Participação na programação de Salto para o Futuro, observe os links.
Clique nos links abaixo para assistir aos programas da série Literatura de Cordel e Escola, do Salto para o Futuro.
Série Literatura de Cordel e Escola
Programa 1 – Origens da Literatura de Cordel
Programa 2 – Temáticas e Características da Literatura de CordelPrograma 3 – Cordel: da Feira à Sala de Aula
Programa 4 – Outros Olhares sobre Literatura de CordelPrograma 5 – Literatura de Cordel em Debate
Boletim Salto para o Futuro - Literatura de Cordel e Escola
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E acompanhe as notícias e o crescimento dos acervos da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/Iphan/MinC
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Salto para o futuro - documentário
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
MATEUS É ESPECIAL - DIA DA CRIANÇA
MATEUS É ESPECIAL
Neste Dia da Criança
que é dia universal,
quero homenagear,
um menino bem legal.
Ele é o meu Mateus:
uma criança especial.
*
Uma criança feliz,
buscando de nós, carinho.
Aprende as primeiras letras
Ao longo do seu caminho.
Vive sempre muito alegre.
É um bravo rapazinho
*
Ele veio ajudar,
a compreender o amor,
que trouxe pra espalhar.
Não sabemos o que é dor,
quando em sua companhia
Só recebemos calor
*
Nos ensina a cada dia,
Conhecer a diferença.
O amor que nos dedica,
só aumenta nossa crença:
“que só o amor constrói”.
Nunca a indiferença.
*
Uma criança com down,
que marca a nossa lida.
Não pelo medo e pânico,
mas pela vida aguerrida.
A alegria é tamanha.
É grande exemplo de vida.
*
Preenche nossas lacunas
e nos dá grande lição:
felicidade possível,
quando não há distinção,
entre os filhos que temos,
só alegra o coração.
*
Salve, querido Mateus,
de amor, incondicional,
ampliando horizontes,
de uma vida fraternal.
Ele sempre nos ensina:
o que é ser especial.
(Dedicado a Mateus Freitas Pinto, meu sobrinho)
RIO, setembro, 2011
Registro, com emoção, o depoimento do amigo e poeta piauiense, radicado em São Paulo, PEDRO MONTEIRO. Obrigada poeta pelo poema-depoimento:
- PedrO MonteirO disse...
Quem disse que sou pequeno
Só por que sou uma criança?
Sou o futuro do mundo,
Da paz e da esperança!
E por todas essas apostas,
Carrego nas minhas costas
O lume da confiança.
*
E para que assim seja
Não posso facilitar!
Preciso dos meus direitos:
Saúde, pão e um lar,
Estudo, amor e alegria,
Com muita sabedoria
Lindo futuro gozar.
*
E assim serei um adulto
De pensamento fecundo!
Olharei os pequeninos
Com sentimento profundo
Da solidariedade,
Semearei igualdade,
Justiça e paz para o mundo.
- 25 de setembro de 2011 20:03
Dalinha Catunda disse...*Querida amiga Rosário,Quem fala com o coraçãoTransmite para os amigosSempre bastante emoção,E o pequenino MateusÉ uma obra rara de DeusQue provoca inspiração.
Agradeço, ainda as palavras da poeta Heloísa Crespo, Carmem Gama, Márcia Vieira, Maria José Vial e Suzane Viégas. Obrigada a todas pelo carinho
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Plenária da ABLC em Caruarú
Academia Brasileira de Literatura de Cordem em Pernambuco
Nos próximos dias 14 e 15 de outubro, a ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, entidade cultural permanente, sediada no Rio de Janeiro, fundada em 1988, que abriga no seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos, os mais ilustres e representativos escritores e admiradores desta genuína expressão literária da Língua Portuguesa, a convite da ACLC – Academia Caruaruense de Literatura de Cordel, realizarão na cidade Caruaru – PE os seguintes eventos:
- Dia 14 a partir das 20:00h: A ACLC realizará o 2º Concurso Nacional de Literatura de Cordel
- Dia 15 a partir das 16:00h: A ABLC realizará sua Plenária de outubro.
O 2º Concurso Nacional de Literatura de Cordel. Será realizado e terá premiação de acordo com o seu regulamento publicado e em anexo, que faz parte integrante deste release.
A Plenária da ABLC é um encontro mensal de avaliações e congraçamentos do seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos. Na ocasião, serão empossados os dois novos Acadêmicos recém eleitos, os poetas Marcelo Soares e José Honório e homenageados personalidades pernambucanas a seguir relacionadas.
BIOGRAFIA CONCISA DOS NOVOS ACADÊMICOS:
Marcelo Soares: Pernambucano de Olinda é artista gráfico, poeta cordelista, editor e arte educador. Nasceu em 1953, filho do Poeta Repórter José Soares, expoente e renomado cordelista pernambucano. Iniciou na gravura, em 1974 fazendo capas para folhetos de cordel, incentivado pelo pai. Marcelo Soares é autor de quase uma centena de folhetos de cordel publicados, expandiu suas atividades, incursionando por desenho e pintura, criando capas e ilustrações para livros, discos, cartazes para cinema, shows, teatro e outros eventos. Ilustrou obras para várias editoras, entre elas: Brasiliense, Itatiaia, Bagaço, CEPE, Prelo, Paulinas, Contexto, Global, Bagagem, e para os jornais: O Globo, Jornal do Brasil, O País, O Pasquim, Jornal do Commércio, Diário de Pernambuco. Trabalhou com Ariano Suassuna, (1994-1998), e ministrou oficinas de gravura em todo o Brasil. Como xilógrafo ministrou tambem, centenas de oficinas de iniciação a xilogravura em Portugal, França, EUA. e México.
José Honório: Pernambucano matuto do Recife, como se auto define, nascido em 1963. Seus pais nasceram e cresceram no meio rural. Cresceu ouvindo histórias de trancoso, lendo folheto de cordel, escutando repentistas pelo rádio e vendo emboladores na Praça da Independência e no Mercado de São José, aqui no Recife. .Em 1984 publicou o seu primeiro cordel: Recife - Carnaval, Frevo e Passo. De lá pra cá foram com mais de cinqüenta folhetos jogados na praça, palestras, oficinas e recitais, neste crescente e prazeroso compromisso de divulgar a poesia nordestina. José Honório foi um dos primeiros cordelistas a utilizar o computador a serviço do cordel. Primeiro para a impressão dos folhetos, depois para divulgá-lo através da Internet. Em 2005 foi a Suíça fazer palestras para brasileiros e admiradores da cultura brasileira. Também foi a Genebra, Lousane, Zurich, Basel e Locarno. É fundador e atual Presidente da União dos Cordelistas de Pernambuco - Unicordel. É bancário e formado em Turismo.
HOMENAGEADOS:
O principal homenageado deste evento será o Ilustre Brasileiro Acadêmico Ariano Suassuna, com a medalha LEANDRO GOMES DE BARROS, maior comenda da Instituição, pela sua obra e sua importância no universo da cultura popular brasileira, especialmente e destacadamente a Literatura de Cordel.
Serão homenageados também, com a Medalha Rogaciano Leite, estes gigantes personagens da Cultura Popular Nordestina, os ilustres pernambucanos:
Alexandre Santos – Presidente da União Brasileira de Escritores.
Ana Cely Ferraz – Editora Coqueiro.
Xico Bizerra – Compositor e Poeta popular.
Fernando Duarte – Secretário Estadual de Cultura.
Mestre Dila – Xilogravurista.
Ivanildo Vilanova – Poeta, Violeiro e cantador.
Roberto Benjamin – Professor e Pesquisador.
Maciel Melo – Compositor e Poeta popular.
Rogério Menezes – Radialista, Violeiro e Cantador.
José Borges – Xilogravurista e Poeta.
ACADÊMICOS CONVIDADOS:
Esta Plenária contará com as presenças do Presidente e do Diretor Cultural da Instituição, Poetas Gonçalo Ferreira da Silva e Chico Salles respectivamente, alem dos demais membros da ABLC, notadamente os Acadêmicos residentes no Nordeste: Crispiniano Neto, Klévisson Viana, Josenir Lacerda, Sávio Pinheiro, Gilmar Santana Ferreira, Arievaldo Viana, Manoel Monteiro, Severino Sertanejo, João Firmino Cabral, Bule Bule, José Maria de Fortaleza, Beto Brito, Antonio Francisco de Melo, João Dantas, José Walter Pires, e Pedro Costa. Estarão presentes, também à comitiva com Acadêmicos do Rio de janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Destacando-se aí os Poetas: Mestre Azulão, Moreira de Acopiara, Cícero Pedro de Assis, Antonio Araújo Campinense, Maria de Lourdes Aragão Catunda, João Batista de Melo, Maria Rosário Pinto, Fernando Silva Assumpção, Sepalo Campelo, William J.G. Pinto, Marcus Lucenna, Fábio Sombra, Ivamberto Albuquerque Oliveira, Sergival Silva, Victor Alvin Garcia, e Olegário Alfredo.
A expectativa da Direção da ABLC, para esta terceira Plenária anual a se realizar fora da sua sede no Rio de Janeiro, é de total sucesso, devido à experiência das Plenárias de 2009 e 2010, realizadas em Fortaleza – CE e João Pessoa – PB respectivamente. Pretende-se também, tornar parte das suas Plenárias anuais, itinerante realizando-as de maneira rotativa em outros estados, notadamente nos estados que tenham parte do seu quadro Acadêmico residente, e nos estados que ofereçam apoio e infra-estrutura indispensáveis para a realização do evento.
O evento será realizado No auditório da FAFICA – Faculdade de Filosofia de Caruaru, Rua Azevedo Coutinho, Petrópolis – Caruaru PE, para o Corpo Acadêmico presente e seus convidados. Será também aberto ao público, que receberá senha 30 min antes do início da Plenária.
- Dia 15 a partir das 16:00h: A ABLC realizará sua Plenária de outubro.
O 2º Concurso Nacional de Literatura de Cordel. Será realizado e terá premiação de acordo com o seu regulamento publicado e em anexo, que faz parte integrante deste release.
A Plenária da ABLC é um encontro mensal de avaliações e congraçamentos do seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos. Na ocasião, serão empossados os dois novos Acadêmicos recém eleitos, os poetas Marcelo Soares e José Honório e homenageados personalidades pernambucanas a seguir relacionadas.
BIOGRAFIA CONCISA DOS NOVOS ACADÊMICOS:
Marcelo Soares: Pernambucano de Olinda é artista gráfico, poeta cordelista, editor e arte educador. Nasceu em 1953, filho do Poeta Repórter José Soares, expoente e renomado cordelista pernambucano. Iniciou na gravura, em 1974 fazendo capas para folhetos de cordel, incentivado pelo pai. Marcelo Soares é autor de quase uma centena de folhetos de cordel publicados, expandiu suas atividades, incursionando por desenho e pintura, criando capas e ilustrações para livros, discos, cartazes para cinema, shows, teatro e outros eventos. Ilustrou obras para várias editoras, entre elas: Brasiliense, Itatiaia, Bagaço, CEPE, Prelo, Paulinas, Contexto, Global, Bagagem, e para os jornais: O Globo, Jornal do Brasil, O País, O Pasquim, Jornal do Commércio, Diário de Pernambuco. Trabalhou com Ariano Suassuna, (1994-1998), e ministrou oficinas de gravura em todo o Brasil. Como xilógrafo ministrou tambem, centenas de oficinas de iniciação a xilogravura em Portugal, França, EUA. e México.
José Honório: Pernambucano matuto do Recife, como se auto define, nascido em 1963. Seus pais nasceram e cresceram no meio rural. Cresceu ouvindo histórias de trancoso, lendo folheto de cordel, escutando repentistas pelo rádio e vendo emboladores na Praça da Independência e no Mercado de São José, aqui no Recife. .Em 1984 publicou o seu primeiro cordel: Recife - Carnaval, Frevo e Passo. De lá pra cá foram com mais de cinqüenta folhetos jogados na praça, palestras, oficinas e recitais, neste crescente e prazeroso compromisso de divulgar a poesia nordestina. José Honório foi um dos primeiros cordelistas a utilizar o computador a serviço do cordel. Primeiro para a impressão dos folhetos, depois para divulgá-lo através da Internet. Em 2005 foi a Suíça fazer palestras para brasileiros e admiradores da cultura brasileira. Também foi a Genebra, Lousane, Zurich, Basel e Locarno. É fundador e atual Presidente da União dos Cordelistas de Pernambuco - Unicordel. É bancário e formado em Turismo.
HOMENAGEADOS:
O principal homenageado deste evento será o Ilustre Brasileiro Acadêmico Ariano Suassuna, com a medalha LEANDRO GOMES DE BARROS, maior comenda da Instituição, pela sua obra e sua importância no universo da cultura popular brasileira, especialmente e destacadamente a Literatura de Cordel.
Serão homenageados também, com a Medalha Rogaciano Leite, estes gigantes personagens da Cultura Popular Nordestina, os ilustres pernambucanos:
Alexandre Santos – Presidente da União Brasileira de Escritores.
Ana Cely Ferraz – Editora Coqueiro.
Xico Bizerra – Compositor e Poeta popular.
Fernando Duarte – Secretário Estadual de Cultura.
Mestre Dila – Xilogravurista.
Ivanildo Vilanova – Poeta, Violeiro e cantador.
Roberto Benjamin – Professor e Pesquisador.
Maciel Melo – Compositor e Poeta popular.
Rogério Menezes – Radialista, Violeiro e Cantador.
José Borges – Xilogravurista e Poeta.
ACADÊMICOS CONVIDADOS:
Esta Plenária contará com as presenças do Presidente e do Diretor Cultural da Instituição, Poetas Gonçalo Ferreira da Silva e Chico Salles respectivamente, alem dos demais membros da ABLC, notadamente os Acadêmicos residentes no Nordeste: Crispiniano Neto, Klévisson Viana, Josenir Lacerda, Sávio Pinheiro, Gilmar Santana Ferreira, Arievaldo Viana, Manoel Monteiro, Severino Sertanejo, João Firmino Cabral, Bule Bule, José Maria de Fortaleza, Beto Brito, Antonio Francisco de Melo, João Dantas, José Walter Pires, e Pedro Costa. Estarão presentes, também à comitiva com Acadêmicos do Rio de janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Destacando-se aí os Poetas: Mestre Azulão, Moreira de Acopiara, Cícero Pedro de Assis, Antonio Araújo Campinense, Maria de Lourdes Aragão Catunda, João Batista de Melo, Maria Rosário Pinto, Fernando Silva Assumpção, Sepalo Campelo, William J.G. Pinto, Marcus Lucenna, Fábio Sombra, Ivamberto Albuquerque Oliveira, Sergival Silva, Victor Alvin Garcia, e Olegário Alfredo.
A expectativa da Direção da ABLC, para esta terceira Plenária anual a se realizar fora da sua sede no Rio de Janeiro, é de total sucesso, devido à experiência das Plenárias de 2009 e 2010, realizadas em Fortaleza – CE e João Pessoa – PB respectivamente. Pretende-se também, tornar parte das suas Plenárias anuais, itinerante realizando-as de maneira rotativa em outros estados, notadamente nos estados que tenham parte do seu quadro Acadêmico residente, e nos estados que ofereçam apoio e infra-estrutura indispensáveis para a realização do evento.
O evento será realizado No auditório da FAFICA – Faculdade de Filosofia de Caruaru, Rua Azevedo Coutinho, Petrópolis – Caruaru PE, para o Corpo Acadêmico presente e seus convidados. Será também aberto ao público, que receberá senha 30 min antes do início da Plenária.
ENTRADA FRANCA.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Entendendo o cordel
O poema abaixo é fundamental para quem desejar bem compreender a metodologia do fazer literatura de cordel. Aqui o poeta Paulo Moura nos exemplifica com qualidade e graça: as origens, a forma, o conteúdo e as modalidade da literatura de cordel. É relevante observar que esta literatura permanece viva, atuando e formando novos autores, dia após dia. Este fenômeno deixa claro a força da oralidade como formadora de nossa literatura nacional.
Autor: Poeta Paulo Moura
A HISTÓRIA DO CORDEL
1
Eu vou contar pra vocês
De forma bem popular
A história do CORDEL
E a todos vou ensinar
Mostrando o quanto é fácil
RIMAR e METRIFICAR.
Eu vou contar pra vocês
De forma bem popular
A história do CORDEL
E a todos vou ensinar
Mostrando o quanto é fácil
RIMAR e METRIFICAR.
2
Mas para se conseguir
Escrever sem escarcéu
Versos com ORAÇÃO e RIMA
Lanço mão deste papel
E começo por falar
Da ORIGEM do CORDEL:
Mas para se conseguir
Escrever sem escarcéu
Versos com ORAÇÃO e RIMA
Lanço mão deste papel
E começo por falar
Da ORIGEM do CORDEL:
3
A poesia ilumina
Minh’alma neste momento
Pra que eu possa, nestes versos
Mostrar com conhecimento
O que é MOTE, VERSO e RIMA,
Será esse meu intento.
A poesia ilumina
Minh’alma neste momento
Pra que eu possa, nestes versos
Mostrar com conhecimento
O que é MOTE, VERSO e RIMA,
Será esse meu intento.
4
O CORDEL surgiu por causa
Da grande necessidade
Dos povos do velho mundo
Praticar a ORALIDADE
Contando os acontecidos
Para o povo da cidade.
O CORDEL surgiu por causa
Da grande necessidade
Dos povos do velho mundo
Praticar a ORALIDADE
Contando os acontecidos
Para o povo da cidade.
5
Naquelas comunidades
Bem poucos sabiam ler
No século dezessete
Era triste de se ver
Pois se ali poucos liam
Pra quê então escrever?
Naquelas comunidades
Bem poucos sabiam ler
No século dezessete
Era triste de se ver
Pois se ali poucos liam
Pra quê então escrever?
6
Surgiu então o FOLHETO
Que correu o mundo inteiro
Portugal, Espanha, França
Até que um aventureiro
Transportou nas caravelas
Para o solo brasileiro.
Surgiu então o FOLHETO
Que correu o mundo inteiro
Portugal, Espanha, França
Até que um aventureiro
Transportou nas caravelas
Para o solo brasileiro.
7
Chamavam de “Folhas Soltas”
Os FOLHETOS portugueses
Pliegos, Hojas, Corridos,
Na Espanha, e os franceses
“Literatura ambulante”,
E “Canard” os Ingleses.
Chamavam de “Folhas Soltas”
Os FOLHETOS portugueses
Pliegos, Hojas, Corridos,
Na Espanha, e os franceses
“Literatura ambulante”,
E “Canard” os Ingleses.
8
Mesmo com nomes diversos
Em todo canto era igual
Envolviam narrativas
De cunho tradicional
Estórias de valentia
Ou assunto ocasional
Mesmo com nomes diversos
Em todo canto era igual
Envolviam narrativas
De cunho tradicional
Estórias de valentia
Ou assunto ocasional
9
De além mar, para o Brasil
Em forma de ORALIDADE
Veio aportar no Nordeste
E com a originalidade
Dos poetas sertanejos
Ganhou notoriedade.
De além mar, para o Brasil
Em forma de ORALIDADE
Veio aportar no Nordeste
E com a originalidade
Dos poetas sertanejos
Ganhou notoriedade.
10
Desde quando foi trazido
Pelos colonizadores
Lá na Serra do Teixeira
Os primeiros cantadores
Disseminaram a POESIA
Pelo Pajeú das flores.
Desde quando foi trazido
Pelos colonizadores
Lá na Serra do Teixeira
Os primeiros cantadores
Disseminaram a POESIA
Pelo Pajeú das flores.
11
O Vate Agostinho Nunes
Foi do cordel um herdeiro
Com Ugolino Sabugi
Que também foi pioneiro
Junto com o irmão Nicandro
Ambos, filhos do primeiro.
O Vate Agostinho Nunes
Foi do cordel um herdeiro
Com Ugolino Sabugi
Que também foi pioneiro
Junto com o irmão Nicandro
Ambos, filhos do primeiro.
12
Foram os primeiros poetas
Da ala dos cantadores
Que em 1830
Mostraram os seus valores
Do sertão do Moxotó
Até o Pajeú das Flores
Foram os primeiros poetas
Da ala dos cantadores
Que em 1830
Mostraram os seus valores
Do sertão do Moxotó
Até o Pajeú das Flores
13
E o nome de CORDEL
É por causa da maneira
Que na Europa se expunha
Para se vender na feira
E com esse nome o “FOLHETO”
Atravessou a fronteira
E o nome de CORDEL
É por causa da maneira
Que na Europa se expunha
Para se vender na feira
E com esse nome o “FOLHETO”
Atravessou a fronteira
14
E o CORDEL ganhou fama
Nas feiras e arruados,
Cidades de interior
Vendas, bodegas, mercados
E pelos cegos das feiras
Era muito recitado
E o CORDEL ganhou fama
Nas feiras e arruados,
Cidades de interior
Vendas, bodegas, mercados
E pelos cegos das feiras
Era muito recitado
15
Depois, em 1900
Ganhando notoriedade
O CORDEL, que era ouvido
Através da ORALIDADE
Para a gráfica seguiu
Pra se vender na cidade
Depois, em 1900
Ganhando notoriedade
O CORDEL, que era ouvido
Através da ORALIDADE
Para a gráfica seguiu
Pra se vender na cidade
16
Leandro Gomes de Barros
Foi o grande precursor
Da parte EDITORIAL
Que o CORDEL se transformou
O FOLHETO difundiu-se
Aumentando seu valor
Leandro Gomes de Barros
Foi o grande precursor
Da parte EDITORIAL
Que o CORDEL se transformou
O FOLHETO difundiu-se
Aumentando seu valor
17
João Martins de Ataíde
E Silvino Pirauá
Foram grandes precursores
Da arte de versejar
E o nosso CORDEL então
Viajou lá do Sertão
Até as pancadas do mar.
João Martins de Ataíde
E Silvino Pirauá
Foram grandes precursores
Da arte de versejar
E o nosso CORDEL então
Viajou lá do Sertão
Até as pancadas do mar.
18
No ano 1900
Na década de 40
O CORDEL sofreu uma queda
Gradual, sofrida e lenta
Por causa da evolução
Dos meios de comunicação
Que o progresso fomenta
No ano 1900
Na década de 40
O CORDEL sofreu uma queda
Gradual, sofrida e lenta
Por causa da evolução
Dos meios de comunicação
Que o progresso fomenta
19
Televisão e jornal
Radio de pilha e correios
Foram chegando pra o povo
Que não tinha outros meios
E nem de longe sonhavam
Com internet ou emails
Televisão e jornal
Radio de pilha e correios
Foram chegando pra o povo
Que não tinha outros meios
E nem de longe sonhavam
Com internet ou emails
20
E das mãos do sertanejo
Nosso CORDEL foi sumindo
Porque o radio e a TV
Na sua casa foi surgindo
Que nem deu pra acreditar!
Ver o progresso acabar
Com um movimento tão lindo!
E das mãos do sertanejo
Nosso CORDEL foi sumindo
Porque o radio e a TV
Na sua casa foi surgindo
Que nem deu pra acreditar!
Ver o progresso acabar
Com um movimento tão lindo!
21
Mas outra duvida tiro
Pois nisso sou menestrel
Vou falar pra todo mundo
Da função e do papel
E dizer de forma clara:
Como é feito o CORDEL:
Mas outra duvida tiro
Pois nisso sou menestrel
Vou falar pra todo mundo
Da função e do papel
E dizer de forma clara:
Como é feito o CORDEL:
22
Criaram-se vários tipos
Vários ESTILOS e FORMAS
E pra editar um CORDEL
Existem regras e normas
De 8 a 16 folhas
Existem várias escolhas
E os temas são gerais
E tem também outros lances
Como os CORDÉIS de Romances
Com 30 ESTROFES ou mais
Criaram-se vários tipos
Vários ESTILOS e FORMAS
E pra editar um CORDEL
Existem regras e normas
De 8 a 16 folhas
Existem várias escolhas
E os temas são gerais
E tem também outros lances
Como os CORDÉIS de Romances
Com 30 ESTROFES ou mais
23
O seu assunto varia
De forma bem casual
Estória de aventuras
Lutas do bem contra o mal
Da sina de um Cangaceiro
De penitente, romeiro,
Ou tema circunstancial.
O seu assunto varia
De forma bem casual
Estória de aventuras
Lutas do bem contra o mal
Da sina de um Cangaceiro
De penitente, romeiro,
Ou tema circunstancial.
24
É escrito normalmente
Seguindo uma mesma trilha
A DÉCIMA, pouco usada
Ou mesmo a SEPTILHA
Contudo o mais usado
E que ficou consagrado
Foi o gênero: SEXTILHA
É escrito normalmente
Seguindo uma mesma trilha
A DÉCIMA, pouco usada
Ou mesmo a SEPTILHA
Contudo o mais usado
E que ficou consagrado
Foi o gênero: SEXTILHA
25
Alem da RIMA e da forma
Pra compor a EDIÇÃO
Tem algo muito importante
Na sua HARMONIZAÇÃO:
É escrito em sete sílabas
Pra dar METRIFICAÇÃO
Alem da RIMA e da forma
Pra compor a EDIÇÃO
Tem algo muito importante
Na sua HARMONIZAÇÃO:
É escrito em sete sílabas
Pra dar METRIFICAÇÃO
26
Sete sílabas poéticas
É o que você vai usar
Para construir seis VERSOS
E para melhor ficar
Os VERSOS 2, 4 e 6
Entre si devem RIMAR
Sete sílabas poéticas
É o que você vai usar
Para construir seis VERSOS
E para melhor ficar
Os VERSOS 2, 4 e 6
Entre si devem RIMAR
27
Outros formatos de RIMA
A SEXTILHA pode ter
Com rima ABERTA ou FECHADA
Você pode escrever
Contudo o estilo acima
É mais fácil de fazer
Outros formatos de RIMA
A SEXTILHA pode ter
Com rima ABERTA ou FECHADA
Você pode escrever
Contudo o estilo acima
É mais fácil de fazer
28
E é bom logo aprender
Que “VERSO” é cada LINHA
Que “ESTROFE” é o CONJUNTO
De VERSOS de um poeminha
E que RIMANDO, a POESIA,
Vai ficar mais bonitinha
E é bom logo aprender
Que “VERSO” é cada LINHA
Que “ESTROFE” é o CONJUNTO
De VERSOS de um poeminha
E que RIMANDO, a POESIA,
Vai ficar mais bonitinha
29
Manoel Alexandrino
De Mendonça Serrador
Da ESTROFE de SETE LINHAS
Foi o idealizador
Uma linha a mais na sextilha
Ganhou mais graça e valor
Manoel Alexandrino
De Mendonça Serrador
Da ESTROFE de SETE LINHAS
Foi o idealizador
Uma linha a mais na sextilha
Ganhou mais graça e valor
30
SEPTILHA ou SETE PÉS
São SETE VERSOS rimados
A linha 2, 4 e 7
Vão rimar emparelhados
Linha 1 e 3 não rima
A 5 da 6 é prima...
...E tudo METRIFICADO!
SEPTILHA ou SETE PÉS
São SETE VERSOS rimados
A linha 2, 4 e 7
Vão rimar emparelhados
Linha 1 e 3 não rima
A 5 da 6 é prima...
...E tudo METRIFICADO!
31
A DÉCIMA é outro estilo
Que também é muito usado
Com sete silabas poéticas
(Que não tenha “pé quebrado”!)
Mas também vai ficar belo
Dez silabas em “MARTELO”
E se o cabra desejar
12 silabas poéticas
Ou 11 para ter métricas
De GALOPE a BEIRA MAR
A DÉCIMA é outro estilo
Que também é muito usado
Com sete silabas poéticas
(Que não tenha “pé quebrado”!)
Mas também vai ficar belo
Dez silabas em “MARTELO”
E se o cabra desejar
12 silabas poéticas
Ou 11 para ter métricas
De GALOPE a BEIRA MAR
32
A sua RIMA varia
Se tiver MOTE ou não
É bem fácil de fazer
Basta prestar atenção:
No esquema A,B,A,B,
C,C,D,E,E,D,
Não vai haver confusão
A sua RIMA varia
Se tiver MOTE ou não
É bem fácil de fazer
Basta prestar atenção:
No esquema A,B,A,B,
C,C,D,E,E,D,
Não vai haver confusão
33
A sua 1ª linha
Deve rimar com a 3ª
Se a 2 com a 4 se alinha
A rima fica certeira
A 5 rima com a 6
E digo mais pra vocês
Que são alunos fieis
Se a 8 e a 9 rimar
Tá bom, e vai melhorar
Se a 7 rimar com a 10.
A sua 1ª linha
Deve rimar com a 3ª
Se a 2 com a 4 se alinha
A rima fica certeira
A 5 rima com a 6
E digo mais pra vocês
Que são alunos fieis
Se a 8 e a 9 rimar
Tá bom, e vai melhorar
Se a 7 rimar com a 10.
34
A poesia de dez linhas
É ideal pra usar
Quando alguém dá um MOTE
Para o poeta GLOZAR
Nesse caso nossa décima
Vai sua forma mudar:
A poesia de dez linhas
É ideal pra usar
Quando alguém dá um MOTE
Para o poeta GLOZAR
Nesse caso nossa décima
Vai sua forma mudar:
35
Com MOTE a 1ª linha
Com a 4 e a 5 tem vez
A 2 vai rimar com a 3
Pra ficar bem casadinha
A 6 e a 7 juntinha
Vai rimar com a linha 10
Aprenda com os menestréis
Que bem melhor vai ficar
Se 8 com 9 rimar
Para o verso de dez pés
Com MOTE a 1ª linha
Com a 4 e a 5 tem vez
A 2 vai rimar com a 3
Pra ficar bem casadinha
A 6 e a 7 juntinha
Vai rimar com a linha 10
Aprenda com os menestréis
Que bem melhor vai ficar
Se 8 com 9 rimar
Para o verso de dez pés
36
Existem diversas formas
De fazer verso rimado:
Meia Quadra, Gemedeira,
Quadrão e Mourão Voltado,
Tem baião de Gemedeira,
Parcela, Quadra, Ligeira,
E Martelo Agalopado.
Existem diversas formas
De fazer verso rimado:
Meia Quadra, Gemedeira,
Quadrão e Mourão Voltado,
Tem baião de Gemedeira,
Parcela, Quadra, Ligeira,
E Martelo Agalopado.
37
Coloque o lápis de lado
E uma folha de papel
Lance mão deste livreto
E se sinta um Menestrel
Use a imaginação
E abra seu coração
Pra escrever “seu” Cordel.
Coloque o lápis de lado
E uma folha de papel
Lance mão deste livreto
E se sinta um Menestrel
Use a imaginação
E abra seu coração
Pra escrever “seu” Cordel.
38
E acredite que, na vida
Fazendo as coisas corretas
Não somos só sonhadores
Pois temos planos e metas
Estudar com alegria,
Ler muito e fazer poesia,
Pois o mundo é dos Poetas.
E acredite que, na vida
Fazendo as coisas corretas
Não somos só sonhadores
Pois temos planos e metas
Estudar com alegria,
Ler muito e fazer poesia,
Pois o mundo é dos Poetas.
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Rosario Pinto | Twitter: @Rosarioecordel
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Presença da ABLC na FLIT
ABLC NA FLIT
O Governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Educação realizará, no período de 25 de julho a 03 de agosto de 2011, em Palmas, a Feira Literária Internacional do Tocantins – FLIT.
A literatura de cordel que viviencia um ano promissor, terá um espaço especial. Além de cordelistas, repentista e declamadores de vários Estados, a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, convidada, terá boa parte de seu colegiado participando deste evento. O Presidente Gonçalo Ferreira da Silva, Mestre Azulão, Chico Salles, Moreira de Acopiara, Manoel Monteiro e Dalinha Catunda, uma saia entre tantas calças.
Além das apresentações, os poetas contarão com o espaço Estação Cordel, na Praça dos Girassóis, para expor e vender seus folhetos de cordel. O blog da ABLC e Cordel de Saia divulgarão as informações mais relevantes no decorrer do evento. A ABLC fará exposição para venda de folhetos. Para aquisições via internet, envie email para : ablc@ablc.com.br.
O Governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Educação realizará, no período de 25 de julho a 03 de agosto de 2011, em Palmas, a Feira Literária Internacional do Tocantins – FLIT.
A literatura de cordel que viviencia um ano promissor, terá um espaço especial. Além de cordelistas, repentista e declamadores de vários Estados, a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, convidada, terá boa parte de seu colegiado participando deste evento. O Presidente Gonçalo Ferreira da Silva, Mestre Azulão, Chico Salles, Moreira de Acopiara, Manoel Monteiro e Dalinha Catunda, uma saia entre tantas calças.
Além das apresentações, os poetas contarão com o espaço Estação Cordel, na Praça dos Girassóis, para expor e vender seus folhetos de cordel. O blog da ABLC e Cordel de Saia divulgarão as informações mais relevantes no decorrer do evento. A ABLC fará exposição para venda de folhetos. Para aquisições via internet, envie email para : ablc@ablc.com.br.
Os mais célebres representantes da cultura popular do Nordeste estarão na Estação Cordel, nesta terça-feira, 26, a partir das 19 horas, contando suas histórias, no recital de poesias e na disputa de rimas da apresentação dos repentes. O palco será a FLIT – Feira Literária Internacional do Tocantins, que será realizada na Praça dos Girassóis, de 25 de julho a 3 de agosto.
Todos os dias a paritr das 19h a FLIT realizará apresentações de recitais de poesisa, repentistas, cantorias e literatura de cordel. Presença dos mais importantes artistas da literatura de cordel do Brasil. A ABLC se fará representar com as participações dos acadêmcios : Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da ABLC, Manoel Monteiro, Dalinha Catunda, Chico Sales, Moreira de Acopiara, Mestre Azulão. Conatará ainda com outro poetas e cantadores, como: Júnior Brasil, Moacir Luarentino, Gerlado Amâncio, Izaias Gomes, Dideus Salles, Miguel Bezerra, Costa Sena, Severino Feitosa, Sebastião da Silva, Wladmar e Genival. De 25/07 a 03/08, na Praça dos Girassóis.
Texto: Rosário Pinto, informações extraídas do site Palmas Pop.
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
Poema de amiga
Esta postagem é da amiga, Dora Vidal, que diz não ser poeta. Mas, que já está no caminho da perdição. Veja que delicadeza:
*
*
Rosário minha cara amiga
muito aprecio o teu talento
nos cordéis tú arrebenta
nas nossas vidas és acalento
Tua alegria é contagiante
Tua risada é debochada
Tua presença é marcante
Amiga tú és escrachada
Teus blogs estão bombando
do Brasil até a Islândia
o mundo inteiro está acessando
para que ir á Disneylândia
Você merece este sucesso
caráter, simpatia e cultura
mulher tú és o progresso
No cordel literatura.
*
*
Doralice Vidal
Rio de Janeiro, junho de 2011
*
*
Na foto: Dora Vidal e o fundador da Biblioteca do CNFCP, Amadeu Amaral, carinhosamente chamado de Capitão Von Trapp, da Noviça Rebelde.
*
http://cantinhodadalinha.blogspot.com
*
Acesse ainda:
http://cordeldesaia.blogspot.comhttp://cantinhodadalinha.blogspot.com
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Rosario Pinto | Twitter: @Rosarioecordel
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12:08
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
A novela do Prêmio Patativa do Assaré continua...
Mestre Campinense [Antônio de Araújo] vem mais uma vez reforçar os apelos aos nossos governantes e, especilamente, a nossa Ministra da Cultura sobre o não pagamento do Prêmio Patativa do Assaré - 2010. Já faz um ano e nada....
Vou fazer aniversário
Pois sou do signo de gêmeo
Permita-me forçar a rima
Em nome do nosso grêmio
Quero saber da Ministra
Se, vai, pagar nosso prêmio?
*
Você me deu a noticia
Que coisa maravilhosa
Muitos souberam por meio
De agência noticiosa,
Mas, até prova em contrário
É propaganda enganosa.
*
Por gentileza Ministra
Peço a mal não me leve
Se, devemos, ao governo,
Na execução ele é breve
Porém não tá nem aí
Quando é ele que nos deve.
*
As nossas autoridades
Não dão valor à cultura,
Eu confesso não consigo
Viver de literatura
Porém que vende maconha
Diariamente fatura.
*
Os agentes da cultura
Não acham que é propício;
Valorizar a nossa arte,
Conceder-nos benefício
Para com dignidade
Exercemos nosso ofício?
*
Encerro cobrando o prêmio
Que na imprensa eu li
Eu ofereço a Ministra
A música que há tempo ouvi
No carnaval que dizia:
Me dá um dinheiro aí.
*
Campinense [Antônio de Araújo]
Rio de Janeiro, junho 2011.
Visite ainda:
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