas que a norteiam - métrica, rima e oração. E todas as características que deram a  ela o título de Patrimônio Cultural Brasileiro, OUTORGADO pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Espero ter sua companhia!
Texto: Rosário Pinto

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

1ª REUNIÃO ENTRE IPHAN (RJ) X DETENTORES DO BEM REGISTRADO 07/11/2019


Literatura de cordel – Bem registrado em Setembro de 2018, no Livro das Formas de Expressão, como Bem de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

Iphan – Mônica Costa, Letícia, Nina, Marcel e Miguel

Cordelistas detentores do Bem Registrado – Rosário Pinto, Dalinha Catunda, William J. G. Pinto, Ivamberto Albuquerque, Cícero do Maranhão, Geraldo Aragão, Sepalo Campelo, Severino Honorato, Zé Salvador, João Batista Melo, Victor Alvin (Lobisomem) e Erinalda Villenave.
Pauta – ações de salvaguarda

Apresentação de cada cordelista presente com informes sobre as ações que desenvolvem junto aos grupos de que participam nas suas comunidades e das expectativas futuras para o enriquecimento dos estudos da literatura de cordel.
Texto: Rosário Pinto
Colaboradora do CORDEL DE SAIA

Escola Municipal Claudio Besserman Vianna – Escola BUSSUNDA


Estive na Escola Municipal Claudio Besserman Vianna – Escola BUSSUNDA, representando o CORDEL DE SAIA, em comemoração ao Dia do Professor. Fiquei encantada com a qualidade da escola e com a responsabilidade de cada professor ali presente.
Cheguei em companhia da professora Clarice Campos que ofereceu um belo poema de Carolina Maria de Jesus e  apresentou vídeo realizada por ela e seus alunos sobre família, respeito e cidadania. Fomos recebidas pela diretora, Maria Maia, pelas Coordenadoras Maria Aparecida Rocha, Cátia Bizarro e todo o corpo de professoras(res) e funcionários presentes.

Apresentei o blog CORDEL DE SAIA, idealizado pela poeta Dalinha Catunda e que tem como objetivo trazer para a cena as mulheres poetas de cordel que, hoje conquistam seus espaços num universo tradicionalmente masculino.
Fizemos leitura de fragmentos de poemas de minha autoria e de Dalinha Catunda sobre essa trajetória da mulher na literatura de cordel. Assinalei ainda que em 2018 a literatura de cordel recebeu do IPHAN o Registro de Patrimônio Cultural Brasileiro.
O encontro foi ponteado pela FAMÍLIA BONNA, grupo de viola caipira que nos ofereceu verdadeiro show musical.

Texto: Rosário Pinto
Para o blog CORDEL DE SAIA



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

LAURINDA SANTOS LOBO,
a mecenas de Santa Teresa
Cuiabá/MT, 1878 – RJ de Janeiro/RJ, 1946
                                                           1
Laurinda, grande mecenas!
Quem é esta brasileira?
Movimentou a cidade
Na colina ou na ribeira.
Ecoou por todo o estado
Fez Sarau movimentado
Tinha postura brejeira.
2
Nasceu lá em Cuiabá
Veio pro Rio de Janeiro,
Acompanhada da mãe.
Tinha espírito altaneiro.
De caráter dominante,
Tudo era interessante,
Tinha o olhar muito certeiro.
3
Tio Joaquim Murtinho
Médico proeminente
Homem de muita influência,
Que a recebeu sorridente.
Apresentou-lhe a cidade
Também à sociedade
Seu prestígio era evidente.
4
Aqui no Rio de Janeiro
Ela ficou conhecida
Como a Diva dos Salões.
Empunhou luta aguerrida,
Pelas causas feministas,
Ao lado das sufragistas,
Nunca se deu por vencida.
5
E lá em Santa Teresa,
Sedimentou moradia,
Em um belo palacete.
Sua casa sempre abria
Ao poeta e ao artista.
Era uma grande ativista.
Lá, tudo se debatia.
6
Protagonizou sua época
Como mulher elegante,
Despertou muito ciúme,
Confundida com bacante.
Organizou muitas festas
Regadas com as serestas
Cada noite deslumbrante.
7
Laurinda abrigou a todos
Fosse nobre ou plebeu
Lá não havia um espaço
Que chamamos gineceu
A mulher tinha vez e voz
Desconhecia o algoz
A igualdade promoveu.
8
Laurinda emprestou seu nome
Para o Centro Cultural
O Laurinda Santos Lobo
Santa Teresa, o local
Um cenário de beleza,
Junto a tanta natureza
Monte Alegre é o ramal.
9
Há quem pergunte e indague:
-- Neste Centro ela viveu?
Não sua morada foi outra
 -- Isto nunca aconteceu.
 Foi no Parque das Ruínas
De instalações genuínas
Onde tudo sucedeu.
10
Ao Maestro Villa-Lobos,
Laurinda patrocinou.
Uma viagem a Paris,
Lá ele se apresentou,
Numa audição de sucesso
Conquistou lá o progresso,
E na Europa ele brilhou.
11
Em conversa com Tarsila,
Olhando um quadro indagou:
 -- Dona Tarsila, me diga:
O que foi que motivou,
Este pauzinho e uma cobra,
Subindo, fazendo dobra,
Será que o ovo, já chocou?
12
E diante da artista,
Com toda desenvoltura,
Àquele nada dizia,
Partiu para outra moldura.
Tarsila muito abismada:
 -- Não significa nada!
É somente uma costura.
13
 -- Costuro minhas ideias
Em tela, tinta e pincel,
Num olhar renovador,
Exercendo o meu papel,
De uma artista visual,
Componho grande vitral
Expondo belo painel.
14
Laurinda apoiou as letras.
Dentre seus frequentadores,
Estava João do Rio
E outros tantos escritores,
Que ali faziam paragem,
Compondo justa engrenagem
Em Saraus acolhedores.
15
Lutou pela afirmação
Da cultural nacional
Congregou todas as artes
De riqueza sem igual
Momentos de efervescência
Salão de grande influência
Na capital federal.
16
O Salão Dona Laurinda,
Foi ponto do MODERNISMO
 Que na década de 20,
Rompendo o academicismo.
Um caldeirão de cultura
Gente de toda estatura
Momento de antagonismo.
17
Foi um grande baluarte
Naquele momento incerto.
O Salão causou escândalos
Na sociedade, e decerto,
Apontado de vulgar
Mas nada pode abalar
O Modernismo desperto.
18
A sociedade passava
Por grande transformação.
Reuniu também políticos,
Na defesa da Nação,
De culturas estrangeiras
E das pautas forasteiras
Nacional era o refrão.
19
E Júlia Lopes de Almeida
Dos Saraus participou
Em noitadas literárias
Sua marca ali deixou.
Foi também uma ativista
Lutando pela conquista
Pelo voto se empenhou!
20
Hoje o belo palacete,
É um Centro Cultural
Recebe todas as artes
De caráter universal.
Preservando a qualidade
Sem qualquer ambiguidade
De cultura transversal.
21
Este Centro Cultural
Concentra suas memórias,
Do bairro Santa Teresa,
Passado de muitas glórias.
Recebe novos artistas,
Mostrando suas conquistas
Palco de muitas vitórias.
22
Recebendo Exposições!
Dança! Teatro! Poesia!
Cultura sempre plural,
Crescendo dia após dia.
Brindando os seus moradores
Festas de muitas cores.
Espalha só alegria.
23
Laurinda marcou seu nome
No cenário carioca
Lutando pelas mulheres
Um movimento provoca
Pelo voto feminino
E com seu instinto felino
Esta temática evoca.
24
Fica aqui este meu registro
De uma história singular
De uma mulher que lutou
Para a cultura brilhar
E lá em Santa Teresa
Deixou sua chama acesa
Marcando ali seu lugar.
Março/2019

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

FEIRA LITERÁRIA DE PARACAMBI, RJ, em 23/08/2019.


À convite da Professora Ana Paula estive representando o Cordel de Saia na FLIPA – FEIRA LITERÁRIA DE PARACAMBI, RJ, em 23.08.2019. Dalinha Catunda, criadora do Blog, está na XIII BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO, CE., divulgando e firmando a produção feminina na literatura de cordel.

Convidei as professoras Clarice Campos e Rita Alves para a atividade poética. Elas, como a professora Ana Paula empenham-se na difusão da literatura de cordel nas escolas, fato que nos deixa bem felizes, especialmente neste momento em que buscamos caminhos que viabilizem a inserção da literatura de cordel na grade curricular dos alunos.

Fica aqui o agradecimento e a expectativa de voltarmos no próximo ano para Paracamibi, RJ, nesta Feira tão rica e repleta de autores de literatura infanto-juvenil e, onde fomos tão gentilmente acolhidas.
Texto e foto: Rosário Pinto