Sorriso largo...

terça-feira, 20 de novembro de 2018

CORDEL NA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

14 Novembro 2018

terça-feira, 30 de outubro de 2018

CREJA – CENTRO MUNICIPAL DE REFERÊNCIA DE JOVENS E ADULTOS

À convite da professora NEYLA TAFAKGI, dia 25 DE OUTUBRO! Dia de literatura de cordel no Centro Municipal de Referência de Jovens e Adultos, da Secretaria Municipal de Educação da Cidade do Rio de Janeiro.

É extremamente relevante que uma Secretaria de Educação no Sudeste, Rio de Janeiro invista em literatura de cordel em todas as escolas na Semana de Festa Literária.

Levei o poema FEIRA NORDESTINA e assinalamos a importância do Registro da literatura de cordel como BEM DE PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO. O encontro foi de troca de conhecimentos e experiências literárias e de vida.



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Texto e fotos: Rosário Pinto

sábado, 13 de outubro de 2018

ENCONTRO COM AUTORES DE LITERATURA DE CORDEL


Convidada pela professora Solange Medeiros, participante do curso VERSOS DE CORDEL NA CENA CARIOCA, idealizado pela Arte Educadora Beth Araújo compareci no dia 11/10/2018 do ENCONTRO COM OS AUTORES, promovido pelo CIEP ADÃO PEREIRA NUNES, em Irajá, Rio de Janeiro.
Realizamos leituras e falamos da literatura de cordel, suas origens, temáticas, elaboração das estrofes e a formatação e ilustração da peça gráfica dos folhetos.  No mesmo evento o autor João Batista Melo levou suas histórias e seus versos. Regado com leituras de títulos adequados para escola, alunos, pais e professores.

O público ouvinte, em sua maioria composto de imigrantes nordestinos, foi muito participativos. Recebi perguntas sobre as origens da literatura de cordel, sua forma e conteúdo e quais foram os autores e folhetos mais conhecidos, vendidos e lidos. Havia grande curiosidade e interesse em cada olhar.


Agradecimentos:
Elizabeth Valente - diretora geral
Virgínia - diretora adjunta
Glaucia - coordenadora

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terça-feira, 2 de outubro de 2018

A força e a importância das Pelejas Virtuais



A criação do blog CORDEL DE SAIA chegou para divulgar a poesia feminina na literatura de cordel e com ele teve início um grande levantamento de autoras de literatura, que ali são chamadas a participar de Cirandas poéticas. A partir daí e, com a força das mídias virtuais, estas mulheres deram início a vários debates on-line, ora em prosa, ora em poesia.

Dalinha Catunda e Rosário Pinto deram o pontapé inicial desta modalidade e, trazendo para a cena o universo feminino. A primeira peleja realizada no mensager foi Fuxico de mulher. O debate começou como uma brincadeira e resultou na publicação de folheto.

No folheto Pelejas virtuais, 2018, Dalinha Catunda relata as pelejas travadas com várias autoras e autores. Agora já é comum, basta jogar uma estrofe com MOTE e, a disputa está no ar. Como em todo desafio, as primeiras estrofes remetem para os informes sobre os debatedores. Têm inicio com a apresentação dos poetas e a consequente e, de praxe, depreciação dos versos do adversário, enaltecendo suas próprias qualidades poéticas. É assim que se dá nas mais tradicionais pelejas. Cabe aqui ressaltar que, no folheto aqui citado, Dalinha Catunda usa o recurso da “deixa” em todas as estrofes de seu poema.

Estas pelejas virtuais que começaram como brincadeiras tornaram-se mais frequentes e trouxeram para a cena vários poetas e poetisas que, até então, permaneciam mais reclusos em suas localidades. Todos, com suas características, informam, encantam e deleitam os leitores que ficam ansiosos por novos embates. Em paralelo às pelejas virtuais Cordel de Saia desenvolve a ppublicação de folhetos coletivos.

Pelo fato de serem compostas on-line estas contendas ganharam o mundo e hoje estão referenciadas nos mais distantes lugares.
“Chegaram ao estrangeiro
As pelejas virtuais
Tem pelejas em revistas
Temos cordéis em jornais
A mulher ganhou espaço
E também marca seu traço
Nestes tempos atuais.”
(Dalinha Catunda)

Maria Rosário Pinto
ABLC, cadeira 18

sábado, 29 de setembro de 2018

----Curso Versos de Cordel na Cena Carioca -----


O projeto Versos de Cordel na Cena Carioca, objetiva despertar em professores e alunos os saberes e sabores da literatura de cordel e da cultura popular. Este curso, chega na esteira do Poesia Encena projeto vitorioso, concebido e realizado pela Arte/Educadora Beth Araújo, apoiado pela Gerência de Leitura e Audiovisual da Secretaria Municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro,  com dinamização da poetisa Rosário Pinto. Tem por finalidade trazer para escolas e professores de diversas áreas do conhecimento a confirmação das expressões populares e das suas manifestações vinculadas - a poesia, o canto, a dança, a dramaturgia e demais manifestações de cunho popular.
O curso trás para a cena o caráter de oralidade como fonte de transmissão de um saber e fazer literário, que foram transmitidos de geração em geração; a riqueza das expressões da poética popular; a importância histórica da produção de folhetos de cordel; o caráter de permanência de uma forma de expressão poética que chegou ao Brasil, na bagagem dos primeiros colonizadores e atravessa os tempos; a resistência dos mercados editoriais; a dinâmica que faz a literatura de cordel manter-se atual, sem, contudo, perder a sua identidade; a flexibilidade no acompanhamento e adaptação às modernas mídias; e, a formação de leitores e novos poetas com olhos voltados para aqueles que lutaram para a preservação e difusão dessa linguagem poética tão rica e única. O poeta cordelista é, sobretudo, um atento observador dos processos de atualização da sociedade em sua estrutura social e política. A partir de suas percepções, compõem-se versos: ora de improviso (versos cantados - cantorias), ora impressos (versos em forma de folhetos). É notável o papel da literatura de cordel como função social de refletir os problemas populares e as suas contradições. Através dela, veem os seus problemas projetados, e encontram no cordel uma forma de expressar suas próprias soluções, mesmo que de forma meramente simbólica. A metodologia utilizada é apresentação com Datashow exemplificando as principais modalidades e temas da literatura de cordel e, intercalando informação e produção de novos textos poéticos.
*
Palavra-chave: cultura popular; literatura popular; literatura de cordel.
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Texto: Rosário Pinto

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

ENCONTRO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA - GLA - SME


Convidadas pela Gerência de Leitura e Audiovisual - GLA - SME. Beth Araújo e Rosário Pinto participaram com uma leitura de folheto de cordel no Encontro de Professores de Matemática das Escolas Municipais do RJ. O evento aconteceu no belíssimo espaço do Arquivo Nacional. Levamos um pequeno recorte do Projeto Versos de Cordel na Cena Carioca com a leitura do folheto Matemática, beleza pura ou Bicho-papão?, 2008, gentilmente cedido pelo poeta baiano Antônio Carlos de Oliveira Barreto.  A leitura contou com a participação de Beth Araújo - Atriz/Arte Educadora e Rosário Pinto – Cordelista, ambas, dinamizadoras do curso. Contamos com a participação da plateia que se mostrou bastante interessada.
Presente a Professora Maria de Nazareth Machado de Barros Vasconcellos, Subsecretária Municipal de Educação.
Aproveitamos esta notícia para aqui agradecer ao poeta-cordelista Antônio Carlos de Oliveira Barreto que de pronto atendeu ao pedido de cessão do PDF para apresentarmos no Evento.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

ROTEIRO DE ESTUDO POÉTICO EM CORDEL

Maria Rosário Pinto

Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro – Secretaria Municipal de Educação
Gerência de Leitura e Audiovisual
Curso Versos de Cordel na Cena Carioca

Esta proposta pretende apresentar um panorama da história da literatura de cordel – suas origens; chegada ao Brasil; sedimentação no Nordeste, o caminho para o Sudeste por meio de poetas que migraram em busca de melhores condições de vida e de trabalho, na primeira metade do século XX.

-        o caráter de oralidade, tradição dessa literatura, mesmo nos textos escritos e impresso em Tipografias ou Gráficas;

-        a oralidade como fonte de transmissão de um saber e fazer literário que foram transmitidos de geração a geração;

-        a riqueza das expressões da poética popular;

-        a importância histórica da produção de folhetos de cordel é extremamente relevante, e desafia os tempos modernos mantendo-se atuante e em constante evolução e crescimento;

-        o caráter de permanência de uma forma de expressão poética que chegou ao Brasil, na bagagem dos primeiros colonizadores e atravessa os tempos;

-        a resistência dos mercados editoriais, que não investem nessa forma de expressão poética e o seu modo de fazer;

-        a dinâmica que faz a literatura de cordel manter-se atual, sem contudo, perder a sua identidade, o que a diferencia de outras formas e expressões e modo de fazer poético, a flexibilidade no acompanhamento e adaptação às modernas mídias;

-        a formação de novos poetas com olhos voltados para àqueles que lutaram para a preservação e difusão dessa linguagem poética tão rica e única; e,

-        a maior participação da mulher como autora.

O projeto de registro da literatura de cordel como BEM DE PPATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO solicitado pela Academia Brasileira de Literatura de Cordel recebeu o AVAL definitivo em 19 de setembro de 2018. Justifica-se face à necessidade de manter viva uma literatura tão importante para a comunidade de poetas de cordel, leitores e admiradores, para a rede de ensino, como ferramenta fundamental de estímulo a alunos e professores e a população como um todo. A produção de folhetos de cordel desafia os tempos modernos mantendo-se atuante. Percebe-se, inclusive, a formação de novos poetas, decorrente de oficinas realizadas com olhos voltados para aqueles que lutaram para a preservação e difusão dessa forma de expressão e linguagem poética tão rica e única.
A função de oralidade que a literatura de cordel exerce como fonte de transmissão, e a peculiaridade das expressões poéticas e do saber e fazer literário, são transmitidas de geração a geração. O poeta cordelista é, sobretudo, um atento observador dos processos de atualização da sociedade em sua estrutura social, política e/ou tecnológica. A partir de suas percepções, compõem-se versos: ora de improviso (versos cantados - cantorias), ora impressos (versos em forma de folhetos).

É notável também o papel da literatura de cordel como função social de refletir os problemas populares e suas contradições estruturais entre os diversos grupos sociais. Através dela, vêem os seus problemas projetados, e encontram no cordel uma forma de expressar suas próprias soluções, mesmo quando de forma meramente simbólica. Além disso, a literatura de cordel circula como elemento de ligação e de formação cultural, por ter sido fonte de informação e conhecimento para populações afastadas, e por ter significado os caminhos pelos quais os poetas populares conseguiram interpretar o mundo, questioná-lo e inferir suas posições e transmitir suas tradições.
Para turmas de alunos na faixa etária dos 9 aos 13 anos, ainda iniciando a formação de conhecimentos gramaticais e literários, optamos por dar maior evidência a:
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1. Situar a literatura de cordel - desde os seus primórdios até nossos dias;
ênfase ao caráter de oralidade da poesia de cordel em seus primórdios. Oriunda do canto, das canções infantis, cantigas de roda lendas e histórias contadas desde idos tempos e episódios locais;
2. Apresentação do folheto - sua formatação gráfica e ilustração das capas – tamanho; capas em desenho, cartazes de cinema, cartões postais e xilogravuras;
3. Estruturação - as quadras, trovas, sextilhas e setilhas e décimas com métrica e rima e oração, numa cadeia de forma, ritmo e coerência.
3.1.  Quadra – estrofe de quatro versos de sete sílabas, rimando o com o (ABCB), podendo ter o sentido complementado em outras quadras.
Eu que sou uma aprendiz - A
Fico na observação - B
Escrevendo minhas quadras - C
Com amor e emoção - B
(Rosário)

Da roseira nasce a rosa,- A
Que antes foi um botão -B
Mas depois que a rosa murcha – C
As pétalas caem no chão. – B
(Dalinha)

3.2.  Trova – estrofe de quatro versos de sete sílabas, rimando o com o (ABAB), ou, de forma alternada, dando-lhe um sentido completo.
Cordel de Saia pretende – A
Agregar as cordelistas – B
A mulher, quase duende! - A
Expondo suas conquistas – B
(Rosário)

Cuidar bem da natureza - A
Sei que é nossa obrigação – B
Vamos pensar na beleza - A
De não ter poluição – B
(Dalinha)

4. Sextilhas – estrofe de 6 versos (sextilhas) e, 7 sílabas métricas – rimando o 2º com o e com o – esclarecer para o aluno a diferença entre sílaba gramática e métrica. Ex:
O sol ilumina o dia -
E aquece nosso planeta -
É chamado de astro rei,
Ele se vê sem luneta –
Aprendi esta lição
Foi com a tia Julieta.-
(Dalinha)

Durante o mês do folclore
É sempre tempo de festa –
Tem brinquedo e brincadeira
Mas também tem a seresta –
Canções, rezas e benditos
E histórias da floresta –
(Rosário)

5. Setilhas – estrofe de 7 versos (setilhas) e 7 sílabas métricas – rimando o com o e com o e, o com o (trabalhar de em outros momentos)
Minha mãe fazia versos,
E gostava de declamar. -
Foi professora primaria,
Com ela aprendi a rimar. -
Ter gosto pela cultura, -
Abraçar a literatura, -
E o velho cordel amar. -
(Dalinha)

Durante o mês do folclore
É sempre tempo de festa –
Tem brinquedo e brincadeira
Mas também tem a seresta -
Canções, rezas e benditos -
Contos, parlendas e mitos  -
E histórias da floresta - 7º
(Rosário)

6. Décimas – estrofe de 10 versos (decassílabos) e 10 sílabas (decassílabos) - (trabalhar em outros momentos). As         décimas tem várias formas de rimas. Uma das formas mais comuns é: ABBAACCDDC.m
O cordel hoje é manchete.
Está na mídia virtual.
Antes, ele foi oral.
Passou pelo ofsete.
Namora com a internet.
Com toda tranquilidade,
Mostra versatilidade,
Dela tira seu proveito,
Tem com ela laço estreito.
Brinca, qual marionete.
(Rosário Pinto)

7. Métrica - medida, o tamanho de cada verso: 7 sílabas métricas (sílabas fonológicas, não morfológicas):
Cor/del/ é/ li/te/ra/tu/ra – 7 sílabas métricas, finalizando na última sílaba tônica ou seja, a sílaba mais forte;
8. Estrofação – as várias modalidades de estrofes – quadras, sextilhas, setilhas, décimas;
9. Oração – o encadeamento dos versos, composição com princípio/meio e fim. Esta orientação serve para inserir conteúdos também de textos em narrativa;
10. Riqueza de expressão – cuidado no uso de expressões poéticas;
11. Permanência – observar a permanência dessa forma de expressão poética que chegou ao Brasil, na bagagem dos primeiros colonizadores e atravessa os tempos;
12. Importância – constatar a pertinência do uso da literatura de cordel como ferramenta adicional no âmbito escolar evidenciando o caráter lúdico e atual, podendo ser utilizada por professores em todas as disciplinas da grade escolar;
13. Motivação - despertar nos alunos face às múltiplas possibilidades de busca em feiras populares e em sites e blogs na internet; despertar o interesse criativo, objetivando extrair do aluno temas de seu dia a dia;
14. Estímulo a pesquisa – utilizar a internet, como ferramenta de trabalho, realizar pesquisas em sites e blogs específicos;
15. Temáticas/assuntos - abordar assuntos de interesse do aluno e de seu grupo;
16. Cotidiano – relato da vida diária de cada um (a família / a escola/ o bairro / a cidade / interesses pessoais).
17. Fatos mais recorrentes - nas mídias (rádio / televisão / jornais/ etc.);
18. Notícia (o poeta como repórter dos fatos ocorridos, hoje, o poeta não é mais a fonte de informação como no passado, ele analisa a notícias e faz uma espécia de crônica opinativa);
19. Olhar do poeta – o poeta é um sagaz observador da realidade que o cerca e do mundo, sempre atento a tudo que se passa a sua volta e no mundo. Mantem-se constantemente informado e reflete sobre os acontecimentos para transformá-los em poesia.
Estes são os pontos mais básicos no estudo da literatura de cordel. Há outras modalidades para serem estudadas mais à frente, quando estas primeiras estiverem bem fixadas.

Realize suas pesquisas no Site do CENTRO NACIONAL DE FOLCLORE E CULTURA POPULAR/CNFCP/Iphan/MinC - A Biblioteca Amadeu Amaral disponibiliza mais de 10 mil exemplares de folhetos de cordel para leitura on-line. ACESSE: Acervos Digitais.

Academia Brasileira de Literatura de Cordel
CORDEL DE SAIA
ROSARIO PINTO
CORDEL DE SAIA
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A partir dessas possibilidades, você poderá navegar em toda a Cordelteca – Memória da Literatura de Cordel/Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP. As buscas podem ser selecionadas por título, por autor ou por assunto.

Veja ainda : Revista Brasileira de Folclore – 41 fascículos, todos digitalizados e possíveis de baixar para pc. Do nº 01 (1961) ao nº 41 (1975).

Experimente, não tenha medo!