Sorriso largo...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

AO MESTRE COM CARINHO

(foto: Rosário Pinto / Guaipuan Vieira )

Guaipuan Vieira tomou posse na cadeira do grande folclorista e estudioso da literatura oral dos primeiro cantadores,  passando ao longo de sua pesquisas para o poetas de bancada. Aprofundou-se em tudo que diz respeito ao sertão brasileiro. Nada lhe passou despercebido. Foi assíduo e cuidados. Tem um amplo trabalho de pesquisas publicados em vários compêndios e por vários editores de seu tempo. LEONARDO MOTA foi incansável e nada lhe passou impunemente. Circulou por todo o Nordeste ouvindo, colhendo dados, analisando-os e lhes dando a melhor forma, sem quaisquer distorções do que ouvia. Sua maior característica foi a capacidade de ouvir.
*
Ao meu Mestre Guaipuan,
*
Guaipuan, Mestre querido
Foi com grande alegria
Encontrá-lo aquele dia
Ver seu nome conferido
Entre os vates, deferido
Sua posse, pude ver
Tarde de grande prazer
ABLC em festa
Numa tarde em seresta
O seu nome inserido
*
Lá o nome referido
Junto a Leonardo Mota
O folclorista  que anota
Bom resultado obtido
Em pesquisas, envolvido
Do povo nossa cultura
Tratou com desenvoltura
Incansável na viagem
Nunca perdeu a coragem
De pesquisador ativo
*
Fez com tamanha ternura
Que comoveu o sertão
Em toda intervenção
Descreveu a moldura
Descreveu a arquitetura
Do viver, falar, cantar
Descreveu o verbo amar
Em versos e poesia
Trabalhou com cortesia
Repleto de muita candura
(Rosário Pinto)

(Em homenagem ao Mestre Guaipuan Vieira)
DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO!!!! ou envie para
rosariuspinto@gmail.com

  

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MULHERES CANTANDO O QUADRÃO À BEIRA-MAR


Texto: Dalinha Catunda
(imagem da internet)

Cordel de Saia, por meio de suas gestoras Dalinha Catunda e Rosário Pinto vem desenvolve estudos para localizar quem são essas mulheres POETAS/POETIZAS & CATADORAS/CANTADEIRAS!

MULHERES CANTANDO
O QUADRÃO À BEIRA-MAR

1-Dalinha Catunda
O sol empalidecendo
Ondas subindo e descendo
Nossa paixão acendendo
E o barco a sacolejar.
No balanço do veleiro
Um amor aventureiro
Vivi com meu timoneiro
No quadrão à beira-mar.

“ Beira mar, beira mar,
O quadrão só é bonito
Quando é feito a beira mar
*
2-Rosário Pinto
Lá no Planalto Central
Em Brasília a capital
Numa noite magistral
A lua a desmaiar
Uma paixão, de repente
Na vida se fez presente
Na cidade reluzente
No quadrão à beira-mar

“ Beira mar, beira mar,
O quadrão só é bonito
Quando é feito a beira mar
*

A MULHER EM TRÊS TEMPOS NO CORDEL

1º - a mulher teve grande importância no ofício de repassar a cultura popular. Foi mestre emdifundir suas tradições, contando histórias, lendas, causos, cantando cantigas de ninar, fazendo advinhas, cantando cantigas de roda, repassando as superstições, pois tudo isso é parte da andante cultura oral. O cordel parente próximo do repente não ficou de fora, era lido contado ou cantado, também, por mulheres. E era assim as pessoas tempos atrás, se reuniam em alpendres terreiros e calçadas;
2º - a mulher foi tema dos folhetos nas mais diversas formas: a musa, louvada por seus poetas, escrachada por outros, conforme o olhar de cada bardo sobre a figura feminina; e,
3º - finalmente, chegou a vez da mulher marcar espaço como poetiza e, ocupar seu lugar ao lado do homem de igual para igual. Não, apostando numa competição, e sim numa parceria. E assim, aconteceu. A mulher hoje escreve cordel, ocupa as academias de literatura popular, onde antes era apenas um clube do bolinha, enfim, a mulher ganhou voz e começa a ser respeitada como poeta cordelista.
Mais uma vez, consegue reunir, aglomerar, não em alpendres, calçadas e terreiros, na debulha do feijão, mas num espaço mais amplo, a internet! Onde navega com garra desbravando novos caminhos e fincando sua bandeira.
Estas mulheres, que juntei para cantar um QUADRÃO A BEIRA MAR, todas engajadas e comprometidas em escrever literatura de cordel e explorar novos espaços, inclusive os das mídias contemporâneas.
*
Dalinha Catunda/ABLC e /AILCA(*1)
Rosário Pinto/ABLC
Creusa Meira/Bancária
Nizete Alencar/ACC (*2)
Williana Brito/ACC
Francy Freire/professora
Josenir Lacerda/ABLC e /ACC
Anilda Figueirêdo/ACC
Bastinha Job/ACC
*
Hoje, nos reunimos através da internet. Se não nos cabe fazer o repente ao vivo, como manda o figurino, é porque somos cordelistas e não repentista, fazermos sim, nosso repente virtual, nossa peleja virtual, utilizando modalidades do repente tradicional.
*
Entre nessa roda e traga sua contribuição de mulher envolvida e dinãmica. Deixe AQUI seu recado em verso.


Texto: Dalinha Catunda
(*1)*AcademIa Ipuense de Letras Ciências e Artes
(*2)Academia dos Cordelistas do Crato
Para conhecer as demais poetas/poetizas que entraram nessa RODA.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CENTENÁRIO EDISON CARNEIRO – dia 22 agosto 2012


Rosário Pinto DIVULGA CENTENÁRIO EDISON CARNEIRO – 2012
*
Natural de Salvador, BA, 12 de agosto é o seu aniversário. O folclorista que percorreu todo o país em busca das mais preciosas tradições da cultura popular brasileira.
Dia 22 de agosto o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/CNFCP/Iphan/Minc – www.cnfcp.gov.br – realizará lançamento de DVD comemorativo em meio a várias outras atividades. Fique atento que postaremos o convite.

O Folclore comemora
Relevante centenário
Neste Agosto é o mês
Do grande aniversário
Do gigante folclorista
Que conviveu com artista
Nos deixou belo cenário
*
De quem falo, já vos digo
O nome homenageado
Edison Caneiro é
Folclorista apegado
Às tradições brasileiras
Fez delas suas bandeiras
Da cultura advogado.
*
Percorreu todo o país
Festas e religiões
Pesquisou, tudo em detalhe
Em todas ocasiões
Nada deixou para trás
De tudo, correu atrás
Também estudou baiões.
*
Amigo de Jorge Amado
Que sempre reconheceu
No folclorista, o mérito
De tudo que descreveu
Muitos anos de pesquisas
Leu também as poetisas
Sobre tudo escreveu
*
Pesquisou sobre a umbanda
E também, o candomblé
Toda a religiosidade
Estudou e fincou pé
Fez minucioso estudo
Foi mestre, tal qual Cascudo
Na cultura, mostrou fé
*
O Rodolfo Cavalcante
Que foi grande menestrel
Um folheto publicou
Todo versado em cordel
Exaltando o folclorista
Passou sua vida em revista
Como um grande nobel
*
Convidei dona Dalinha
Da famíla dos Catunda
Para trazer o seu verso
Com sua verve profunda
Ela é ágil na setilha
Sempre mantem sua trilha
Sua poesia é profunda
*
Leia abaixo o folheto
Clique o “link”, sem temor
Para conferir-lhe a vida
O poeta tem valor
E o Edison Carneiro
Este grande brasileiro
Provocou muito rumor.
(Rosário Pinto)
*
C0216
Cavalcante, Rodolfo Coelho. Dr. Edison Carneiro:o gigante do folclore afro-brasileiro. Salvador : Tipografia Ansival, 1977. 8 p.
http://www.docvirt.no-ip.com/asp/folclore.asp?bib=cordel&pasta=C0216
*
DEIXE AQUI seu COMENTÁRIO ou o envie para
rosariuspinto@gmail.com

domingo, 8 de julho de 2012

O poeta e o folheteiro

O poeta e o folheteiro
(Rosário Pinto)
1
Duas figuras importantes
Neste mundo do cordel
Um compõe o outro vende
Andando de léu em léu
Marcando assim, uma vida
De poesia, sortida
Divulgando o menestrel
2
Leandro foi o primeiro
A narrar toda esta saga
Do folheto de cordel
De história encantada
Certamente é o pioneiro
Com certeza, o primeiro
A levar pela estrada
3
Poeta e grande tipógrafo
Seu romance imprimia
Entregando ao folheteiro
Que logo distribuía
A correr feiras e vilas
E o povo fazendo filas
P’ra comprar sua poesia
4
Poucos recursos havia
Um comércio bem precário
Sustentou muita família
Vendiam abecedário
Na lida do dia a dia
Todo folheto imprimia
E também anedotário
5
De cidade em cidade
Fazia a sua vida
Seu Leandro produzindo
E o folheteiro na lida
Recebia seus mil réis
Vendia muitos cordéis
Tinha a renda garantida
6
Folheteiro não conhece
Impasse ou obstáculo
Andando de sol a sol
Em busca do espetáculo
De ver o povo sorrir
Pensar, amar, refletir
Parecia um oráculo

Aguarde a publicação em folheto impresso!
*
Deixe AQUI seu comentário ou o envie para
rosariuspinto@gmail.com

quarta-feira, 4 de julho de 2012

DEZ ANOS SEM PATATIVA - Zé Walter Pires

Minha mãe Lúcia e minha irmã Ilná
As rugas no rosto do já idoso Mestre Patativa do Assaré são como os sulcos da terra nos períodos de secas...
Tempos atrás, reli o poema Mãe preta – oração de um filho a sua mãe prêta (aquela que nos cuidou com todo carinho e nos enebriou com sua histórias de princesas, rainhas, assombrações e de bichos mansos e também aqueles mais ariscos que, cuidadosamente, nos recomendava atenção.
Patativa do Assaré nos comove com sua poesia tão singela e ao mesmo tempo forte e de tamanha abrangência – perpassa toda a trajetória da nossa vida – retrata os Ritos de Passagem em todos os seus aspectos: nascimento, meninice, adolescência, juventude, fase adulta e finalmente, a morte. E todos estes ritos são acompanhados dos ensinamentos que vamos recebendo em cada fase da vida e, preservando: o seio materno, as canções de ninar, as brincadeiras, os prazeres, as dores, o distanciamento e finalmente a separação...
Cada um de nós teve suas mães pretas... àquelas que nos encorajavam a enfrentar os medos e as dores. Na ocasião em que reli o poema fiquei completamente comovida e, por este motivo decidi publicá-lo. aqui, no mês de mães e marias... Somos todas marias, marias, marias, mães, mães, mulheres, mulheres – as detentoras da sabedoria oral, aquelas que não precisam de assinaturas nem carimbos. Afinal, foram elas que ensinaram nosso poeta, Patativa do Assaré, a compor, rezar e cantar...
O poema dedicado a mãe preta nos envolve a todos; e, a morte – este último ritual porque passamos e que, tal e qual o nascimento é totalmente individual e solitário. É também emocionante como Patativa elabora a relação homem x natureza. A primeira e a última estrofes centralizam, anunciam, sintetizam e enceram a narrativa do poema: coisa de MESTRE, Patativa do Assaré.
*
O coração do inocente,
É como a terra estrumada,
Qui a gente pranta a simente
E a mesma nace corada,
Lutrida e munto viçosa.
Na nossa infança ditosa,
Quando o amô e a simpatia
Toma conta da criança,
Esta sodosa lembrança
Vai batê na cova fria.
*
Mamãe com todo carinho,
Chorando um bêjo me deu
E me disse - meu fiinho,
Sua Mãe Preta morreu!
E ôtras coisa me dizendo,
Sinti meu corpo tremendo,
Me jurguei um pobre réu,
Sem consolo e sem prazê,
Com vontade de morrê,
Pra vê Mãe Preta no céu.
*

*
Foi-se embora Patativa
Mas a lira ficou viva
Para não morrer jamais
Nem sonhos, nem ideais
Porque não morre o poeta
Que no céu foi fazer festa
E viver entre imortais
Patativa do Assaré
Sertanejo cuja fé
Ensinou a viver mais

Patativa foi-se embora
E o Nordeste todo chora
A triste separação
De doer no coração
Deste homem que viveu
Modesto como nasceu
No seu querido sertão
Ensinando ao nordestino
Que sofrer não é destino
Mas retrato da opressão

Filho nativo da terra
Cantou belezas da serra
De Santana, Ceará
Filho nativo de lá
Encantando o brasileiro
Como exemplo timoneiro
Como mais forte não há
Mas, com a “triste partida”
Dói bastante a despedida
Que o retirante nos dá

Da vida não teve medo
Disse sem pedir segredo
Com sua fibra mestiça
E a coragem por premissa
Caboclo cabra da peste”
Foi defensor do Nordeste
Sem vaidade ou cobiça
Buscou paz e liberdade
Para todos a igualdade
Inspirado na Justiça

Pregando a reforma agrária
Viu que a luta é necessária
Proclamava sem cessar
O desejo de mudar
Que a santa verdade encerra”
Os “camponeses sem terra”
Jamais podem prosperar
Era a ideologia
Que pregava noite e dia
E aprendeu sem estudar

A fonte patativana
Da cultura será chama
Para sempre flamejante
E de inspiração constante
Aos motes de cantorias
De cordéis e de poesias
Como faço neste instante
Com os meus versos singelos
Para quem tantos mais belos
Não mais fará doravante

Noventa e três de existência
Confirmando a resistência
Produziu a vida inteira
Com a verve costumeira
Tendo por musa o sertão
Que cantou de coração
Numa paixão verdadeira
Adeus, Patativa, adeus
Não choram somente os seus
Mas a Nação brasileira.

José Walter Pires
(05/07/2012)

*
Deixe AQUI seu comentário
rosariuspinto@gmail.com

1ª Noite do Cordel da Borrachalioteca


Rosário Pinto DIVULGA a 1ª Noite do Cordel da Borrachalioteca, na Casa das Artes.
Uma noite dedicada ao centenário do escritor Jorge Amado com lançamento do cordel “ Em louvor a Jorge amado” de Olegário Alfredo e palestra com o escritor Caio Junqueira Maciel.
Teremos ainda exposição com as obras de Jorge Amado. Sorteio de livros e muito mais...
A entrada é gratuita e acontecerá dia 06 de julho de 2012, às 19:30h na Casa das Artes em Sabará – MG.


P A R T I C I P E! ! !

terça-feira, 22 de maio de 2012

Como baixar arquivos no www.4shared.com



Como baixar arquivos no www.4shared.com

O www.4shared.com é um site que permite um serviço de hospedagem de arquivos e seu compartilhamento. Existem muitos outros desse tipo.

Para baixar gratuitamente arquivos hospedados no
www.4shared.com, siga os seguintes passos:

1. Clique no link oferecido no blog.
2. A seguinte tela aparecerá:

Observe o Botão "Download Now", neste caso, na cor azul... Clique nele.
 3. A seguinte tela aparecerá:
Observe:
Inicia-se uma contagem regressiva para permitir que faça o download gratuito.
Espere até a contagem de segundos terminar e verá a próxima tela:

4. A mensagem "Your downloading link will apear alter wait" será substituída pela mensagem "Download file now" ao fim da contagem regressiva.

A partir desse momento é só clicar no link "Download file now" e o download iniciará como outro qualquer.

Observação importante: O tempo de espera aumenta se o site for usado gratuitamente seguidamente no mesmo dia.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Obrigada, Fred Monteiro



Querido amigo Fred Monteiro, obrigada pelo mimo. Fiquei boba, viu!
Beijocas,
Rosário e a filhota
A flor girando, amarela
como os raios do deus-sol
anunciando o arrebol
um sorriso da flor-bela
uma boca enchendo a tela
de vermelho fulgurante
um sorriso radiante
os dentes tão perolados
que anunciam pecados
num cordel tão flamejante


Adoro seus Blogs e seus textos, Poeta !
*

Desculpe, amiga Rosário por somente agora estar mandando essas décimas. Somente agora tive tempo de entrar aqui no seu Blog. É que passei toda a semana na lida da mudança pra minha nova cabana e dei um tempo nos blogs. Aliás, se você quiser saber quem são meus vizinhos (uma dica: são alados e cantam bonito demais), dê uma olhada nisto: 
http://www.seteinstrumentos.com/2012/05/o-recife-ainda-e-verde.html

Uma gata segura uma gatinha
e ainda agradece, (mas por que?)
eu sou estou cumprindo meu dever
de dar todo valor a quem o tinha
pois Rosário você não advinha
tantas rimas que fez por merecer
nessa luta em busca do saber
versejando o cordel tão nordestino
você faz-me voltar a ser menino
e poeta tornar-me qual você
*
Fred Monteiro, felicidades no seu novo ninho. Afinal tão rodeado de pássaros e flores, só pode se um aconchegante ninho. Muitas Felicidades,
Forte abraço.
Rosário
Fred, você é um doce
Há um ditado que diz
E que nos deixa feliz
Pra minha boca adoçar
E minh’ alma remoçar
Acarinhe os meus filhos
De meus olhos são os brilhos!
Lá com os seus passarinhos
Só encontrará carinhos
E flores para cheirar