Sorriso largo...

sábado, 15 de setembro de 2018

Poesia Encena, e Versos de Cordel na Cena Carioca/2018


Caros leitores, professoras e admiradores da Arte e da Poesia,


Os Projetos Poesia Encena, e Versos de Cordel na Cena Carioca/2018, apoiados pela Gerência de Leitura e Audiovisual – SME encerram neste dia 17 de setembro/2018 a primeira fase de realizações. Para tanto, o grande-final se dará com uma Ciranda de artes, músicas e poesias produzidas pelas professoras durante os cursos. As trovas abaixo são oriundas de pesquisas e organização de Fátima Mota e Heloisa Crespo.

TROVAS POPULARES
TROVAS INFANTIS
Joguei pedrinha no tempo
Joguei bola no campinho
Corri na chuva descalço
Nunca prendi passarinho.
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Tomei chuva na calçada
Corri atrás de marreco
Pulei corda, soltei pipa
Até brinquei com o eco.
*****************************

Eu tenho linda boneca
Com cabelo cacheado
É uma boneca sapeca
Com  um vestido rendado.
******************************

Quando chego na escola
Com os amigos vou falar
Trato  todos com respeito
Pois não gosto de brigar.
****************************
FATIMA MOTA
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil
Enviado por FATIMA MOTA em 01/05/2010
Reeditado em 19/11/2011
Código do texto: T2230421

Trechos de A Criança em Trovas

Se alimentas a esperança
De habitar o paraíso,
Torna-te como criança
Conserva puro o sorriso.
ANA LUCIA FINAZZI

Criança alegre brincando
se afigura, aos olhos meus,
um lírio desabrochando
nas mãos sagradas de Deus.
ANTONIO JURACI SIQUEIRA

Não deixes que o pranto ronde
Teus olhos verdes, criança…
É triste ver que se esconde
Numa lágrima a eaperança!
CAROLINA RAMOS

A mãe que sorrindo beija
o rosto de seu filhinho,
é gratidão que sobeja
no mais arguto carinho.
CIDINHA FRIGERI

A Criança tão gentil,
feliz e muito brejeira,
merece, em nosso Brasil,
ser amada e ser primeira!
CIDINHA FRIGERI

Ao falar da educação
que falta à nossa criança,
dizemos com o coração:
Abraçai esta Esperança!
CIDINHA FRIGERI

Crianças de rua à espera
De que o porvir lhes sorria,
Semeiam grãos de quimera
Nos campos da fantasia..
DARLY O. BARROS

No meu tempo de criança,
bati “pelada” na areia…
Saudade, doce lembrança
da minha bola de meia.
DJALMA MOTA

Criança muito levada,
que corre, chuta e sacode…
Que disciplina, que nada:
– Casa da vó tudo pode!
ELIANA JIMENEZ

Eu não me sinto esperança
e é mentira de quem diz,
que é direito da criança
ter direito a ser feliz!
FRANCISCO JOSÉ PESSOA

Criança, joia preciosa,
às vezes até chateia,
mas é linda, carinhosa…
e que Deus nos presenteia!
GLÓRIA TABET MARSON

CRIANÇA “não tem juízo”
mas tem, em dobro, a emoção…
Por isso, sempre é preciso
conquistar seu coração!
HERMOCLYDES SIQUEIRA FRANCO

Se me dessem o direito
de um só pedido fazer,
pediria, então sem jeito:
ser criança até morrer!
ISTELA MARINA DE SOUZA GOTELIPE LIMA

Ser adulto é viver sem esperança:
Séria, inibida de olhar feio.
Queria voltar a ser criança,
Brincar, pular, sorrir sem freio…
IVONE VEBBER

Ó minha amada Esperança,
brincalhona e sorridente,
és um resto de criança
que fica dentro da gente!…
JOSÉ FABIANO

Nos meus tempos de criança,
brincadeiras sem cansar…
Foi-se o tempo da balança,
dos castelos feitos no ar!
JOSÉ FELDMAN

Sonho um mundo colorido,
flores perfumando a estrada,
sem um ai, sem um gemido
de criança abandonada.
MARINA VALENTE

Pensava que nessa vida
só me faltava partir
mas esqueci a partida,
vendo a criança a sorrir!
MESSODY RAMIRO BENOLIEL

Inda guardo na lembrança
Os momentos de alegrias
Que vivi quando criança…
Fui feliz naqueles dias.
MOREIRA LOPES

Criança,sempre criança,
em qualquer lugar do mundo.
Ela é luz!… Esperança,
de país melhor, fecundo!
NADIR NOGUEIRA GIOVANELLI

Quando sinto-me criança,
revivendo aquela idade,
sinto mais que uma lembrança…
Vivo um sonho em realidade!
NEI GARCEZ

Por toda essa minha vida
desde os tempos de criança
conservo fé aguerrida,
no coração, esperança.
OLGA MARIA DIAS FERREIRA

Reconquista a esperança
e vive alegre e contente
quem faz sorrir a criança
que mora dentro da gente.
OLYMPIO COUTINHO

Voltei a ter confiança
neste mundo tão ruim
ao descobrir a criança
que ainda habitava em mim!
RENATO ALVES

No peito do poeta brinca
Uma criança pequenina
Que sai pintando de tinta
As metáforas e as rimas.
RICARDO EVANGELISTA
  
Como um jardim de esperanças,
das sementes brotam flores…
Assim crescem as crianças,
com seus dons e seus louvores.
SÔNIA VASCONCELLOS

Recordo, ao passar das horas,
do meu tempo de criança…
alegre, cantando auroras,
tecendo a doce lembrança!
VANDA ALVES

Força e coragem criança,
a vida sorri lá fora…!
O estudo será a poupança
e há de chegar sem demora!
VÂNIA MARIA SOUZA ENNES


Todos os direitos de autoria e publicação reservados aos autores e organizadores.
Fonte:
Heloísa Crespo (Organização e Programação Visual). Ciranda “Criança em Versos”. Campos dos Goytacazes/RJ, 2011. E-book cedido pela autora.


                                                         

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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Cursos VERSOS DE CORDEL NA CENA CARIOCA

Curso Versos de Cordel na Cena Carioca
Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro 
O projeto é decorrente do interesse despertado a partir do espetáculo Mulheres no cordel. Chega na esteira do Poesia Encena,  projeto vitorioso, concebido e realizado por Beth Araújo com o apoio da Secretaria Municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro. 
Dinamizador, Apresentação do curso, Dinâmica e Bibliografia.
Maria Rosário Pinto – Licenciatura em Letras PUC/RJ, pesquisadora e documentalista da área de cultura popular, dedicada à literatura de cordel. É poeta de cordel. Trabalhou por 18 anos na Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/IPHAN. Responsável pela seleção, higienização, catalogação, indexação, guarda e disponibilização deste acervo. Tem alguns artigos e textos publicados em livros, folhetos, catálogos, no site da Fundação Casa de Rui Barbosa, no espaço de biografias de poetas de cordel, também no site IELT - Instituto de Estudos de Literatura e Tradição, em Portugal. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC, desde 2001. Classifica no Edital Mais Cultura – Prêmio Patativa do Assaré, 2010, com a publicação de 3.000 exemplares pelo Ministério da Cultura.

- o que motivou a proposição deste curso;
- a qualificação e experiência da dinamizadora;
- a dinâmica de apresentar poemas de um saber sedimentado pelas tradições de transmissão entre gerações;
- trabalhar o modo de fazer literário;
- indicação da bibliografia utilizada; e,  
 - experimentação prática de composição.

A evolução da literatura de cordel

A importância dos estudos da literatura de cordel face à necessidade de manter a tradição dos conhecimentos da oralidade. A literatura de cordel é ferramenta fundamental de estímulo a alunos e professores. A produção de folhetos de cordel desafia os tempos modernos mantendo-se viva e atuante.

A função da oralidade como fonte de transmissão, e a riqueza das formas de expressão e do saber e fazer literário. O poeta cordelista é, sobretudo, um atento observador dos processos de atualização da sociedade em sua estrutura social, política e/ou tecnológica.

A oficina sobre Literatura de cordel tem como base a inserção da literatura de cordel como ferramenta fundamental de estímulo a alunos e professores, com o objetivo de estimular a leitura, a reflexão e a transposição do universo literário dos folhetos para o próprio universo. Despertar o gosto pela narrativa e pela estética dos folhetos.

Apresentar os conhecimentos básicos para a composição do folheto de cordel, e despertar o interesse do grupo envolvido. 

O curso toma por base: a história da literatura de cordel, poetas e editores,verso, métrica, rima, oração e a confecção do folheto e de suas capas.





Bolsas poéticas










DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO
Rosário Pinto
rosariuspinto@gmail.com

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

ONDE PESQUISAR? QUAIS ACERVOS???


O passo a passo para melhor conhecer da literatura de cordel

----  Onde pesquisar? Quais acervos?

Realize suas pesquisas em sites institucionais, como:
Biblioteca Amadeu Amaral, do CENTRO NACIONAL DE FOLCLORE E CULTURA POPULAR/CNFCP/Iphan/MinC  --- www.cnfcp.gov.br

--- abra o site e vá aos Acervos Digitais. É rápido e eficaz

Academia Brasileira de Literatura de Cordel

Fundação Casa de Rui Barbosa
--- Acervos de cultura popular em versos


--- visite outros blogs – a partir dos blogs referenciados abaixo:

 http://www.cantinhodadalinha.blogspot.com --- você chegará a outros e fará uma bela viagem!

A literatura de cordel em seus primórdios, na Europa, servia à divulgação de histórias tradicionais, narrativas que a memória popular foi conservando e transmitindo; são chamados romances ou novelas — de cavalaria, de amor, narrativas de guerras, viagens, conquistas marítimas, feitos heroicos, contos de animais, etc.. Ao mesmo tempo, começaram a surgir descrições de fatos da época, de acontecimentos sociais que prendiam a atenção da população.

A chegada ao Brasil, a adaptação ao Nordeste face às condições climáticas / estrutura patriarcal da sociedade / latifúndios/ grupos justiceiros (Lampião) / religiosidade popular: messiânicos / líderes religiosos (Canudos – Antônio Conselheiro), Juazeiro do Norte – Padre Cícero /Romeiros/Locais de Romarias.

Veja aqui alguns links de folhetos de cordel, que podem ser muito interessantes para melhor compreender a história dessa literatura, que vem lá de nossos mais antigos ancestrais, passando de geração em geração...

Ø  A próxima postagem trará bibliografias da produção feminina na literatura de cordel e dos grandes romances.
Folhetos

--- romances que se referem aos feitos heroicos na Europa

Freire, João Lopes. A história de Carlos Magno e os doze pares de FrançaRio de Janeiro: [s.n., 19--]. 43 p. 210 estrofes 

A BATALHA de Oliveiros. Editor proprietário: José Bernardo da Silva. Juazeiro do Norte: Tipografia São Francisco, 1957. 32 p

A prisão de Oliveiros. Editor Proprietário: José Bernardo da Silva. Juazeiro do Norte: Tipografia São Francisco, 1958. 48 p. 

Barros, Leandro Gomes de. Roldão no leão de ouroEditor Proprietário: Filhas de José Bernardo da Silva. Juazeiro do Norte: Lira Nordestina, [19--]. 40 p.

Silva, João Melquíades Ferreira da (1869/1933). Roldão no leão de ouroRio de Janeiro, RJ: Academia Brasileira de Literatura de Cordel, 2005. 32 p.

--- as origens e chegada ao Brasil

Cavalcante, Rodolfo Coelho. Origem da literatura de cordel e a sua expressão de cultura nas letras de nosso país (para colégios e faculdades)Salvador: [s.n.], 1984. 8 p. 

Franklin Maxado Nordestino [Franklin de Cerqueira Machado]. O cordel do cordel. São Paulo: [s.n.], 1982. 8 p.
Mestre Azulão [José João dos Santos]. O que e literatura de cordel?. Japeri (RJ): [s.n.,, 20--]. 8 p.

Livros

O UNIVERSO do cordel. Pesquisa e entrevistas: Pedro Afonso Vasquez, Rosane Karp Vasquez, Textos: Maria Rosário Pinto, Pedro Afonso Vasquez, Fotos: Gustavo Maia, Gustavo Moura, Pedro Afonso Vasquez, Tradução: Carolyn Brissett. Recife: Instituto Cultural Banco Real, 2008. 60 p. il. color. 
Marinho, Ana Cristina. O cordel no cotidiano escolar / Ana Cristina Marinho, Hélder Pinheiro. São Paulo: Cortez, 2012. 168 p.
Souza, Liêdo Maranhão de. O folheto popular, sua capa e seus ilustradores, Recife, Massangana, 1981
Dicionário Brasileiro de Literatura de Cordel. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Literatura de Cordel, 2005
Mendes, Joaquim Sobrinho (Joames). Como fazer versos., 3ªed. Teresina, Tergraph, 2014, 50 p.
Amâncio, Geraldo et. Mairton, Marcos. 100 dúvidas de português... Brasília: Ensinamentos Editora, 2014. 128 p. il.
_________   Pelos caminhos das trovas. Fortaleza: Premius, 2013. 64 p.
Holanda, Arlene; et Rinaré Rouxinol. Cordel: criar, rimar e letrar. Fortaleza: Editora IMEPH, 2009. 96 . il
Viana, Arievaldo Lima. Acorda cordel na sala de aula, 2ªed. Fortaleza: Gráfica Encaixe, 2010. 144 p. il.

Periódico

Revista Brasileira de Folclore – 41 fascículos, todos digitalizados e possíveis de baixar para seu pc. Do nº 01 (1961) ao nº 41 (1975).



DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO
Pesquisa e texto: Rosário Pinto
rosariuspinto@gmail.com

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

BREVE ROTEIRO DE ESTUDO DA LITERATURA DE CORDEL

                 


Breve roteiro de estudo da literatura de cordel

O passo a passo básicos para melhor conhecer:
­­­---  Onde pesquisar?

Realize suas pesquisas na Biblioteca Amadeu Amaral, do CENTRO NACIONAL DE FOLCLORE E CULTURA POPULAR/CNFCP/Iphan/MinC, (www.cnfcp.gov.br).  

--- abra o site e vá aos Acervos Digitais. É rápido e eficaz

--- visite alguns blogs – a partir dos blogs:
 http://www.cantinhodadalinha.blogspot.com --- você chegará a outros e fará uma bela viagem!

A literatura de cordel em seus primórdios, na Europa, servia à divulgação de histórias tradicionais, narrativas que a memória popular foi conservando e transmitindo; são chamados romances ou novelas — de cavalaria, de amor, narrativas de guerras, viagens, conquistas marítimas, feitos heroicos, contos de animais, etc.. Ao mesmo tempo, começaram a surgir descrições de fatos da época, de acontecimentos sociais que prendiam a atenção da população.

A transposição para o Brasil, a adaptação ao Nordeste face às condições climáticas / estrutura patriarcal da sociedade / latifúndios/ grupos justiceiros (Lampião) / religiosidade popular: messiânicos / líderes religiosos (Canudos – Antônio Conselheiro), Juazeiro do Norte – Padre Cícero /Romeiros/Locais de Romarias.

Veja aqui alguns links de folhetos de cordel, que podem ser muito interessantes para melhor compreender a história dessa literatura, que vem lá de nossos mais antigos ancestrais, passando de geração em geração...

Folhetos

--- romances que na Europa deram conta dos feitos heroicos

Freire, João Lopes. A história de Carlos Magno e os doze pares de FrançaRio de Janeiro: [s.n., 19--]. 43 p. 210 estrofes 

A BATALHA de Oliveiros. Editor proprietário: José Bernardo da Silva. Juazeiro do Norte: Tipografia São Francisco, 1957. 32 p

A prisão de Oliveiros. Editor Proprietário: José Bernardo da Silva. Juazeiro do Norte: Tipografia São Francisco, 1958. 48 p. 

Barros, Leandro Gomes de. Roldão no leão de ouroEditor Proprietário: Filhas de José Bernardo da Silva. Juazeiro do Norte: Lira Nordestina, [19--]. 40 p.

Silva, João Melquíades Ferreira da (1869/1933). Roldão no leão de ouroRio de Janeiro, RJ: Academia Brasileira de Literatura de Cordel, 2005. 32 p.

 --- as origens e chegada ao Brasil

Cavalcante, Rodolfo Coelho. Origem da literatura de cordel e a sua expressão de cultura nas letras de nosso país (para colégios e faculdades)Salvador: [s.n.], 1984. 8 p. 

Franklin Maxado Nordestino [Franklin de Cerqueira Machado]. O cordel do cordel. São Paulo: [s.n.], 1982. 8 p.

Mestre Azulão [José João dos Santos]. O que e literatura de cordel?. Japeri (RJ): [s.n.,, 20--]. 8 p.

Livros
O UNIVERSO do cordel. Pesquisa e entrevistas: Pedro Afonso Vasquez, Rosane Karp Vasquez, Textos: Maria Rosário Pinto, Pedro Afonso Vasquez, Fotos: Gustavo Maia, Gustavo Moura, Pedro Afonso Vasquez, Tradução: Carolyn Brissett. Recife: Instituto Cultural Banco Real, 2008. 60 p. il. color. 
Marinho, Ana Cristina. O cordel no cotidiano escolar / Ana Cristina Marinho, Hélder Pinheiro. São Paulo: Cortez, 2012. 168 p.
Souza, Liêdo Maranhão de. O folheto popular, sua capa e seus ilustradores, Recife, Massangana, 1981

Periódico
Revista Brasileira de Folclore – 41 fascículos, todos digitalizados e possíveis de baixar para seu pc. Do nº 01 (1961) ao nº 41 (1975).

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Texto: Rosário Pinto  
                  

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

POESIA ENCENA - BOLSAS POÉTICA


Participei do Curso Poesia Encena 2018 - Bolsas poéticas - Criação/Dinamização: Beth Araújo. Realização: Gerência de Leitura e Audiovisual - SME - Rio de Janeiro "cada um é responsável por sua poesia. Leva na bolsa, no bolso e no coração. Fica a saudade e o que aprendemos na convivência."