Sorriso largo...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Cordelizando a inclusão


CORDEL DE SAIA E Academia Brasileira de Literatura de Cordel CONVIDAM para o lançamento do livro Cordelizando a Inclusão, literatura de cordel em braile, que será realizando no dia 21 de dezembro de 2016, na Sessão Plenária da ABLC à rua Teixeira de Freitas, nº 5,3º andar, pontualmente às 16:00h

Autores:
Maria Rosário Pinto, Dalinha Catunda, Gonçalo Ferreira da Silva

Organizadores:
Rosangela Silva (IFRJ);Vanderson Pereira (IFRJ) e Waldmir Araujo Neto (UFRJ)

A publicação é fruto de projeto realizado pelo Instituto Federal de Ciência e Tecnologia/IFRJ, Instituto Benjamin Constant e Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ; e, cada autor contribuiu com dois títulos voltados para a inclusão de alunos com necessidades especiais.
Acreditamos que a publicação será de interesse para professores e alunos da rede pública e privada de ensino.
Contamos com a presença de poetas, professores e dos amigos.



terça-feira, 27 de setembro de 2016

*

*
Caros amigos,
Tive o prazer de compartilhar encontros de trabalho com o Mestre Bráulio do Nascimento, quando trabalhei na Biblioteca Amadeu Amaral, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, para onde destinou sua coleção de folhetos de cordel. Foi um grande incentivador de minhas atividades com a literatura de cordel. Transitou com talento, competência e amor pelo universo do folclore e da cultura popular. Todos nós sentiremos sua falta. Seu trabalho deixa marca presente e viva em nossos corações.
Deixo aqui um carinho do que foi sua presença em minha vida.


Ao Mestre com carinho

Mestre BRÁULIO NASCIMENTO!
Quem é este personagem?
Este gigante festeiro...
Que traz em sua bagagem,
Nosso conto brasileiro.
Num trabalho garimpeiro.
Andou por muita paragem.
*
São muitos e muitos anos
De labuta popular
Conhecedor do escore,
Fez da cultura seu lar.
Fundou a famosa CAMPANHA
Esta, sua grande façanha,
No Folclore navegar
*
Mas não parou por aí
Foi além, muito além.
Estudou os belos contos,
Desde os tempos de Belém.
Os de reis e de rainhas
E também de princesinhas
Fosse um conto ou fossem cem
*
Sua visão sem fronteiras
Semeou muito estudo
Conhecimentos reais.
Foi amigo de CASCUDO
O conto marcou sua vida
Em pesquisa aguerrida
Nunca se ateve ao miúdo
*
Conquistou para a CAMPANHA
A sede pra trabalhar
Transformou em Instituto
Para a FUNARTE brilhar
Sempre querendo expandir
Para o povo refletir
E um lugar pra frequentar
*
No terreno do Palácio,
Perseverante, incansável
Conquistou belo espaço
p’uma obra admirável
Ampliando o Museu
Que representa o plebeu
Instituição sustentável
*
Obrigada, professor
Pela sua companhia
Os amigos deste Centro
Só refletem poesia
Tê-lo conosco, é presente,
Com sua presença frequente
Para nossa alegria
(Rosário Pinto)
(2013)

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Natal da minha infância


Natal da minha infância

Naquela data festiva
Natal cheio de esperanças
Meu pai fazia seresta
Para alegrar as crianças
*

Naquela família pobre
Presentes eram cadernos
Mimos? Somente pr’o nobre
Não havia mais alternos
*
Éramos muito felizes
Vivendo de brincadeira
As árvores de raízes
E brinquedo de madeira
*
A gangorra era um tonel,
Com uma tábua por cima
Brincadeira de anel
Adivinhas? Só com rima
*
Era assim, nosso Natal:
Sempre com muita alegria.
Cansados, já no final
Da noite de fantasia
*
E em cada sapatinho,
Colocado na janela,
Tava lá o caderninho

No sapato ou na chinela

*
Nesses Natais de bonanças,

Arroz, cuxá no jantar.

Sete filhos, bem crianças,
Alegres, sempre a cantar


(Rosário Pinto)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Textos publicados




Amigos(as),
Voltando à ativa, ainda que lentamente e, revisitando textos publicados:

Dalinha Catunda [Maria de Lourdes Aragão Catunda]; Pinto, Maria Rosário. Fuxico de mulher. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Literatura de Cordel, 2011. 8 p.;

Meira, Cruesa et al. Cordel na rede social: Creusa Meira X Sônia Ortega e convidados. Salvador: [s. n.], 2011. 24 p

Biblioteca Amadeu Amaral; Pinto, Maria Rosário de Fátima. Catalogação de folhetos de cordel. Rio de Janeiro: Funarte, CNFCP, 2002. 32 p. : il. (Cadernos técnicos ; 1).

Pinto, Maria Rosário. O poeta e o folheteiro: da edição à venda. Campina Grande, PB: Cordelaria Poeta Manoel Monteiro, 2012. 12 p.

Academia Brasileira de Literatura de Cordel. João Firmino Cabral: uma homenagem (in memoriam). Rio de Janeiro, RJ, 2013. 8 p

Pinto, Maria Rosário. A mulher e sua trilha. Juazeiro do Norte, CE: Gráfica HB, 2013. 8 p

Pinto, Maria Rosário. Nas asas do pavão misterioso: 90 anos de sucesso. Campina Grande, PB: Cordelaria Poeta Manoel Monteiro, 2013. 12 p

Louvando Luiz Gonzaga. Rio de Janeiro, RJ: Academia Brasileira de Literatura de Cordel, 2012. 8 p

O universo do cordel. Pesquisa e entrevistas: Pedro Afonso Vasquez, Rosane Karp Vasquez, Textos: Maria Rosário Pinto, Pedro Afonso Vasquez, Fotos: Gustavo Maia, Gustavo Moura, Pedro Afonso Vasquez, Tradução: Carolyn Brissett. Recife: Instituto Cultural Banco Real, 2008. 60 p. il. color.

Pinto, Maria Rosário de Fátima. Memória da literatura de cordel: coleção de folhetos de cordel. In: Recortes contemporâneos sobre o cordel. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2008. p. 67-71. (FCRB Aconteceu, 8);

Artigos em sites e blogs:

Pinto, Maria Rosário de Fátima. IN: http://www.ielt.org/artigos/cientificos

Deixe aqui comentários e sugestões.

segunda-feira, 24 de março de 2014

RITO DE PASSAGEM

Ritos de passagem

Rito de passagem é
Situação bem difícil,
Às vezes, é sacrifício.
A felicidade é
Sentir-se assim, mulher.
Para a mãe, dores do parto,
Com o filho, eu reparto,
Toda a perplexidade,
Depois, a felicidade,
Se ao Rito se ativer.
*
Mas há Ritos dolorosos,
Que só trazem dissabores,
São os manipuladores,
São aqueles acintosos,
De aspectos asquerosos
Por perversos orquestrados,
Em cargos empoleirados,
Tramados, só em surdina,
Que a todos subordina,
Às vezes, são gangrenosos
*
CUSPIR é má educação
É expurgo extraído,
E, quando é expelido,
Vai direto para o chão
E não há qualquer senão.
Sem responsabilidade,
Só reflete a maldade.
Quem o faz é incapaz,
Mas, parece que lhe apraz,
Expurgar sua maldade.
(Rosário Pinto)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Não morreu Nelson Mandela, poema de José Walter Pires


A sensibilidade de nossos poetas não deixa passar sem marcar com poesia a personalidade de NELSON MANDELA. Veja o poema do confrade José Walter Pires, de Brumado, BA.

NÃO MORREU NELSON MANDELA
Liberdade! Liberdade!
Foi o grito de Mandela
Mensageiro da igualdade
Que mereceu a chancela
De avançada sentinela
Na luta contra o racismo
Verdadeiro catecismo
Que seguiu na trajetória
Para forjar a história
Desse prócer do humanismo.

Na luta contra a apartheid
Definiu seus ideais
Em prol da fraternidade
Com os direitos iguais
Sem critérios raciais
Legalmente instituídos
Com os negros oprimidos
Dentro da mesma Nação
Em cruel segregação
Por longos anos vividos.

Desde cedo um ativista
Apoiou a luta armada
Sem jamais perder de vista
A mudança desejada
Na justiça praticada
À luz da desigualdade
Dentro da sociedade
Sem fugir da repressão
Que o levou à prisão
Por defender a verdade


Um mensageiro da paz
Entre povos e nações
Um líder que foi capaz
De superar as prisões
Sem perder as emoções
Por um futuro risonho
Ao dizer: —eu tenho um sonho,
Ver a África do Sul unida
Em tudo desenvolvida
E livre como proponho.
As mais justas homenagens
Receberá nesta data
Contendo belas mensagens
Pelo líder democrata
Que a morte vem e arrebata
Sem se quer pedir licença
Mas, deixando viva a crença
Que norteou sua vida
Como Mandela ou Mandiba
Eternizando a presença.

Deixou Mandela um exemplo
De amor à humanidade
Que neste instante contemplo
Perante a fatalidade
Que o leva à eternidade
Após cumprir a missão
Contrária à segregação
Numa luta sem fronteiras
Ao tremular de Bandeiras
De universal comunhão!

José Walter Pires
Dezembro/05/2013




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Muito além do sertão - notícias


Ontem, uma matéria sobre Cordel, no site de cultura do Estado do Rio de Janeiro, citando os nomes de vários cordelistas como Dalinha Catunda, Rosário Pinto e Vitor Lobisomem:

É sempre bom quando uma divulgação é feita sobre a literatura de cordel

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

MORTE E VIDA SEVERINA - tema atual


Devemos sempre lembrar os fatos que envergonharam nossa história e dizê-los, claramente. Conquistamos a liberdade de livre pensar, escrever e do falar, mas ainda nos falta incutir vergonha em algumas de nossas caras públicas. É um engodo falar de abastança, quando sabemos que a fome, a miséria, a saúde precária, a educação deficiente rondam nossas vidas e de nossos semelhantes.
Pesquisando na internet encontrei uma das minhas grandes paixões literárias – Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. E não poderia deixar de citar o trecho abaixo, apenas mais um dos tantos, fortes e belos desse grande autor brasileiro.
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como a pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de a pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.”
E numa conversa de Severino, retirante com morador dos mocambos, ele pergunta:
Seu José, mestre carpina,
que diferença faria
se em vez de continuar
tomasse a melhor saída:
a de saltar, numa noite,
fora da ponte e da vida?”
*
O meu nome é cordel
Não tenho outro de pia
Muitos fazem os seus versos
E com muita poesia
Mas, nem tudo é cordel,
Como os de um menestrel.
Isto não é ironia.
*
Amiga, comigo venha.
Deixe aqui seu comentário
Se pensarmos direitinho
Do Tribunal, o cenário.
O relator acusando,
Advogados, replicando,
Defesas de ordinário.
*
Talvez devesse lembrar
Dos versos de João Cabral.
Ele relatou a saga
Do retirante, o umbral
Mantendo-se em linha reta
Buscando a vida correta
Apesar do pedregal.
*
Desceu o Capibaribe
Por trabalho encontrar
Passou sede, passou fome
Fugiu daquele lugar
Nunca pensou em quadrillha
Naquela vida andarilha
Para ao povo roubar
*
Passando por várias aldeias
Tinha um fito bem seguro
De trabalho encontrar.
Em meio a tanto monturo
Manteve o objetivo
E o olhar sempre altivo
Sempre preso no futuro.
(Rosário Pinto)
Leia, o texto n a íntegra extraído de:

terça-feira, 1 de outubro de 2013

ENTRE O AMOR E A ESPADA

  BUBUIA Companhia de Teatro apresenta o espetáculo “ENTRE O AMOR E A ESPADA” no Palácio do Catete a partir de 05/10
Dirigida por Diego Dêleon, fábula-trágica brasileira recria o universo dos cordéis
Espetáculo baseado na Literatura de Cordel estreia no Palácio do Catete, Catete, dia 5 de outubro, 17:00h, gratuito e que procura recriar e reinterpretar expressões culturais, tais como, as danças de roda, e o maculelê transpondo-as para o palco e para a realidade das personagens em função da concepção dada à obra “Entre o Amor e a Espada”, de José Camelo de Melo Resende.
A montagem criou uma fábula-trágica brasileira, dentro de uma ludicidade e poeticidade nordestina que narrará a linda e triste história de amor de José e Raquel, saída do universo dos cordéis. Apesar de puro e profundo, o amor do jovem casal é brutalmente interrompido por questões familiares. O drama começa quando José se vê obrigado a retaliar uma briga entre os dois maiores generais da cidade: seu pai, e o pai de sua amada Raquel.
Além de o texto questionar o que é mais importante: o AMOR ou a HONRA?, a peça tem a função de tornar acessível a qualquer espectador uma reflexão sobre questões delicadas e contemporâneas de forma leve e envolvente, além de conter em sua encenação algumas de nossas manifestações populares brasileiras, com intuito de despertar no espectador o sentimento cívico, perpassando pela identidade nacional e cultural da qual pertence, incentivando e promovendo aos cidadãos brasileiros a capacidade de nele se auto reconhecer através do imaginário popular de seu país.
BUBUIA Companhia de Teatro
Após dois anos de integração, pesquisa, experimentações práticas, investigação teórica e participações em diversos festivais de Esquete no estado do Rio de Janeiro no ano de 2012 com o qual fomos contemplados com os prêmios de Melhor esquete, Melhor direção e Melhor direção de arte e participação da Bienal da UNE em Olinda- PE.
A companhia está produzindo simultaneamente uma série para TV em parceria com a São Filmes Produções e Video Books Brasil Produções intitulada “Fora de Casa” (Que conta a trajetória de jovens que saem de sua terra natal em busca do seu sonho artístico no Rio de Janeiro) e Estreia no dia 5 de outubro de 2013 no Palácio do Catete (onde fará temporada até 26) o espetáculo “Entre o amor e a espada” do cordelista Jose Camelo de Melo, onde trabalha com danças, musicas e manifestações populares. Que também estará do FITU 2012- Festival Integrado de Teatro.
http://www.docvirt.no-ip.com/asp/folclore.asp?bib=cordel&pasta=C5219
 

SERVIÇO:
Temporada: De 5 de Outubro até 26 de Outubro
Local: Palácio do Catete – Rua do Catete 153
Horário: Sáb e dom – 17:00h
Entrada Franca - Em caso de chuva não haverá apresentação.
FICHA TÉCNICA
Texto: José Camelo de Melo Resende
Direção e Adaptação: Diêgo Deleon
Elenco: Endi Vasconcelos, Igor Veloso, Irene Dorte e Iris Mariano.
Direção Musical: Chico Rota
Preparação Corporal: Vera Lopes
Preparação Vocal: João Lopes
Preparação para o canto: Tauã Delmiro
Cenário: Vinicius Lugon
Figurino: Ton Bricio
Visagismo: Rogério Garcia
Direção de Produção: Igor Veloso
Produção Executiva: Endi Vasconcelos
Fotografia: Lucas José
Assessoria de imprensa: Minas de Ideias
Realização: Bubuia Companhia de Teatro
BUBUIA NA REDE
Instagran: Bubuiacia

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nas asas do Pavão misteiroso

Lançamento Nas asas do Pavão misterioso (90 anos de sucesso).


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Sr. Google

Sr. Google

Convidei o Sr. Google
Pra comigo pelejar.
Ele respondeu: Não posso,
até porque não sei cantar.
Mas procuro na internet
Poeta, a quem compete,
esta arte versejar

Corri depressa à feira.
Lá buscando o cantador
Com sua viola em punho.
Num instante alentador.
Me disse logo: eu canto
Não precisa deste pranto
Sou bom improvisador.

Informei ao Sr. Google,
Alegre com a descoberta.
Ele varreu toda rede
Muito sério, bem alerta
Encontrou em outros lugares
Vários sites populares
Me deixou boquiaberta.

Finalmente o Sr Google
Buscando na wikipédia
Conheceu outros poetas
Nesta grande enciclopédia.
Aprendeu a fazer rima
Ninguém mais o subestima.
A vida, virou comédia.

(Maria Rosário Pinto)