Sorriso largo...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Poema de amiga

 Esta postagem é da amiga, Dora Vidal, que diz não ser poeta. Mas, que já está no caminho da perdição. Veja que delicadeza: 
*
Rosário minha cara amiga
muito aprecio o teu talento
nos cordéis tú arrebenta
nas nossas vidas és acalento

Tua alegria é contagiante
Tua risada é debochada
Tua presença é marcante
Amiga tú és escrachada

Teus blogs estão bombando
do Brasil até a Islândia
o mundo inteiro está acessando
para que ir á Disneylândia

Você merece este sucesso
caráter, simpatia e cultura
mulher tú és o progresso
No cordel literatura.
*
Doralice Vidal
Rio de Janeiro, junho de 2011 
*
Na foto: Dora Vidal e o fundador da Biblioteca do CNFCP, Amadeu Amaral, carinhosamente chamado de Capitão Von Trapp, da Noviça Rebelde.  
*
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

A novela do Prêmio Patativa do Assaré continua...

Mestre Campinense [Antônio de Araújo] vem mais uma vez reforçar os apelos aos nossos governantes e, especilamente, a nossa Ministra da Cultura sobre o não pagamento do Prêmio Patativa do Assaré - 2010. Já faz um ano e nada....
Vou fazer aniversário
Pois sou do signo de gêmeo
Permita-me forçar a rima
Em nome do nosso grêmio
Quero saber da Ministra
Se, vai, pagar nosso prêmio?
*
Você me deu a noticia
Que coisa maravilhosa
Muitos souberam por meio
De agência noticiosa,
Mas, até prova em contrário
É propaganda enganosa.
*
Por gentileza Ministra
Peço a mal não me leve
Se, devemos, ao governo,
Na execução ele é breve
Porém não tá nem aí
Quando é ele que nos deve.
*
As nossas autoridades
Não dão valor à cultura,
Eu confesso não consigo
Viver de literatura
Porém que vende maconha
Diariamente fatura.
*
Os agentes da cultura
Não acham que é propício;
Valorizar a nossa arte,
Conceder-nos benefício
Para com dignidade
Exercemos nosso ofício?
*
Encerro cobrando o prêmio
Que na imprensa eu li
Eu ofereço a Ministra
A música que há tempo ouvi
No carnaval que dizia:
Me dá um dinheiro aí.
*
Campinense [Antônio de Araújo]
Rio de Janeiro, junho 2011.

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sábado, 28 de maio de 2011

ANGÚSTIA


Quero cuspir esta dor
Que me invade e assola
Sem saber pr’onde seguir
Porque nada me consola
Só pensamento canhesto
Nesta hora me arrola

CUSPIR A DOR
1
Peço perdão aos deuses
Por esta minha evocação
Tenho uma dor tão aguda
Dentro deste coração
Que ás vezes até penso
Não resistir à pressão
2
Com os olhos encharcados
O corpo feito em chaga
As pupilas dilatadas
E a alma espedaçada
Os rumos estão perdidos
E minha vida parada
3
Os amigos estimulam
Vencer esta depressão
Mas quem vive em agonia
Não enxerga a solução
É uma dor dilacerante
Que atormenta o coração
4
Sei que ainda vou sorrir
E conseguir ir adiante
Hoje, tudo está escuro
Mas é preciso ir avante
Chorar dia, noite e dia
Num soluçar constante
5
Sinto a vida decair
Equilibrar-se por um fio
Tão tènue, inverossimel
No olhar, só desafio
O cansaço me abate
Mas a vida, eu desafio
6
Andando de léu em léu
A vida eu vou levando
A tristeza invade a alma
E vou me conformando
Perdi toda a esperança
Nesta vida estou vagando
7
Desse frágil equilíbrio
Quisera sorrir, cantar
Mas o medo me apavora
Louca, não vou ficar
Se Deus não me esqueceu,
Ainda hei de me levantar
8
Há noites de grande insônia
Há um vazio tão profundo,
Que nada restabelece
A minha crença no mundo
Um sofrer silencioso
Carrega-me para o fundo
9
Fundo d’uma grande dor
Há muito tempo guardada
Sem gritar, alardear
Estou no chão colada
Desejo me soerguer
Não me sinto encorajada
10
O medo me espreitava
Lutei muito com a sorte
Ela só me açoitava
Sem oferecer suporte
Cheguei até a pensar
Que a saída seria a morte
11
Andei por plagas arenosas
Com luta em demasia
Almejando, certamente
Dias de mais calmaria
Aturdida, sem saber,
Se eu a conquistaria
12
Estou c’alma abalada
Misturando sentimentos
Mas, sofrer: é mesmo assim:
Pois se traduz em tormentos
Este poema “non sense”
Reflete meus sentimentos.
(Rosário Pinto)

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mãe preta, Patativa do Assaré

As rugas no rosto do já idoso Mestre Patativa do Assaré são como os sulcos da terra nos períodos de secas... 
Tempos atrás, li no blog da amiga SAM este poema-oração de um filho a sua mãe prêta (aquela que nos cuidou com todo carinho e nos enebriou com sua histórias de princesas, rainhas, assombrações e de bichos mansos e também aqueles mais ariscos que, cuidadosamente, nos recomendava atenção.
Patativa do Assaré nos comovecom sua poesia tão singela e ao mesmo tempo forte e de tamanha abrangência - perpassa toda a trajetória da nossa vida - retrata os Ritos de Passagem em todos os seus aspectos: nascimento, meninice, adolescência, juventude, fase adulta e finalmente, a morte. E todos estes ritos são acompanhados dos ensinamentos que vamos recebendo em cada fase da vida e, preservando: o seio materno, as canções de ninar, as brincadeiras, os prazeres, as dores, o distanciamento e finalmente a separação... 
Cada um de nós teve suas mães pretas... àquelas que nos encorajavam a enfrentar os medos e as dores. Na ocasião em que reli o poema fiquei completamente comovida com a lembrança da amiga SAM, de nos trazer Patativa do Assaré, por este motivo decidi colocá-lo aqui, neste mês de mães e marias... Somos todas marias, marias, marias, mulheres, mulheres, mulheres - as detentoras da sabedoria oral, aquelas que não precisam de assinaturas nem carimbos. Afinal, foram elas que ensinaram nosso poeta, Patativa do Assaré, a compor e cantar...
O  poema dedicado a mãe preta nos envolve a todos: precorre a infância, adolescência, juventude, maturidade, velhice e, finalmente... a morte - esté último ritual porque passamos e que, talqual o nascimento é totalmente individual e solitário. É também emocionante como Patativa elabora a relação homem x natureza. A primeira e a última estrofes centralizam, anunciam, sintetizam e enceram a narrativa do poema: coisa de MESTRE, Patativa do Assaré.

Mãe Preta

O coração do inocente,
É como a terra estrumada,
Qui a gente pranta a simente
E a mesma nace corada,
Lutrida e munto viçosa.
Na nossa infança ditosa,
Quando o amô e a simpatia
Toma conta da criança,
Esta sodosa lembrança
Vai batê na cova fria. 

Quem pela infança passou,
O meu dito considera,
Eu quero, com grande amô,
Dizê Mãe Preta quem era.
- Mãe Preta dava a impressão
Da noite de iscuridão,
com seus mistero profundo,
Iscondendo seus praneta;
Foi ela a preta mais preta
Das preta qui eu vi no mundo.

Mas porém, sua arma pura,
Era branca como a orora,
E tinha a doce ternura
Da Virge Nossa Senhora.
Quando amanhecia o dia,
Pra minha rede ela ia
Dizendo palavra bela;
Pra cuzinha me levava
E um cafezim eu tomava
Sentado no colo dela

Quando as minha brincadêra
Causava contrariedade
A minha mãe verdadêra
Com a sua otoridade,
As vez brigava comigo
E num gesto de castigo,
Botava os óio pra mim,
Mas porém, não me batia,
Somente pruque sabia
Qui mãe preta achava ruim

Por isso eu não tinha medo,
Sempre contente vivia
Mexendo nos meus brinquedo
E fazendo istripolia.
Dentro de nossa morada,
Pra mim não fartava nada,
O meu mundo era Mãe Preta;
Foi ela quem me ensinou
Muntas cantiga de amô,
E brincá de carrapeta

Se as vez eu brincando tava
De barbuleta a pegá,
E impaciente ficava
Inraivicido a chorá,
Ela com munta alegria,
Um certo jeito fazia,
Com carinho e com amô,
Apanhava as barbuleta;
Foi ela uma santa preta,
Que o mundo de Deus criou

Se chegava a noite iscura
Com seus negrume sem fim,
Ela com toda ternura,
Chegava perto de mim
Uma coisa cochichava
E depois qui me bejava,
Me levava pra dromida
Sobre os seus braços lustroso.
Aquilo sim, era gozo,
Aquilo sim, era vida

E despois de me deitá
Na minha pequena rede,
Balançava devagá
Pra não batê na parede,
Contando estes lindos verso
Qui neste grande universo
Ôtros mais belo não vi,
E enquanto ela balançava
E estes versinho cantava,
Eu percurava dromi

- Dorme, dorme, meu menino,
Já chegou a escuridão,
A treva da noite escura
Está cheia de papão

No teu sono terás beijos
Da rosa e do bugari
E os espíritos benfazejos
Te defendem do saci

Dorme, dorme, meu menino,
Já chegou a escuridão
A treva da noite escura
Está cheia de papão

Dorme teu sono inocente
Com Jesus e com Maria,
Até chegar novamente
O clarão do novo dia

Iscutando com respeito
Estes verso pequenino,
Eu sintia no meu peito
Tudo quanto era divino;
Nem tuada sertaneja,
Nem os bendito da igreja,
Nem os toque de retreta,
In mim ficaro gravado,
Como estes versos cantado
Por minha boa Mãe Preta

Mas porém, eu bem menino,
Qui nem sabia pecá,
Os ispinho do destino
Começaro a me furá.
Mãe Preta qui era contente,
tava um dia deferente.
Preguntei o que ela tinha
E assim que ela oiô pra eu
Dois pingo d'água desceu
Dos óio da coitadinha

Daquele dia pra cá,
Minha amorosa Mãe Preta,
Não pôde mais me ajudá
Nas pega de barbuleta,
Sem prazê, sem alegria
Dentro de um quarto vivia,
O dia e a noite intêra,
Sem achá consolação,
Inriba de seu croxão
De foia de bananera

Quando ela pra mim oiava,
Como quem sente um desgosto,
A minha mão apertava
E o pranto banhava o rosto.
Divido este sofrimento,
Naquele seu aposento,
No quarto onde ela viva,
Me improibiro de entrá,
Promode não magoá
As dô que a pobe sintia

Eu mesmo dizê não sei
Qual foi a surpresa minha,
Quando um dia eu acordei,
Bem cedo domenhãzinha
Entrei na sala e dei fé
Qui um magote de muié
Tava rezando oração;
E vi Mãe Preta vestida
Numa ropona comprida,
Arva, da cô de argodão

Sinti no peito um cansaço,
Depois uns home chegaro
Levantaro ela nos braço
E numa rede botaro.
A rede tava amarrada
Numa peça perparada
De madêra bem polida,
E naquela mesma hora,
Levaro de estrada afora
Minha Mãe Preta querida

Mamãe com todo carinho,
Chorando um bêjo me deu
E me disse - meu fiinho,
Sua Mãe Preta morreu!
E ôtras coisa me dizendo,
Sinti meu corpo tremendo,
Me jurguei um pobre réu,
Sem consolo e sem prazê,
Com vontade de morrê,
Pra vê Mãe Preta no céu

O coração do inocente,
É como terra estrumada
Que a gente pranta a semente,
E a mesma nasce corada
Lutrida e munto viçosa;
Na nossa infança ditosa,
Quando o amô e a simpatia
Toma conta da criança,
Esta sodosa lembrança
Vai batê na cova fria

       Patativa de Assaré/Antônio Gonçalves da Silva
Acopanhe as denúncias feitas no CORDEL DE SAIA sobre o Prêmio que recebeu o nome do grande Mestre da liteatura de codel. 
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

A escola, o professor e o aluno

Ministro da Educação  
*
Acho-me no direito
Como cidadão
De apelar ao Senhor
Ministro da educação. 
*
A situação
Do ensino é mui precária
Desde o Fundamental
A área universitária.
*
A carga horária
Precisa ser revista
Nem é preciso
Ser um bom analista-
* 
Para ver que
A questão salarial
É outro sério
Problema social. 
* 
O Senhor bem sabe
Que isso acontece
Muitos professores
Vítimas de estresse.
* 
Veja bem
Senhor, Ministro,
Estou trazendo à memória
O que consta em registro. 
* 
Todos que se destacam
Nas áreas da ciência
É na escola que
 Adquirem competência. 
* 
Eu vejo Senhor Ministro
Cada agente do ensino
Tal qual um
Verdadeiro paladino. 
* 
Não entendo por que
O professor graduado
Não ganha igual
Ao Senador, ou Deputado.
*
Sem professor não há
Ciência nem medicina
Por tanto faz jus
Ganhar bem quem ensina.
* 

  Inclusive os que cuidam
Da  alfabetização
Merecem também
Boa remuneração. 

 Antonio de Araújo (Campinense)
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sexta-feira, 13 de maio de 2011

PRÊMIO PATATIVA DO ASSARÉ - VERGONHA NACIONAL


Sem muitas delongas, abra este link o obseva uma das VERGONHAS NACIONAIS!!!! Que país pe este que exige rigor de concorrente a editais, mas a reciproca nâo é veradeira para os proponentes. Não se cumpre prazos, umas das exigência mais fundamentais em qualquer edital idoneo. Abra o link e e fique estarecido: 
*
http://www.cultura.gov.br/site/2010/06/08/premio-mais-cultura-de-literatura-de-cordel-2010-edicao-patativa-do-assare/a

Patativa do Assaré que tanto lutou pela cultura popular e nacional, certamente, questiona-se: valeu a pena?
Hoje não temos tanta certeza. E o poeta Ferando Pessoa há de nos perdoar a blasfêmea poética.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Revolução do Cravos - 25 de abril

Homenagem ao músico Zeca Afonso
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), também conhecido por Zeca Afonso,[1] foi um cantor e compositor português.
Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 1960 do século XX e se prolongou na década de 70, sendo dele originárias as famosas canções de intervenção, de conteúdo de esquerda, contra o Regime. Zeca Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura Salazarista vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), comandados pelos Capitães de Abril, que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.
Informações extraídas da página  WIKIPÉDIA - enciclopédia livre.

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