Sorriso largo...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sala do Artista Popular - novo espaço

O Ministério da Cultura, o IPHAN, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular convidam para a inauguração da exposição Louça morena puxada à mão: o fazer do barro no povoado de Poxica,  na Sala do Artista Popular.
Haverá venda e exposição de louças de barro produzidas por mulheres de uma das mais importantes regiões brasileiras de tradição popular dessa produção, localizada no município de Itabaianinha, em Sergipe.
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Inauguração: 26 de janeiro de 2012, às 17h
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Período: 26 de janeiro a 4 de março de 2012
Exposição e venda
Terça a sexta-feira, das 11h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h
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Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Rua do Catete, 179 / Galeria Mestre Vitalino (acesso pelo Parque do Museu da República) Rio de Janeiro.
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*Excepcionalmente, esta edição da SAP será realizada na Galeria Mestre Vitalino, nosso anexo que fica dentro do Parque do Museu da República.
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Seu prestígio é importante!
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Na interface conheça os folhetos de cordel, que nos falam da vida e do trabalho de artesãos que vivem do barro:
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Freitas, Manoel Galdino de. Galdino o ceramista poeta. Editor proprietário : Manoel Galdino de Freitas. Bezerros: Folhetaria Borges, [19--]. 24 p.
Kitute de Licínho [Marcos Antônio Carneiro Coelho]. A vida vinda do barro. Irará (BA): Ministério da Cultura : Promoart, [201-?]. 8 p.
Texto do convite: Setor de Difusão Cultural/CNFCP/Iphan/MinC
Adendos e formatação: Rosário Pinto

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CORDEL DE SAIA apresenta a dramaturgia em cordel - Edimilson Santini

CIA BRAILEIRA DE MYSTÉRIOS E NOVIDADES
APRESENTA: 
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A CHEGANÇA DO ALMIRANTE NEGRO
         NA PEQUENA ÁFRICA 
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ROSÁRIO PINTO DIVULGA mais esta iniciativa do dramaturgo, poeta e ator Edmilson Santini. Incansável na arte de levar a literatura de cordel para os palcos da dramaturgia, Edmilson está há muitos anos na estrada. Percorre o país de ponta a ponta na lida de espalhar aos quatro cantos, o valor da poesia de cordel e do teatro popular.

Direção: - Ligia Veiga 
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Dramaturgia  em Cordel - Edmilson Santini

Dias 18 e 19 - Cinelândia, às 17 h.

Dia 20 - Arcos  da Lapa - às 17 h.

dia 21 - Paarque Garota de Ipanema - às 17 h.

Dia 22 - Parque Lage - às 16 h.

Dia 23 - Praça da Harmonia - às 17
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Após o espetáculo, venda do folheto com o texto completo, assim como
outras obras do autor. 
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Sua presença faz o espetáculo. 
* *Edmilson Santini*,
Escritor, ator e cordelista
Projetos educacionais e de cidadania tendo como base a Literatura em Cordel.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Rosa enjeitada - a mulher na poesia e na canção (reedição)


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Cabe um fado relembrar
Uma Rosa enjeitada!
A fadista, ouvi cantar
Rosa tão desventurada
De uma vida a chorar
(Rosário Pinto)

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O poema é baseado no fado "Rosa Enjeitada", com letra de José Galhardo e música de Raul Ferrão.
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Rosa enjeitada

1
Na partida houve choro
O porquê não entendia
Pensava que brevemente
Para casa voltaria.
Estava determinado
O lugar pra onde iria
2
Não poderia voltar
E causar decepção
Todo aquele investimento
Doía em seu coração
Dormia sem entender
Questionava a razão
3
Chorava sempre escondida
Só pensava em voltar
Ninguém a compreendia:
“Nada tens a lamentar
Vais ter vida melhor!
Terás como estudar!”
4
Chegando a cidade grande
O susto foi bem maior
Um casal a esperava,
Desconhecido que só!
A rede ficou pra lá
E a vida lhe deu um nó
5
Percebeu a rejeição
Que havia no lugar
- Porque não um bebê?
- Para eu poder criar?
Ouvindo estas palavras
Escondia-se a chorar
6
Sua decepção foi grande.
Ela queria um bebê
Para chamá-la de mãe,
Quando fosse crescer!
Repetia a todo instante:
“- Mas eu queria um nenê”!
7
A menina que sofria
Sentia-se enjeitada
A culpa tomava-lhe a alma
Por não ser a desejada
Sofria quieta e solitária
Sentia-se desajustada
8
Depois de tantos abortos
Não mais pode engravidar
Seu corpo já tão cansado
Não mais podia pegar
A criança desejada
Foi obrigada a adotar
9
Apelou pro afilhado
Com uma prole numerosa
Vou ajudá-lo a criar
Uma criança mimosa
Mas aquela que lhe veio
Já tinha dez anos de rosa
10
Aquela menina alegre
Logo começou a mudar
Desdobrava-se em atenção
Buscando o amor despertar
Mágoas daquele casal
Não conseguiu suplantar
11
A solidão a roia
Sem poder manifestar
Os recados foram claros:
- Não vá aos tios preocupar
Tudo que fazia ali
Parecia não funcionar
12
Dia e noite, noite e dia
Tinha um medo pavoroso
A confusão era tanta
Tudo lhe era assombroso
Conflitos ali vividos
Sem um beijo carinhoso
13
O tempo assim foi passando
E à dor se consumando
A inapetência chegou
Uma anorexia brotando.
Os médicos diziam sempre:
- A criança: tá definhando...
14
Escondia-se nos estudos
Pra nunca decepcionar
Os pais que a haviam perdido
Pra viver em outro lar
Este lar não lhe supria
Queria mesmo voltar...
15
Ficou uma adulta tímida
Sempre com o medo a rondar
Sem saber para onde ia
Com a dor a escalar
Uma angústia tão profunda
Ela teve que ocultar
16
Teve casa e comida
Sem ter realmente um lar.
Pois sua felicidade,
Ficou lá em seu lugar.
Hoje chora relembrando
Seu berço familiar.
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Rio, outubro de 2011 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Quero ver pavão voar!!!!!

Quadra da Escola de Samba ACADÊMICOS DO SALGUEIRO
Josinaldo Mocó, Rosário Pinto, Lobisomem, Noeme, Fernando  Assumpção

VOA!!! PAVÃO, VOA!!!!

PAVÃO MISTERIOSO!!!!
I
O cordel tem dado mostras
De sua versatilidade
Navega na internet
Com a maior tranqüilidade
Escreve em verso o jornal
Cultura imaterial
É tema da atualidade.
II
Chegando à modernidade,
O cordel virou “global”
Vem de muitos idos tempos,
Na TV é cabedal.
Está presente na tela:
Acompanhe a novela.
Lá tem papel virtual.
III
Ouvimos muito falar
De um pavão encantado
De um pássaro formoso,
Em um reino afastado
Repleto de peripécia
 “Que levantou vôo da Grécia”
De amor acalantado
IV
Foi num antigo reinado
Nos tempos da oralidade
Onde havia uma princesa
Menina de pouca idade
O seu pai muito grosseiro
Trancou-a em cativeiro
Num reino de falsidade
V
Essa história tem versões
De poeta afamado
José Camelo de Melo
É o mais reivindicado
Pela autoria dos versos
Por motivos adversos
Foi por outro aclamado.
VI
Esse outro poeta foi
O Melquíades Ferreira
Que vendeu muito folheto.
João Camelo, na carreira
Desgostoso e bem zangado
Rasgou os versos guardados,
Que não venderam na feira
VII
Tá chegando o Carnaval:
A temática é cordel.
O Salgueiro homenageia
Nosso vate menestrel
O poeta bem atento,
Acompanha o seguimento
Observando o plantel
VIII
Agora vem o Salgueiro
Com o Pavão Misterioso
Trazendo no seu desfile
Também Boi Misterioso
Tem zabumba, tem pandeiro
E tem velho mandingueiro:
Carnaval ambicioso
IX
Pavão Misterioso chega
Na avenida, vem voando
Soltando as suas plumas
A arquibancada gritando:
Voa, voa meu Pavão
Hoje é dia do povão
O Pavão está abafando
(Rosário Pinto)
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Abra o link e leia mais de 10 edições distintas e, realize suas pesquisas em:

SILVA, João Melquíades Ferreira da. História do pavão misterioso. Ed. Especial. Campina Grande: [s.n.], 1955. 32 p.

Observe a nota ao final do folheto:
Esta edição traz uma nota do poeta Abraão Batista acerca da autoria.

"Segundo Expedito Sebastião da Silva, poeta gráfico da antiga Editora de José Bernardo. João Melquíades plagiou o Pavão Misterioso, o "original" de José Camelo de Melo. O plágio vendeu melhor do que o original. A gráfica José Bernardo segui o gosto popular. José Camelo, desgostoso rasgou o seu original que perdera a concorrência" 
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Viste ainda:
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www.ablc.com.br
www.cnfcp.gov.br
http://cordeldesaia.blogspot.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com