Sorriso largo...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Não morreu Nelson Mandela, poema de José Walter Pires


A sensibilidade de nossos poetas não deixa passar sem marcar com poesia a personalidade de NELSON MANDELA. Veja o poema do confrade José Walter Pires, de Brumado, BA.

NÃO MORREU NELSON MANDELA
Liberdade! Liberdade!
Foi o grito de Mandela
Mensageiro da igualdade
Que mereceu a chancela
De avançada sentinela
Na luta contra o racismo
Verdadeiro catecismo
Que seguiu na trajetória
Para forjar a história
Desse prócer do humanismo.

Na luta contra a apartheid
Definiu seus ideais
Em prol da fraternidade
Com os direitos iguais
Sem critérios raciais
Legalmente instituídos
Com os negros oprimidos
Dentro da mesma Nação
Em cruel segregação
Por longos anos vividos.

Desde cedo um ativista
Apoiou a luta armada
Sem jamais perder de vista
A mudança desejada
Na justiça praticada
À luz da desigualdade
Dentro da sociedade
Sem fugir da repressão
Que o levou à prisão
Por defender a verdade


Um mensageiro da paz
Entre povos e nações
Um líder que foi capaz
De superar as prisões
Sem perder as emoções
Por um futuro risonho
Ao dizer: —eu tenho um sonho,
Ver a África do Sul unida
Em tudo desenvolvida
E livre como proponho.
As mais justas homenagens
Receberá nesta data
Contendo belas mensagens
Pelo líder democrata
Que a morte vem e arrebata
Sem se quer pedir licença
Mas, deixando viva a crença
Que norteou sua vida
Como Mandela ou Mandiba
Eternizando a presença.

Deixou Mandela um exemplo
De amor à humanidade
Que neste instante contemplo
Perante a fatalidade
Que o leva à eternidade
Após cumprir a missão
Contrária à segregação
Numa luta sem fronteiras
Ao tremular de Bandeiras
De universal comunhão!

José Walter Pires
Dezembro/05/2013




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Muito além do sertão - notícias


Ontem, uma matéria sobre Cordel, no site de cultura do Estado do Rio de Janeiro, citando os nomes de vários cordelistas como Dalinha Catunda, Rosário Pinto e Vitor Lobisomem:

É sempre bom quando uma divulgação é feita sobre a literatura de cordel

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

MORTE E VIDA SEVERINA - tema atual


Devemos sempre lembrar os fatos que envergonharam nossa história e dizê-los, claramente. Conquistamos a liberdade de livre pensar, escrever e do falar, mas ainda nos falta incutir vergonha em algumas de nossas caras públicas. É um engodo falar de abastança, quando sabemos que a fome, a miséria, a saúde precária, a educação deficiente rondam nossas vidas e de nossos semelhantes.
Pesquisando na internet encontrei uma das minhas grandes paixões literárias – Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. E não poderia deixar de citar o trecho abaixo, apenas mais um dos tantos, fortes e belos desse grande autor brasileiro.
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como a pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de a pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.”
E numa conversa de Severino, retirante com morador dos mocambos, ele pergunta:
Seu José, mestre carpina,
que diferença faria
se em vez de continuar
tomasse a melhor saída:
a de saltar, numa noite,
fora da ponte e da vida?”
*
O meu nome é cordel
Não tenho outro de pia
Muitos fazem os seus versos
E com muita poesia
Mas, nem tudo é cordel,
Como os de um menestrel.
Isto não é ironia.
*
Amiga, comigo venha.
Deixe aqui seu comentário
Se pensarmos direitinho
Do Tribunal, o cenário.
O relator acusando,
Advogados, replicando,
Defesas de ordinário.
*
Talvez devesse lembrar
Dos versos de João Cabral.
Ele relatou a saga
Do retirante, o umbral
Mantendo-se em linha reta
Buscando a vida correta
Apesar do pedregal.
*
Desceu o Capibaribe
Por trabalho encontrar
Passou sede, passou fome
Fugiu daquele lugar
Nunca pensou em quadrillha
Naquela vida andarilha
Para ao povo roubar
*
Passando por várias aldeias
Tinha um fito bem seguro
De trabalho encontrar.
Em meio a tanto monturo
Manteve o objetivo
E o olhar sempre altivo
Sempre preso no futuro.
(Rosário Pinto)
Leia, o texto n a íntegra extraído de:

terça-feira, 1 de outubro de 2013

ENTRE O AMOR E A ESPADA

  BUBUIA Companhia de Teatro apresenta o espetáculo “ENTRE O AMOR E A ESPADA” no Palácio do Catete a partir de 05/10
Dirigida por Diego Dêleon, fábula-trágica brasileira recria o universo dos cordéis
Espetáculo baseado na Literatura de Cordel estreia no Palácio do Catete, Catete, dia 5 de outubro, 17:00h, gratuito e que procura recriar e reinterpretar expressões culturais, tais como, as danças de roda, e o maculelê transpondo-as para o palco e para a realidade das personagens em função da concepção dada à obra “Entre o Amor e a Espada”, de José Camelo de Melo Resende.
A montagem criou uma fábula-trágica brasileira, dentro de uma ludicidade e poeticidade nordestina que narrará a linda e triste história de amor de José e Raquel, saída do universo dos cordéis. Apesar de puro e profundo, o amor do jovem casal é brutalmente interrompido por questões familiares. O drama começa quando José se vê obrigado a retaliar uma briga entre os dois maiores generais da cidade: seu pai, e o pai de sua amada Raquel.
Além de o texto questionar o que é mais importante: o AMOR ou a HONRA?, a peça tem a função de tornar acessível a qualquer espectador uma reflexão sobre questões delicadas e contemporâneas de forma leve e envolvente, além de conter em sua encenação algumas de nossas manifestações populares brasileiras, com intuito de despertar no espectador o sentimento cívico, perpassando pela identidade nacional e cultural da qual pertence, incentivando e promovendo aos cidadãos brasileiros a capacidade de nele se auto reconhecer através do imaginário popular de seu país.
BUBUIA Companhia de Teatro
Após dois anos de integração, pesquisa, experimentações práticas, investigação teórica e participações em diversos festivais de Esquete no estado do Rio de Janeiro no ano de 2012 com o qual fomos contemplados com os prêmios de Melhor esquete, Melhor direção e Melhor direção de arte e participação da Bienal da UNE em Olinda- PE.
A companhia está produzindo simultaneamente uma série para TV em parceria com a São Filmes Produções e Video Books Brasil Produções intitulada “Fora de Casa” (Que conta a trajetória de jovens que saem de sua terra natal em busca do seu sonho artístico no Rio de Janeiro) e Estreia no dia 5 de outubro de 2013 no Palácio do Catete (onde fará temporada até 26) o espetáculo “Entre o amor e a espada” do cordelista Jose Camelo de Melo, onde trabalha com danças, musicas e manifestações populares. Que também estará do FITU 2012- Festival Integrado de Teatro.
http://www.docvirt.no-ip.com/asp/folclore.asp?bib=cordel&pasta=C5219
 

SERVIÇO:
Temporada: De 5 de Outubro até 26 de Outubro
Local: Palácio do Catete – Rua do Catete 153
Horário: Sáb e dom – 17:00h
Entrada Franca - Em caso de chuva não haverá apresentação.
FICHA TÉCNICA
Texto: José Camelo de Melo Resende
Direção e Adaptação: Diêgo Deleon
Elenco: Endi Vasconcelos, Igor Veloso, Irene Dorte e Iris Mariano.
Direção Musical: Chico Rota
Preparação Corporal: Vera Lopes
Preparação Vocal: João Lopes
Preparação para o canto: Tauã Delmiro
Cenário: Vinicius Lugon
Figurino: Ton Bricio
Visagismo: Rogério Garcia
Direção de Produção: Igor Veloso
Produção Executiva: Endi Vasconcelos
Fotografia: Lucas José
Assessoria de imprensa: Minas de Ideias
Realização: Bubuia Companhia de Teatro
BUBUIA NA REDE
Instagran: Bubuiacia

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nas asas do Pavão misteiroso

Lançamento Nas asas do Pavão misterioso (90 anos de sucesso).


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Sr. Google

Sr. Google

Convidei o Sr. Google
Pra comigo pelejar.
Ele respondeu: Não posso,
até porque não sei cantar.
Mas procuro na internet
Poeta, a quem compete,
esta arte versejar

Corri depressa à feira.
Lá buscando o cantador
Com sua viola em punho.
Num instante alentador.
Me disse logo: eu canto
Não precisa deste pranto
Sou bom improvisador.

Informei ao Sr. Google,
Alegre com a descoberta.
Ele varreu toda rede
Muito sério, bem alerta
Encontrou em outros lugares
Vários sites populares
Me deixou boquiaberta.

Finalmente o Sr Google
Buscando na wikipédia
Conheceu outros poetas
Nesta grande enciclopédia.
Aprendeu a fazer rima
Ninguém mais o subestima.
A vida, virou comédia.

(Maria Rosário Pinto)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Escola Livre de Literatura de Cordel

Escola Livre de Literatura de Cordel
Inicio 24/08/2013
Termino: 26/10/2013
Horário: 9hs às 13hs
Aos Sábados

O curso será dado pelos próprios cordelistas

Módulo 1: Literatura de Cordel: Origem, características e desenvolvimento

1ª Aula – 24/08

As Vertentes e evolução da Literatura de Cordel

9hs às 11hs – Apresentação do curso, da metodologia e da bibliografia
11h30 as 13hs – Palestra Gonçalo Ferreira da Silva – Presidente da ABLC

2ª Aula – 31/08

Contos e Causos Populares – Sepalo Campelo e João Batista Melo

Conteúdo: Poesia, Narrativa, Linguagem Literária, Métrica e Rima
Objetivos: Encadeamento das ideias e enredo do processo de escrita
Exercício de Escrita: Trazer na próxima aula dois versos metrificados
Texto Base: “O Valentão do Mundo” de Severino Milanês

3ª aula – 14/09

Mitos e Lendas Folclóricos e Populares – Sepalo Campelo e João Batista Melo

Conteúdo: Criação de Personagens (Ficção) e diferenciação da Modalidade de “Quadra” e “Trova”

Objetivos: Explicitar a diferença entre as modalidades literárias de “Quadras” e “Trovas”
Exercício de Escrita: trazer na próxima aula uma estrofe em quadra.
Texto Base: “A Lenda do Cabeça de Cuía”; “O testamento de Gege” e “Florisbela, a Borboleta sonhadora”

4ª Aula - 28/09

Romance na Literatura de Cordel – Ivamberto Albuquerque e Rosário Pinto

Conteúdo: Trabalhar a modalidade “Sextilha”

Objetivos: Exemplificação e diferenciação do gênero Romance, sua modalidade e impressão de 32 páginas.

Exercício de Escrita: Trazer na próxima aula uma estrofe de seis versos.
Texto Base: “Pavão Misterioso” – Manoel Camilo e A rainha da floresta - Manoel Camilo

5ª Aula – 05/10

Nordestinidade: Regionalidade e Religiosidade – Dalinha Catunda e Ivamberto Albuquerque
Conteúdo: Trabalhar a Modalidade de “Setilha”

Objetivos: Exemplificação da Modalidade “Setilha” no Gênero Religioso, Regional e de Romarias

Exercício de Escrita: Trazer na próxima aula uma estrofe de sete versos

Texto base - “A Chegada do Lampião no Inferno” - José Pacheco, Milagres e romarias em Aparecida do Norte – Mestre Azulão e A carta misteriosa do Padre Cicero Romão – José Costa Leite

6ª Aula - 26/10

Pelejas e Brigas – Lobisomem e Rosário Pinto

Conteúdo: Trabalhar a modalidade “Décima”, Martelo Agalopado e Trava Língua

Objetivos: exemplificação das modalidades

Exercício de Escrita: Produção de Estrofe em Décima

Texto Base: Peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum - Firmino Teixeira do Amaral, Peleja de Antônio Machado com Manoel Gavião - , João Martins de Athayde e A peleja de Leandro Gomes com uma velha de Sergipe

Atividade Complementares (4Hs):
21/09 – Plenária na ABLC
19/10 – Plenária na ABLC

Serviço:
Escola Livre de Literatura de Cordel
Inicio 24/08/2013
Termino: 26/10/2013
Horário: 9hs às 13hs

Aos Sábados

Local: Casa da Leitura - Rua Pereira da Silva, 86 – Laranjeiras – Rio de Janeiro
tel (21) 2557-7437 / 2557-7458
Inscrições pelo e-mail : casadaleituracursos@gmail.com

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ao Mestre com carinho

Claudia Marcia, Rosário Pinto, Profºr Braulio e Marisa Colnago

Ao Mestre com carinho

Mestre BRÁULIO NASCIMENTO!
Quem é este personagem?
Este gigante festeiro...
Que traz em sua bagagem,
Nosso conto brasileiro.
Num trabalho garimpeiro.
Andou por muita paragem
*
São muitos e muitos anos
De labuta popular
Conhecedor do escore,
Fez da cultura seu lar
Fundou a famosa CAMPANHA
Esta, sua grande façanha
No Folclore navegar
*
Mas não parou por aí
Foi além, muito além
Estudando os belos contos
Desde os tempos de Belém
Os de reis e de rainhas
E também de princesinhas
Fosse um conto ou fossem cem
*
Sua visão sem fronteiras
Semeou muito estudo
Conhecimentos reais
Foi amigo de CASCUDO
O conto marcou sua vida
Em pesquisa aguerrida
Nunca se ateve ao miúdo
*
Conquistou para a CAMPANHA
A sede pra trabalhar
Transformou em Instituto
Para a FUNARTE brilhar
Sempre querendo expandir
Para o povo refletir
E um lugar pra frequentar
*
No terreno do Palácio,
Perseverante, incansável
Conquistou belo espaço
p’uma obra admirável
Ampliando o Museu
Que representa o plebeu
Instituição sustentável
*
Obrigada, professor
Pela sua companhia
Os amigos deste Centro
Só refletem poesia
Tê-lo conosco, é presente
Com sua presença frequente
Para nossa alegria
(Rosário Pinto)
(2013)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A literatura de cordel na educação



A literatura de cordel na educação. (por Maria Rosário Pinto)

A importância de estudar o cordel em sala de aula está sendo enfatizada em projetos ousados e inovadores, como os que veem ocorrendo em Campina Grande, Pb, através do poeta Manoel Monteiro da Silva, que desenvolve atividades na Universidade Rural de Campina Grande em educação de crianças e adultos; e, o Acorda Cordel, (http://fotolog.terra.com.br/acorda_cordel:107), coordenado pelo poeta popular, radialista, ilustrador e publicitário cearense Arievaldo Viana Lima, em Fortaleza, Ce., Sávio Pinheiro, médico, também cearense e, que dirige suas temáticas para a área de saúde pública, em especial à saúde da mulher; Josenir Lacerda, do Crato, Ce, volta suas temáticas para as plantas medicinais dentre outros assunto; Dalinha Catunda, Ipueiras, Ce, residente lá e cá no Rio de Janeiro, preocupa-se com a mulher, do ponto de vista da defesa de seus direitos, além de narrar fatos do cotidiano do sertão e da cidade, todos, membros da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, dentre outros tantos poetas e poetizas que, hoje estão preocupados em divulgar seus trabalhos e despertar o interesse público para esta forma tão simples de observar a natureza ambiental, social, política e humana.

Inserir a literatura de cordel nas salas de aula, em todas as fases do ensino: fundamental, segundo grau e, também para a alfabetização de adultos, justifica-se face ao caráter lúdico e informativo, além de constituir-se em importante ferramenta para o estudo da estruturação poética – verso, métrica, rima, ritmo e oração.

A literatura de cordel é um veículo que permite ao povo participar da vida do país, debater a realidade, expressar suas necessidades e aspirações. Retratando tradições, costumes, lendas e acontecimentos; e, trazendo consigo todo um conjunto de manifestações artísticas e culturais. Sua importância é inestimável para a história e para o folclore - não apenas do Nordeste, mas de todo o país.

Situar a literatura de cordel no Brasil – como aqui chegou, onde melhor se adaptou e como se desenvolveu e continua sua rota de sucesso, por meio da oralidade dos cantadores/repentistas, e de veículo de comunicação como o rádio, televisão, cinema, as asas da internet, que a faz percorrer o caminho de volta a Península Ibérica, agora, como gênero genuinamente brasileiro, implica qualidade e responsabilidade.

Observar que a maioria dos poetas, por estarem comprometidos com suas comunidades e com os acontecimentos do Brasil e do mundo, em geral, abordam temáticas de interesse geral, sob várias formas e conteúdos temáticos como:

ABÊCE – forma de composição em que o poeta de cordel inicia as estrofes de seu poema seguindo a seqüência de letras do alfabeto - (A) a (Z). É composto em sextilhas (estrofes de seis versos) ou setilhas, (estrofes de sete versos) e aplica-se a qualquer tema conforme ilustração ainda Franklin Maxado Nordestino [Franklin de Cerqueira Machado]. O cordel do cordel. São Paulo: [s.n.], 1982. 8 p
(...)
No Brasil ele ficou
Chamado de abecê
Ou de folheto de feira.
Você pode isso ler.
E ficou mais no Nordeste
Com seu povo a sofrer.

BIOGRAFIA (tratam da vida e obra de personalidades religiosas, políticas; e do universo das ciências, letras e artes);

domingo, 7 de julho de 2013

A expressão feminina na literatura de cordel


CORDEL DE SAIA apresenta os resultados de participação em encontro realizado pelo IFRJ.  A recepção de professores e alunos foi extremamente agradável e produtiva.
Pesquisar no YOUTUB:

A Expressão Feminina na Literatura de Cordel 



Publicado em 18/06/2013
Orientadora: Andrea Motta
Orientandas: Aline Ribeiro e Sabrina Veloso
Câmeras: Camila Lima e Raphaela Machado
Edição: Camila Lima

Agradecimentos: Dalinha Catunda e Rosário Pinto



segunda-feira, 1 de julho de 2013

A mulher e sua trilha, por Maria Rosário Pinto

Cordel de Saia  oferece aos seus leitores mais um folheto de produção feminina. A mulher e sua trilha, 2013, de Maria Rosário Pinto, publicado pela HB Gráfica de Juazeiro do Norte. Se desejar adquirir, solcite para rosariuspinto@gmail.com
Deixe seus comentários, obrigada

A mulher e sua trilha

Divina musa! inspirai-me
Para narrar uma história
Que, os menestréis me contaram.
Mulheres de amor e glória,
Ilustraram os romances
De beleza e vitória
2
Meus poetas cordelistas
Hoje, venho vos narrar,
As histórias do passado,
De princesas vou falar,
Vivendo encasteladas,
Querendo o amor desfrutar
3
E muitas destas princesas
Em noites de escuridão
Choraram por seus amores
Naquela horrível prisão
Sonhando contos de fadas
De amores e paixão
4
Mas isto foi lá na Europa
Aqui a vida é mais dura
Não há príncipe encantado
Somente a desventura
Marcada pelo cangaço
E um mundo de amargura
5
Sem desfrutar do amor
Mulheres, quase meninas,
Transformaram suas vidas
Num castelo de ruínas
Filhas de pais muito austeros
Amargaram tristes sinas

quinta-feira, 20 de junho de 2013

NOTÍCIA de PUBLICAÇÃO NA WEB - confira


ROSÁRIO PINTO informa que foi publicado artigo, Grandes romances e a mulher na literatura de cordel, 1º capítulo , foi analisado e publicado no portal Webartigos.com em 13 de junho de 2013, no endereço:
Espero que possa acrescentar algum conhecimento e também curiosidade literária.
Meus agradecimentos aos amigos que puderem deixar aqui seus comentários.

terça-feira, 4 de junho de 2013


ANTOLOGIA – 25 ANOS DE ABLC
A ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, fundada no dia 7 de setembro de 1988, fará portanto, 25 anos de existência em setembro de 2013.
Diante de data tão expressiva, não poderíamos deixar de prestar nossa homenagem a esta entidade cultural que tem contribuído de maneira aguerrida na difusão e promoção do cordel.
Acho que agora, cabe a cada um de nós honrarmos como devemos nossa cadeira na ABLC. E como poderíamos fazer isto? Participando da antologia sobre os 25 anos da nossa Academia.
Poderão participar da Antologia da ABLC, além do colegiado da casa, Beneméritos e poetas convidados.
Cada página do livro custará 100,00 ao participante que poderá participar com quantas estrofes quiser, na modalidade que desejar. Os textos poderão também ser em prosa.
Os textos deverão ser entregues no mais tardar até 15 de outubro.
O pagamento deverá ser feito na entrega dos textos, diretamente ao presidente Gonçalo Ferreira, ou depositado na conta da ABLC, enviando a cópia do boleto por e-mail.
Nº da Conta:CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AG: 3223-9 - CONTA POUPANÇA (OP 22) – Nº 59-2.
Informações sobre a história da ABLC no seu site: www.ablc.com.br
Informações sobre a antologia com o presidente da ABLC - Gonçalo Ferreira da Silva
No e-mail: ablc@ablc.com.brou nos telefones: (21) 2232-4801da ABLC –(21) 2221-1077 de casa.
Cordialmente,
Texto: Dalinha Catunda