Sorriso largo...

domingo, 13 de maio de 2012

A produção feminina na literatura de cordel - um novo olhar


  A produção feminina na literatura de cordel - um novo olhar
(Maria Rosário Pinto)

  A
 origem da literatura de cordel vem da Idade Média, da poesia trovadoresca portuguesa, em que os poetas andam de burgo em burgo, castelo em castelo. Os poetas nordestinos iam de feira em feira ou de cidade em cidade, seguindo o ciclo das festas religiosas, numa transposição da vida cultural da Europa daquela época. Os poetas da Idade Média eram hierarquizados socialmente e, recebiam nomes como: trovador, jogral, menestrel e segrel, tudo, de acordo com sua produção. O trovador era o artista completo, de origem nobre – compunha e interpretava suas cantigas, em receber qualquer tipo de remuneração. Os jograis, de classe social inferior, eram artistas itinerantes, exercendo atividades variadas: eram saltimbancos, músicos, atores, apresentadores de marionetes, etc. Não tinham produção artística definida e recebiam alguma remuneração quando se apresentavam. O menestrel, um tipo de jogral, mas tinha um trabalho estável, ligado a um senhor medieval e, sua função era entreter a alta nobreza, interpretando as poesias escritas pelos trovadores. O segrel, poeta provençal que também andava de terra em terra, sua função aproxima-se da do jogral, visto que, além de executante e de cantor, sabia compor cantigas, sendo retribuído pelos seus serviços poético-musicais.

            Os poetas entravam na categoria do canto popular, por meio de romances, canções de gesta, de danças, etc. Doralice Alves de Queiroz faz uma abordagem ampla e rica desse período da história poética, passando pela poesia heróica, uma das primeiras expressões literárias, modelada pela tradição oral. Estrutura que privilegia os ritmos melódicos, assegurando assim a preservação do texto pela memória.

            Na Idade Média à mulher casada não era permitido os prazeres da poesia, das canções e recitais públicos. A elas cabia o “gineceu” - local exclusivo em que desenvolvia várias atividades como: canções de fiar, canções de gesta, romances e serões literários. Era espaço privilegiado para a voz feminina. Local de devaneio, confidência e cumplicidade. Eram grupos liderados por matronas sábias, que repassavam suas experiências para mantê-las e perpetuá-las na memória oral. Na vida privada as mulheres conservavam a leitura dos romances; na vida pública, eram os homens que cantavam, agiam, representavam e eram conhecidos como autores das canções. Entretanto, inquiridos sobre seus repertórios, assinalavam ter aprendido com as mães, as tias, as avós, que lhes cantavam os romances no espaço privado do lar. A autora assinala que a abordagem passa pela tese de Sílvio Romero de que: “as mulheres não são somente arquivo das tradições orais, mas, sobretudo, autoras de muitas delas.”

            A remessa de publicações para o Brasil, teve início no período do descobrimento e era feita sob estrita análise de censores, principalmente para os estados do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Maranhão e Pará, nesse pacote, chegavam muitos folhetos de cordel, a maioria sobre feitos heróicos e histórias de princesas, como as histórias de Carlos Magno, Os doze pares de França, Paixão de Cristo, Dona Inês de Castro, Donzela Teodora, Santa Bárbara e Reinaldo de Montalvão, dentre outros. Sendo assim, a nossa literatura popular, quando assume identidade própria, está fincada no romanceiro da Idade Média, cujas produções ocorreram na Península Ibérica, Países Saxônico, Germânicos e também da Holanda, tanto do ponto de vista dos conteúdos – novelas de cavalaria, grandes batalhas, romances, que aqui foram transportados para as lutas do cangaço, a religiosidade popular, dificuldades com as grandes secas e enchentes, e as histórias de animais (sempre com um cunho moralizante); como das formas – obedecem as mesmas dimensões gráficas de tamanho e paginação. Os romances, as grandes narrativas devem ser elaboradas em sextilhas, com 32 páginas; os contos de animais e abêces, em quadras, sextilhas ou setílhas de 8 páginas; também nas grandes pelejas e cantorias o critério permanece, mas a forma mais utilizada é a décima. Cabe aqui lembrar, que essa modalidade recebeu, no início do século XX, novas criações de cantadores brasileiros.
            A autora coloca uma nota de Rodolfo Coelho Cavalcante, publicada pelo Correio popular, de Campinas, 1982, que vale a pena transcrever, em que diz:

Não adianta escrever poemas, trovas ou estrofes que não sejam em sextilhas, setilhas, décimas, setissilábicas ou em decassiílabos, e vir dizer que é Literatura de Cordel. Muitos eruditos andam escrevendo opúsculos até em prosa dizendo ser Literatura de Cordel.
Quando os versos são compostos em forma de narrativa, tem de ser em sextilhas […]. E assim o poeta vai continuando a sua narração arte completar 8, 16 ou mesmo 32 páginas – as mais usadas. Em cada página cabem cinco estrofes [sendo em sextilhas]. Na primeira, apenas quatro – para que o título da história, do folheto ou do romance fique mais destacado, bem como o nome do autor […].
O tamanho do folheto não deve ultrapassar 11-16 cm. Quando maior ou menor, perde sua característica de cordel.
Não adianta o poeta mostrar eruditismo sem colocar as palavras difíceis em seus respectivos lugares. O cordel sempre foi um veículo de aceitação nos meios rurais e nas camadas chamadas populares, porém precisa arte e técnica de que escreve. Um folheto mal rimado e desmetrificado é um dinheiro perdido de que empresa a sua edição. Existem folhetos que se tornam clássicos, quer pelo seu conteúdo, quer pela sua versificação. Precisa também muito cuidado na colocação do título, que deve ser rápido, sucinto e, ter seu “ponto focal” de atração para os leitores

            Esta pesquisa não está fechada. Ela é um norte, um rumo para outras abordagens, na verdade, posso dizer – uma provocação, que suscite o interesse pela busca de mais informações.

            O I Encontro de poetas populares e rodas de cantoria, em sua primeira edição abriu espaço para o tema A produção feminina na literatura de cordel, em outubro de 2009. Nesta data participaram do Encontro Maria Rosário Pinto, Dalinha Catunda e madrinha Mena. Dalinha chegou com o folheto Saias no cordel, Papo de Mulher e As três Marias; Eu tracei um panorama teórico da literatura de cordel; e, Madrinha Mena com sua viola, suas histórias e canções, que costuma cantar nas Plenárias da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. A partir dessa data Dalinha teve a ideia de criarmos um blog dedicado a produção feminina, daí nasceu o Cordel de Saia. Contatamos algumas poetas, procurando seguir seus sites e/ou blogs e publicando suas produções nas janelas Prata da Casa (quando membro da ABLC e em Cordel de Saia convida (para poetas não membros da ABLC).

            Após levantamento, observamos que a Cordelteca – Memória da literatura de cordel, da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/Iphan/Minc, www.cnfcp.gov.br, tem hoje  mais de 80 poetas mulheres e 160 títulos.  As gestoras do blog Cordel de Saia têm sido constantemente procuradas por escolas, alunos universitários e professores em geral para subsidiar oficinas, tese de mestrado e doutorado, nos vários estados da federação. Estão disponíveis para eventos como palestras, recitais e oficinas. A pretensão não é ensinar a fazer poesia, mas divulgar a literatura de cordel como literatura que transcende os tempos e utilizá-la como ferramenta interdisciplinar nas escolas.

            A tese de mestrado de Doralice Alves de Queiroz, Mulheres cordelistas – percepção do universo feminino na literatura de cordel, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários, da UFMG, em 2006, analisa os perfis de mulheres no percurso da história da literatura oral e mais recentemente de cordel. Suas produções num reduto essencialmente masculino. Mas, não devemos esquecer que sempre coube a mulher a educação familiar, a transmissão dos conhecimentos e das tradições orais: cantigas, lendas, e costumes.

            A primeira mulher que publicou, em 1938, o fez sob pseudônimo masculino, somente a partir de 1970 é que se pode verificar a autoria feminina em publicação de folhetos de cordel. A figura da mulher sempre apareceu com características de – virtude, honestidade, beleza e, sob a ótica masculina e, com cunho moralizante. A mulher, na sociedade patriarcal, era reclusa, aos cuidados do lar e a educação dos filhos, à satisfação social do marido. Sua educação não ia além da possibilidade de contar histórias e contos de encantamento para os filhos, das cantigas de ninar; ler e escrever livros de receitas, quando muito. Valia o jargão: “se uma mulher aprende a ler, será capaz de receber cartas de amor”. A estrutura de reclusão era imposta de forma muito velada e justificada como “zelo familiar”. Havia os gêneros mais adequados para as mulheres, face à moral e os bons costumes. Ainda assim, algumas mulheres, neste jogo de poder burlavam a vigilância patriarcal ou dos maridos e apoderavam das formas poéticas executadas pelos homens Veja a quadrinha popular do início do século XX, abaixo:

“Menina que sabe muito
É menina atrapalhada,
Para ser mãe de família,
Saiba pouco, ou saiba nada.”

            A mulher, no início do século XX, quando os folhetos de cordel proliferaram no Nordeste, na ausência de jornais, rádios e televisão, era descrita como: princesa – obediente e calada diante dos valores paternos, da sociedade e da religião; mãe devotada, esposa exemplar - àquela que protege o lar e filhos dos perigos, defensora da moralidade. O contrário disso era descrito como perigos para a manutenção da estrutura família. A mulher que se atrevesse a elaborar versos de cordel, era vista como em luta contra o diabo, a serpente e, isto como castigo por suas ações. A prostituição é tema de contraponto relevante entre poetas para exemplificar e exaltar a virtude e castigar as atitudes “inadequadas para uma mulher”, dessa forma fazia-se valer os valores da moralidade vigente.

            Uma das primeiras descobertas de mulher escrevendo cordel foi o folheto publicado em 1938, sob o pseudônimo de Altino Alagoano, pseudônimo de Maria das Neves Batista Pimentel, filha do poeta e editor Francisco das Chagas Batista. Nestes primeiros momentos de composições femininas, elas ainda reproduzem os valores temáticos masculinos. Somente recentemente esses valores foram deixados de lado e as mulheres buscam firmar suas próprias visões do mundo e da sociedade. Dentre essas mulheres cito Salete Maria, Dalinha Catunda, que rompem com a acomodação feminina e “viram a mesa” em suas abordagens ousadas – ora de clamores por valores sociais não respeitados, denúncias políticas e, abordam também o caráter de humor – um dos marcos da poesia de Dalinha Catunda; Bastinha Job, poeta e professora, que leva a literatura de cordel para a Universidade, também preocupada com linguagem e temáticas femininas; Creusa Meira, que discute os problemas de uma sociedade em que a mulher ainda busca sua afirmação; Nelcimá de Moraes, também professora, que leva para seus alunos a musicalidade da poesia de cordel como ferramenta interdisciplinar; Josenir Lacerda, Anilda Figueiredo, dentre outras tantas mulheres que firmam a personalidade feminina no universo masculino da literatura de cordel.

Todas, com base em suas vivências, expõem as feridas de uma sociedade patriarcal e coalhada de hipocrisias e falsos moralismos.

Vejamos quem são estas mulheres poetas:

Salete Maria da Silva é cordelista, professora e advogada, necessariamente nesta ordem. Reside entre Juazeiro do Norte-Ceará e Salvador-Bahia (Brasil). Sua poesia é emancipatória e contra preconceitos. É apologista do pluralismo cultural. Seu trabalho é utilizado em cursos, palestras e debates. Suas temáticas são múltiplas, com destaque para as questões marginais e periféricas. Sua ênfase é nos direitos humanos, sobretudo de mulheres e homossexuais. Salete Maria é, principalmente, cordelírica total. Acompanhe um de seus muitos poemas, cuja temática central é a liberdade para a vida, em todas as suas manifestações:

Lugar de mulher

Do ponto onde me encontro
Na janela dum sobrado
Daqui donde me defronto
Com meu presente e passado
Fico metendo a colher
Do ‘meu lugar de mulher’
Neste mundão desgarrado

Do meu ângulo obtuso
Num canto da camarinha
Afrouxo um parafuso
Liberto uma andorinha
Desmancho uma estrutura
Arranco uma fechadura
Desmonto uma ladainha

Reza a história do mundo
Que mulher tem seu lugar
É um discurso ‘corcundo’
E prenhe de blá-blá-blá
Eu que ando em toda parte
Divulgo através da arte
Outro modo de pensar:

Lugar de mulher é quarto
Sala, bodega e avião
Lugar de mulher é mato
Cidade, praia e sertão
Lugar de mulher é zona
Do Estado do Arizona
À Vitória de Santo Antão

Lugar de mulher é sauna
Capela, bonde, motel
Lugar de mulher é fauna
Terreiro, campus, quartel
Lugar de mulher é casa
Seja na Faixa de Gaza
Ou no Morro do Borel

Lugar de mulher é cama
Seresta, parque, novena
Lugar de mulher é lama
Escola, laje, cinema
Lugar de mulher é ninho
Dos becos do Pelourinho
Às águas de Ipanema

Lugar de mulher é roça
Riacho, circo, cozinha
Lugar de mulher é bossa
Reisado, feira, lapinha
Lugar de mulher é chão
Das ruelas do Sudão
Às veredas da Serrinha

Lugar de mulher é mangue
Deserto, vila, mansão
Lugar de mulher é gangue
Novela, birô, oitão
Lugar de mulher é mar
Das praias do Canadá
Ao céu do Cazaquistão

Lugar de mulher é ponte
Trincheira, jardim, salão
Lugar de mulher é fonte
Indústria, baile, fogão
Lugar de mulher é mina
Do solo de Teresina
Ao Morro do Alemão

Lugar de mulher é barro
Palco, metrô e altar
Lugar de mulher é carro
Camarote, rede, bar
Lugar de mulher é trem
Dos caminhos de Belém
À serra do Quicuncá

Lugar de mulher é show
Favela, brejo e poder
Lugar de mulher é gol
Ringue, desfile e lazer
Lugar de mulher é creche
Das bandas de Marrakech
Às vilas do ABC

Lugar de mulher é serra
Obra, beco e parlamento
Lugar de mulher é guerra
Missa, teatro e convento
Lugar de mulher é pia
Das tendas de Andaluzia
À Santana do Livramento

Lugar de mulher é tudo
Por onde possa passar
Seja pequeno ou graúdo
Seja daqui ou de lá
Lugar de mulher é Terra
Mas não onde o gato enterra
O que precisa ocultar

Lugar de mulher é dentro
Mas também pode ser fora
Lugar de mulher é centro
Que a margem não ignora
Lugar de mulher é leste
Norte, sul, também oeste
De noite, tarde e aurora

De minha perspectiva
Mulher não tem ‘um lugar'
Onde quer que sobreviva
Pode ser seu habitat
Lugares existem zil
Eu mesma sou do Brasil
E vivo no Ceará!
(Salete Maria)

Dalinha Catunda, Maria de Lourdes Aragão Catunda, poeta popular, natural de sua Ipueiras, CE, de onde tira toda a sua inspiração, nos apresenta uma poesia leve e que brota da alma, borbulhante como água de uma fonte que nunca se esgota. Sua temática é sempre corajosa, carregada de humor e com rimas impecáveis. Sua criatividade/atividade é intensa, explode ao menor sinal. Basta cutucá-la com um tema qualquer, que logo começa um novo poema. Dalinha nos mostra o que mais a caracteriza poeticamente – versatilidade na criação temática, na arte da composição, da rima e da estruturação das orações. Seus versos fluem, com o humor, que lhe é peculiar. Nos versos abaixo, apresenta as demais poetas e fala de suas características mais peculiares. Os substantivos, verbos e adjetivos são próprios do linguajar feminino.

Saias no cordel
1
Sou poeta cordelista
Nascida lá no sertão.
Ipueiras é minha terra,
O Ceará é meu rincão.
Adoro ser nordestina.
Levo comigo uma sina,
Amar meu agreste chão.
2
Minha mãe fazia versos,
E gostava de declamar.
Foi professora primaria,
Com ela aprendi a rimar.
Ter gosto pela cultura,
Abraçar a literatura,
E o velho cordel amar.
3
E assim me fiz mulher
Abraçando a poesia.
Meu mundo encantado
Era cheio de magia.
Talvez um pouco irreal.
Mas para mim era ideal,
Pois era o que eu queria.
4
A mulher abriu caminhos,
Difíceis de percorrer.
Pôs os pés na estrada.
Pra demonstrar seu saber.
Foi bem grande sua luta
Mas ficar sempre oculta
Impossível conceber.
5
Durante muito tempo
Fomos só inspiração.
Musa que os poetas,
Traziam no coração.
Sonhávamos ter um dia
Nossa popular poesia
Com farta publicação
6
Não estou insinuando
Que a mulher não atuava.
Ela já fazia seus versos
Apenas não publicava.
Mostrava sua alegria
Nas rodas de cantorias
E aplauso conquistava.
7
Apesar do machismo,
A mulher se aventurou,
Mesmo analfabeta,
Entrou na roda e cantou
Sem ligar pro: ora veja!
Encarando as pelejas
O homem desafiou.
8
No livro “Cantadores”
Pra minha satisfação
Conheci cantadoras.
Uma chamou atenção
Por ser bem animada,
E cheia de presepada,
Zefinha do Chabocão!
9
Pelo Nordeste afora,
Nas rodas de cantoria,
Rita Medeiros cantava,
Chica Barrosa se via.
Até Maria Tebana,
Agia naquelas bandas,
E aplauso garantia.
10
Quando a mulher decidiu,
Por imprimir seu cordel.
Foi nome masculino,
Que ela botou no papel.
Essas pobres criaturas,
Sofriam com a tortura,
Do patriarcado cruel.
11
Mas tudo modificou,
Hoje a coisa é diferente.
O cordel está em festa
E a mulherada presente.
Homem agora é parceiro
Até virou companheiro,
No cordel e no repente.
12
Hoje as cordelistas,
Assumem seu lugar.
Na Bahia, Pernambuco,
Paraíba e Ceará.
O Nordeste brasileiro,
Há muito virou celeiro,
De mulheres a versejar.
13
Pelos cantos do Brasil,
A mulher faz poesia.
Temos em Juazeiro,
A boa Salete Maria.
Que audaz em sua meta,
Tem postura correta,
E desbanca hipocrisias.
14
Na Paraíba temos,
Nelcimá de Morais.
Mestra e cordelista.
É engajada demais.
Pesquisando o cordel,
A mulher e seu papel,
Em tempos medievais.
15
Já Josenir Lacerda,
Com Bastinha, é fato,
As duas são pioneiras
Da academia de Crato.
Trazem com devoção
O cordel no coração,
Dando a ele bom trato.
16
Tem Maísa Miranda,
É safra lá da Bahia.
Temos Ilza Bezerra
Recebendo honrarias.
O cordel está crescendo
Mulheres aparecendo,
Sa1ve os novos dias.
17
Muitas mulheres agem
Neste mundo do cordel.
Ativas e anônimas
Respeito cada papel.
Mas pra falar a verdade,
A minha felicidade
É vê-las rasgando o véu.
18
Pesquisadores buscam,
Nossa arte revelar
Cordel de boca em boca.
Chega a todo lugar.
Agora com a internet
Esta obra do Nordeste.
Ficará mais popular.
19
Eu sempre fui inquieta
E cheia das novidades.
Enxerida como que!
Para falar a verdade.
Amasiada com cordel,
Faço dele meu corcel,
E minha felicidade.
20
Sou Dalinha Catunda,
Não foi minha intenção,
Sobre o cordel feminino,
Fazer vasta explanação.
Só um parco recado:
Que se abra o mercado
Para nossa produção
(Dalinha Catunda)

Em minhas incursões na arte da poesia de cordel firmo a face da mulher como autora, com o poema A mulher e sua trilha, poema dedicado a Dalinha Catunda, que muito me estimula na arte da composição poética.

A mulher e sua trilha

Divina musa!  inspirai-me
Para narrar uma história
Que, os menestréis me contaram.
Mulheres de amor e glória,
Ilustraram os romances
De beleza e vitória
2
Meus poetas cordelistas
Hoje, venho vos narrar,
As histórias do passado,
De princesas vou falar,
Vivendo encasteladas,
Querendo o amor desfrutar
3
E muitas destas princesas
Em noites de escuridão
Choraram por seus amores
Naquela horrível prisão
Sonhando contos de fadas
De amores e paixão
4
Mas isto foi lá na Europa
Aqui a vida é mais dura
Não há príncipe encantado
Somente a desventura
Marcada pelo cangaço
E um mundo de amargura
5
Sem desfrutar do amor
Mulheres, quase meninas,
Transformaram suas vidas
Num castelo de ruínas
Filhas de pais muito austeros
Amargaram tristes sinas
6
E quando se rebelavam,
Seus pais desorientados
Reféns da ignorância
Davam-lhes as costas, coitados!
Sem imaginar que um dia
Sem preconceito ou pecados
7
Aquelas mesmas mulheres
Que lutaram por amores
De suas prisões voaram,
Superando suas dores
Cantando e trabalhando
Desenvolvendo pendores
8
Com amor e com trabalho
Conquistaram seu espaço
Ampliaram os horizontes
Vivendo sob o compasso
Do pensamento liberto
Nunca pensando em fracasso
9
Nosso mundo evolui
Hoje a mulher determina
Que norte dará à vida
Mesmo sendo nordestina
Não carrega o estigma
Daquela pobre menina
10
Tristes tempos do passado
Quando as meninas caseiras
Sem muita oportunidade
Só casamento e canseiras
Cheias de filhos, coitadas!
Era muita trabalheira
11
Hoje ela tem profissão
Escolhe a vida que quer
Sem preconceito que diga
Se meretriz, ou qualquer!
Conquistou a felicidade
O orgulho de ser mulher
12
No mercado de trabalho
Conquistou sua projeção
Em outros tempos diriam
Isso é conversação
Num mundo tão masculino
É mesmo pura invenção
13
Estatísticas demonstram
Em percentual seguro
A mulher ultrapassou
Da universidade, o muro
Soma número relevante
Demarcando o seu futuro
14
Além de educadoras,
De propensões naturais
São cientistas, sim senhor!
Estudam mapas astrais,
Olhos observadores,
Nos círculos celestiais
15
Antes os olhos só viam
Estrelas de romantismo...
Indagam solenes, agora,
Sobre o ambientalismo
Não esquecendo sequer,
De estudar o ecologismo...
16
São mulheres engajadas
Crescendo junto com os filhos,
Os companheiros percebem
Na profissão os seus brilhos
À braços com suas mulheres
Têm que andar nos trilhos
17
Com o futuro garantido
E sempre pra frente olhando
Uma vida mais tranqüila
Assim, vão assegurando,
Vivendo de seus trabalhos
Elas vão se orgulhando
18
São as mulheres de hoje
Cumprindo suas jornadas
São mães e profissionais
Caminhando nas estradas
Sustentando os seus lares
Amando e sendo amadas
(Rosário Pinto)
(Dedicado a Dalinha Catunda,
Mulher, guerreira e poeta popular)

A Academia dos Cordelistas do Crato – ACC tem em seu quadro de acadêmicos poetas como Josenir Lacerda, Bastinha Job, Anilda Figueiredo e Maria do Rosário Lustosa, que publicou, em versos, a história de Juazeiro do Norte, em 100 anos de Juazeiro, 2011, dentre tantas outras mulheres que se destacam no universo da literatura de cordel.


A opção por postar os poemas na íntegra é relevante para a continuidade da abordagem das temáticas que mais afetam o universo feminino - suas angústias, preocupações, reivindicações e posicionamentos diante das políticas públicas que legislam sobre a saúde a vida profissional e  familiar, os deveres e  direitos da mulher. 


Bibliografia:

Santos, Vanusa Mascarenhas. Estratégias de (in)visibilidade feminina no universo do cordel. In: V Enecult – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura: Faculdade de Comunição / UFBa, Salvador, BA, 27 A 29 DE MAIO DE 2009.

Silva, Salete Maria da. Lugar de mulher. [S.l.:s.n., 20--]

Dalinha Catunda [Maria de Lourdes Aragão Catunda]. Saias no cordel. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Literatura de Cordel, 2009. 8 p

Pinto, Maria Rosário. A mulher e sua trilha, 2010 (texto inédito)

Lustosa, Maria do Rosário. 100 anos de Juazeiro registrados em cordel. Juazeiro do Norte: SESC, 2011.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Amigos!!!! muito obrigada


Não posso deixar de agradecer tantos mimos. Afinal, nem sei se mereço tanto!!!! Vejam os versos abaixo:

UM MIMO PARA ROSINHA
*
No mês de maio nasceu,
Maria tinha de ser.
É frágil como uma rosa,
Mas sorrir do padecer.
Os seus sonhos contraria
Porém espalha alegria
Escondendo seu sofrer.
*
Rosa, Rosinha Rosário,
O seu mundo é um balão.
Entre um trago e um sorriso,
Desempenha sua missão.
Assim vai tocando a vida
Entre centrada e perdida
Sem querer perder o chão.
*
Hoje é seu aniversário,
Mais uma data querida.
Que Deus bendiga sempre
A estrada da sua vida
Que venha a tranquilidade
Trazendo a felicidade
Que, aos bons é prometida.
*
(Dalinha Catunda)

No momento que celebra
Dia primeiro de maio
Venho trazer um abraço
À minha amiga Rosário
Desejando-lhe alegria
Muitos anos de poesia
E um feliz aniversário!
Completar mais um ano é renovar
Sua vida com mais experiência
Juntar forças, querer, seguir, lutar
Aplaudir e abraçar a coerência.
Procurar ser tão simples quanto austero
Receber um abraço tão sincero
E o bem que pra mim eu tanto quero,
Lhe desejo com toda veemência.
Sávio Pinheiro
Rosário, vieste ao mundo
Numa data sem igual,
Pois o primeiro de maio
Sempre foi fundamental.
Portanto, muita alegria
Para você, neste dia,
De maneira cultural.

O tempo conta a idade,
Cada dia é uma cantiga,
Que revela uma verdade
Pra que assim a vida siga.
Ame o teu semelhante,
Tenha a paz como amiga!

A cada ano vivido
Aprende-se uma lição,
Que a vida só vale à pena
Se tu amas teu irmão.
Só assim tens recompensa,
Pois em ti, Deus, faz presença
E o amor faz-se razão.

Parabéns! Muita paz, saúde e dindim!
*

Não vou poder esquecer
Este seu aniversário
Você vai saber por que
oh, minha amiga Rosário
É que neste mesmo dia
Mamãe aniversaria
Neste santo mês de Maio

Parabéns, grande poeta e defensora do Cordel !
Muitos beijos para Dalinha e, todos os amigos que me mimaram, em verso ou em prosa.

Beijão

terça-feira, 24 de abril de 2012

1º de MAIO - dia do trabalho e do trabalhador

Recebi de Nando Poeta o link comemorativo do DIA DO TRABALHO, não deixe de assistir.  Obrigada Nando pela remessa. Vai ser postada bem no dia de meu aniviersário, 1º MAIO.
Nando faz uma viagem histórica pelos movimentos sociais por que passamos e retrata a luta de homens e mulheres pela liberdade e cidadania.

Veja o vídeo com o cordel sobre o 1º de Maio

Letra do Cordel Sobre o 1º de MAIO
Um abraço.
Nando Poeta.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Novos trens para o Rio de Janeiro, uma preocupação para Marly Balthazar

Marly Balthazar, poeta poplar, dedicadas às atividades mais corriqueiras e, já esquecidas do universo feminino, nos traz agora mais um poema em que ressalta o desejo de melhorias para a popularção do Rio de Janeiro, que utiliza os trens diariamente para seu deslocamento para o trabalho. Esperemos que o quadro ao lado possa mudar algum dia..
A FELICIDADE COMPLETA

I

Amanheceu um lindo dia!

Com vigor e disposição

Vou para o meu trabalho,

Com grande satisfação,

Logo entrarei no trem

Como um bom cidadão.


II

Os passageiros ordeiros

Aguardam pra embarcar,

No trem novo, confortável

Que acabara de chegar,

Com lugar suficiente

Para bem acomodar.


III

O embarque acontece

Com toda tranqüilidade.

Já nos ônibus também,

Há lugares à vontade,

Conforto refrigerado,

Transporte de qualidade !


IV

No emprego, companheiros,

O chefe, bem camarada,

Trata a todos com respeito,

Gosta da rapaziada.

Ambiente agradável

É produção redobrada.



V

Para tratar da saúde,

Hospitais bem equipados.

No atendimento ao público,

Auxiliares delicados.

Atendidos com presteza

Em pouco, recuperados.


VI

No trânsito, a educação,

É fator predominante,

Os avisos obedecidos

Uma atitude constante.

Não se usa o celular,

Quando se está ao volante !


VII

Quanto ao uso da bebida,

Lei seca” obedecida.

Uma ou duas cervejas

E direção proibida !

Ocorrência de acidentes,

É bastante reduzida.


VIII

Com perfeita segurança,

Sempre podemos contar

Sob a proteção da lei,

Seja na rua ou no lar.

Gozar de tranquilidade

Sem com que, se preocupar.


IX

O ensino é garantido

Isento de pagamento,

Crianças todas na escola,

Com bom aproveitamento.

Pro futuro preparadas,

Seu melhor investimento !


X

Eis assim uma cidade,

Que só elogios merece,

Limpeza por toda parte,

Segurança oferece.

Educação , gentileza,

Total ausência de estresse.


XI

Como vê, quase milagre

Existir este perfil.

Se leu e acreditou,

Siga um conselho sutil.

Veja no seu calendário:

-- Caiu ! Primeiro de abril !


(Marly Balthazar)

Março/2012
Deixe AQUI seus comentários ou os envia para:
marbalthazar@hotmail.com ou para
cordeldesaia@gmail.com

quinta-feira, 22 de março de 2012

Correspondências felinas


Recebi da amiga Frida,
Um presente especial.
Ela vive tão distante,
Mas é fiel e leal.
Para as amigas do Crato
Envio o meu retrato,
Com carinho especial.
*
Frida, querida amiga,
Que presentinho legal!
Nem sei mesmo o que dizer,
Talvez, apenas "miau"
Você é muito levada
Eu, por cá, não digo nada,
Mamãe acha genial.
*
*Mordo as pernas do papai
E da mamãe também,
Ele fica irritado,
Mas sei que ele me quer bem:
Grita, berra, corre atrás,
As vezes, parece voraz,
Mas ainda sou seu bem!

(Benvinda Ferrerinha Amador - pelos dedinhos da mamãe)
Rio de Janeiro, março de 2012

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Frida, me aguarde, já estou de malas prontas!!!!!
AH! vou levar meu tapetinho mágico!

terça-feira, 20 de março de 2012

História feita de emoção, por Maria do Rosário Lustosa

Há algum tempo matutava em fazer uma nota para a obra de Maria do Rosário Lustosa, poeta popular, natural de Juazeiro do Norte, é cordelista daquelas de “musa cheia”, como diziam os primeiros poetas, que trouxe a lume uma publicação primorosa, em que narra em sextilhas, de sete sílabas métricas a saga da formação da cidade de Juazeiro do Norte, desde os seus primórdios, quando era apenas um simples povoado, até nossos dias em que se mostra produtiva e esplendorosa.

Inicia sua trajetória em versos situando a geografia privilegiada da zona do Cariri, desde o início do século XVII. Fala da presença dos índios que deram origem ao nome CARIRI. Enumera todas as regiões e suas riquezas naturais e de terras agricultáveis, constituindo um grande Parque em biodiversidade.

Seu livro é dedicado ao povo de Juazeiro, ao padre Cícero Romão Batista e aos romeiros, que para lá acorreram e acorrem até os dias atuais em agradecimento às beneces obtidas, por meio do padre Cícero. Levam oferendas e acampam na cidade em orações.

A cidade teve início, como nos conta a autora com a chegada do padre Pedro Ribeiro, com a construção de um pequeno vilarejo ao lado de três juazeiros. Ali foi construída uma capelinha, que mais tarde se tornaria a Matriz de Juazeiro.
Em 1830, o lugarejo torna-se povoado e em 1837, chega ao povoado o padre Cícero Romão Batista, mais que um homem, um mito, com a missão divina de transformá-lo em cidade.

A vida do padre Cícero é cercada de mistérios, como toda aquela região. Em 1889, configura-se o milagre da hóstia, que mudaria para sempre a rotina de Juazeiro do Norte e a vida do padre Cícero, quando Maria de Araújo ao comungar pelas mãos do padre, verte sangue em sua boca - configura-se o milagre da hóstia. Desde então, para lá acorrem romeiros de todo o Nordeste e do país em busca de curas para seus males e conforto para os infortúnios. Buscam alcançar as graças mais básicas da condição humana – saúde, alimento, trabalho e paz.

A fama do padre capaz de realizar milagres cruzou o país e as fronteiras. Os episódios chegam à cúpula da Igreja Católica, que decide pela excomunhão do padre Cícero. Apesar de tudo, o povo não abdica de seguí-lo e aceitar seus conselhos, devotando-lhe total lealdade.

Maria do Rosário Lustosa dedicou anos a esta pesquisa que possibilitou narrar toda a saga de uma cidade e seu principal representante – sua formação, as características geográficas, culturais e sociais da população que ali fixou raízes - as personalidades que contribuíram para o engrandecimento do lugar e afirmação da sua reputação. Foram médicos, comerciantes, fazendeiros e, até mesmo bandoleiros.

Toda a narrativa em versos é fértil em informação, documentação e recheada de emoção. Página a página somam-se os fatos mais significativos que constituem a bela história de Juazeiro do Norte. É uma leitura leve, porque em versos rimados e metrificados, mas DENSA em emoções, deixando claro que a cidade está de portas abertas para receber romeiros e visitante curiosos pela vida do padre que fez de Juazeiro do Norte uma das cidades mais importantes da zona do Cariri.

Ler os versos de Maria do Rosário Lustosa informa, esclarece fatos e, principalmente EMOCIONA! Para ela fica o singelo acróstico:

Rosário Lustosa é
Organizada nos versos,
Soma amor e emoção.
Assídua, sem controversos.
Real em suas pesquisas,
Intervenções bem concisas,
Os poemas são diversos 
*
Luta pela história.
Usa de sua memória.
Salve seu Juazeiro!
Toma nota decisória.
Ousada em seu diário.
Segue o abecedário,
Acompanha a trajetória.
(Maria Rosário Pinto, sua Xará)
Rio, 20 de março de 2012.

Deixe AQUI seu comentário ou envie para cordeldesaia@gmail.com,para adquirir: rosariodocordel@hotmail.com

quinta-feira, 15 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher no Cordel de Saia



Homenagem às 
mulheres da cultura pupular brasileira





CORDEL DE SAIA vem a público divulgar a participação das mulheres como poetas e artesãs que construíram e constroem a história da cultura popular brasileira, através de suas memória (causos, poesias, depoimentos em recortes de jornais e atividades artesanais).
Abra os links assinalados nos títulos de folhetos
A Biblioteca Amadeu Amaral, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular disponibiliza em mídia digital, no Portal www.cnfcp.gov.br, seus acervos de recortes de jornais (Hemeroteca), folhetos de cordel (Cordelteca), xilogravuras (Xiloteca), Catálogos da Sala do Artista Popular (SAP) e Revista Brasileira de Folclore. Os projetos têm como objetivo difundir os acervos junto a instituições similares, bem como para pesquisadores nacionais e do exterior e a todos os interessados na área de conhecimento da cultura popular.*
A Cordelteca – Memória da literatura de cordel, da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP tem sob sua guarda, hoje, mais de 10.000 títulos (considerando-se as edições distintas), dos quais 5.539 já digitalizados e disponíveis para leitura on-line, a partir da Base de Dados do Portal do CNFCP - www.cnfcp.gov.br. Estamos com material pronto para a 4ª etapa de digitalização, que esperamos realizar ainda neste ano. Acreditamos que atingiremos a marca dos 12.000 títulos.Temos 45 poetas mulheres com 158 títulos. É mote para boas pesquisas.
Aqueles(as) poetas que desejarem depositar na Cordelteca/BAA/CNFCP seus folhetos e publicações sobre literatura de cordel, INFORMAMOS que esta biblioteca é a única especializada em folclore e cultura popular, com mais de 200 mil documentos, dentre, livros, periódicos, monografias, discos em vinil, Cds e DVDs, além de folhetos de cordel
CLIC nos LINKs para fazer suas leituras on-line. É vedado todo e qualquer tipo de copiagem. Para tanto exitem no Portal, Texto para baixar, a Revista Brasileira de Folclore, com 42 fascículos, os Catálogos da Sala do Artista Popular/SAP, com mais de 170 catálogos.
Com a listagem abaixo, esperamos contribuir para a divulgação das mulheres poetas que de "musas", passaram a autoras, editando seus títulos, decidindo suas temáticas e suas modalalidades, bem como das artesãs, que participaram das Salas do Artista Popular. Afinal, elas sempre foram as responsáveis pelas tradições da oralidade, desde a maternidade.
Leia mais no link abaixo e observe seus títulos na memória da literatura de cordel: 
Texto: Rosário Pinto

quinta-feira, 8 de março de 2012

Antologia do Cordel Brasileiro, por Marco Haurélio

 ANTOLOGIA DO CORDEL BRASILEIRO
Organização de Marco Haurélio

CORDEL DE SAIA apresenta mais uma das movimentações da literatura de cordel por todo o país (de norte a sul, leste a oeste, este gênero de literário é cada vez mais produzido, estudado e os grandes pesquisadores organizam antologias com os grandes nomes, seja dos primeiros tempos, sejas das atuais produções). É o que acaba de fazer nosso amigo Marco Haurélio com o lançamento da Antologia do cordel brasileiro. Uma publicação da Global Editora, com o melhor da produção dos primeiros tempos da literatura de cordel no Brasil, quando ela, efetivamente, ganhou sua identidade essencialmente brasileira.
Portanto, fique atento: sábado, dia 17 de março, todos estão convidados. O evento contará com sarau, na Livraria da Vila, à rua Fradique Coutinho, 915, São Paulo. O livro será também autografado por Pedro Monteiro, autor de João Grilo, um presepeiro no palácio, romance picaresco que integra a antologia.
Para você que está fora de São Paulo anote as referências da obra e, procure em breve nas melhores livrarias.
 

Querida Rosário Pinto,
Quero aqui agradecer
A divulgação e a força,
E para todos dizer:
Quem for à Vila no sábado
Não irá se arrepender.
Título: Antologia do cordel brasileiro
Organização: Marco Haurélio
Páginas: 256
Preço: R$ 37,00
Público-alvo: estudiosos e pesquisadores da área e público em geral.
Faça contato com Guilherme Loureiro
Assessor de imprensa
Global Editora / Editora Gaia / Gaudi Editorial
Rua Pirapitingui, 11 - Liberdade
01508-020 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3382-5802 / (11) 3277-7999 - ramal 209
www.globaleditora.com.br
guilherme@globaleditora.com.br

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cordeldesaia@gmail.com 

Título:                    ANTOLOGIA DO CORDEL BRASILEIRO
Organização:          MARCO HAURÉLIO
Editor:                   Gustavo Henrique Tuna
Páginas:                 256
Preço:                    R$ 37,00                                                                                  
Público-alvo:          Público em geral, sobretudo estudiosos e pesquisadores da cultura popular
   
 Cosulte mais detalhes:
 Marco Haurélio
Fones: (11) 8347 4357
                  2769 6252 (casa)
                  2215 6252 (ed. Nova Alexandria)
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