Sorriso largo...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Preparação Sítio ABLC


Caros amigos,

Convidada por Fernando Assumpção, Gestor de Projetos da ABLC e responsável pela classificação do Projeto - Revitalização do Sitio: www.ablc.com.brpremiado no Edital de Concurso Público nº 4/2010 – Edição Patativa do Assaré - 2010, na categoria Difusão – Iniciativas Existentes, conquistando o primeiro lugar, com 92 pontos, para montar as memórias poéticas do Quadro de Acadêmicos da ABLC, me vi junta e misturada com muitas histórias de vida e de poesia. Pois é... neste trabalho em busca de fazer o melhor de nós... lembrei de um biografia que preparei e comecei a colocá-la em forma mais sucinta. E qual é essa memória? De ninguém mais do que José Soares, o poeta repórter. Decidi, então, trazê-la inteira para vocês. Extraída de pesquisa em seus folhetos e em biografias publicadas, deixo aqui esse relato:

José Soares, o poeta repórter

A literatura de cordel, em suas várias vertentes temática aborda os fatos do cotidiano local e do mundo – o que os estudiosos e também os poetas chama de literatura de acontecidos, de época ou jornalística.
O poeta paraibano José Francisco Soares, (1914 – 1981), se especializou no viés jornalístico da literatura de cordel e, podemos afirmar que foi o maior poeta desse gênero no Brasil, daí ter recebido a alcunha de “o poeta repórter”.  Suas obras foram centradas na notícia, lia vários jornais diariamente, além de ouvir programas de rádio para manter-se no foco dos principais acontecimentos.A partir de suas leituras fazia a análise dos acontecimentos. Era perito em identificar notícias que despertavam o interesse de seus leitores e recriá-las na forma poética, produzindo folhetos com uma rapidez nunca vista, para vendê-los enquanto a notícia não caia no esquecimento. Desde a infância estava mergulhado na literatura de cordel, tinha familiares envolvidos com a composição poética, como seu primo, o violeiro Agostinho Lopes dos Santos e seu tio Inácio da Catingueira, um dos mais célebres cantadores do Nordeste de todos os tempos. Quando criança passou mais tempo nas feiras e mercados, fazendo biscates e ouvindo os cantadores e poetas.
 Na maturidade, escreveu folheto autobiográfico (escrito na terceira pessoa), no qual relata a memória dos tempos em que acompanhava poetas e cantadores nas feiras:

 “ Quando ele viu na feira
Aquela roda de gente
Se esquecia de tudo
Saía ligeiramente
Pra ver se era folhetos
Ou cantador de repente

Se acaso fosse um poeta
Cantando um livro engraçado
Ele não sentia fome
Ficava lá escorado
E só saía no fim
Quando visse o resultado.”


José Soares não foi apenas o poeta da notícia. Escreveu folhetos sob a temática do gracejo, histórias de milagres, relatos da vida dos sertanejos e teve uma vasta produção sobre uma de suas grandes paixões – o futebol. Como a maioria dos poetas de sua época, além de escrever participava de todo o processo de produção do folheto: criação, composição gráfica, impressão, divulgação e venda. Era comum vê-lo à porta de estádios de futebol com o folheto do jogo, que acabara de se realizar. Sua veia jornalística propiciava-lhe aprontar o folheto com antecedência, deixando apenas o título e o resultado para serem preenchidos.
Publicou seu primeiro folheto aos 14 anos, intitulado Descrição do Brasil por estados. Aos quinze anos fica órfão de pai e mãe e se vê responsável pelos irmãos e todo o sustendo da família. Poeta como Manuel D'Almeida Filho e Manoel Camilo dos Santos foram grandes incentivadores do jovem poeta. Como era difícil viver só de poesia, trabalhou em várias atividades, mas dedicou-se mais à de pedreiro, em Recife, Rio de Janeiro e Niterói, entre outras cidades.
Em 1958, alugou um espaço ao lado do Mercado São José, em Recife, para instalar sua banca de revistas, para a qual deu o nome de Barraca Tricolor, em homenagem ao seu time do coração, o Santa Cruz. Estava feito! Com um banca de jornais podia fartar-se de ler e se abastecer de notícias para a criação de seus versos e venda de folhetos. Em 1969, torna-se editor de folhetos, estabelecendo a Gráfica Tricolor, em Casa Amarela. Constituiu uma ampla rede de distribuidores por todo o nordeste.
Aliás, a distribuição de folhetos por revendedores e cegos cantadores em praças, constituiu uma fonte de economia, mesmo com pequenos ganhos o poeta manteve a si e a outros, como folheteiros, cegos e revendedores/distribuidores em outros municípios e mesmo outros estados. Esta posição nos evidencia o caráter de solidariedade do poeta de cordel.
A rapidez e o sucesso conquistados na confecção dos folhetos despertaram o interesse de políticos, que faziam encomendas nas ocasiões de campanhas eleitorais. José Soares nunca declamava ou cantava, era um tradicional “poeta de bancada”.
Como todo poeta de cordel, nunca teve vida tranquila ou sedentária. Casou-se 3 vezes e teve muitos filhos. Do terceiro casamento foram seis filhos, um dos quais herdou o dom da arte popular-, o xilógrafo e poeta Marcelo Soares, que desde muito pequeno o acompanhava na venda dos cordéis.
Outro folheto de grande receptividade foi o A morte do bispo de Garanhuns, Dom Expedito Lopes, que vendeu mais de 108 mil exemplares, em que disse:

“ Garanhuns esta de luto:
Numa bisonha manhã
Foi morto dom Expedito,
Um bispo de alma sã,
Pelo revolver dum padre
Partidário de Satã.

Sim, leitores esse padre,
Com seu instinto pagão,
Com três tiros de revolver
Prostrou sem vida no chão
A dom Expedito Lopes,
Príncipe da religião.”

José Soares sabia cativar seus leitores com a qualidade de seus versos, fosse pelas rimas, métricas e orações. Empregava metáforas simples, mas capazes de despertar emoções. Vejam os versos:

“ Dom Expedito gemia
Se contorcendo de dores;
Ele, sendo tão pacato,
Nunca pensou em horrores;
Estava em leito de espinhos
Quem tanto cuidou de flores!”


Nas duas últimas estrofes desse título, José Soares demonstra toda a sua maestria compondo em setilhas, dando mais força à conclusão do folheto.

“ O mundo é um vale de lágrimas,
A morte, temos por certo;
Nossa vida é por enquanto,
Nosso túmulo vivo aberto;
Contente o bispo vivia
Porque ainda não sabia
Que a morte estava tão perto.

Termino caros leitores,
Nada mais tenho a dizer;
O triste acontecimento
Estou disposto a vender;
De um jornal escrevi,
Porque lá não assisti:
Melhor não pude fazer.”

Nos últimos anos de sua vida, tinha a saúde bastante abalada, mas não esmorecia na produção de folhetos, o último título publicado foi O incêndio das barracas de fogos em Garanhuns, concluído duas semanas antes de sua morte. Morreu, em 1981, em Timbaúba, onde vivia nos últimos anos.
Teríamos ainda muito a dizer dessa passagem tão rica que foi a vida e a obra de José Francisco Soares, José Soares ou Zé Soares, mas SEMPRE, o poeta repórter!!!!!

Maria Rosário Pinto
2010

Visite também:
http://cordeldesaia.blospot.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com
e a partir deste final de ano
www.ablc.com.br

domingo, 18 de dezembro de 2011

BATE O SINO PEQUENINO!!!

Recebi da amiga Beth Baltar, de João Pessoa, PB, o belo e acalentador vídeo de Natal, produzido por Luigi Bertolli com participação de artista nordestinos. 
Deleitem-se

ACONTECEU !!!


A Academia de Literatura de Cordel – ABLC lançou, dia 15 de dezembro, 2011, às 16:00 h, no auditório do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, o projeto de Revitalização do Sítio da ABLC – www.ablc.com.br – projeto premiado em 1º lugar pelo Edital Patativa do Assaré – 2010, publicado pelo MinC. Implementado por Fernando Assumpção, gestor de projetos da ABLC. A nova roupagem agradou o público presente pela diversidade de conteúdos e pela fácil navegabilidade.

O encontro foi aberto por Fernando e a mesa composta pelo presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva e Marisa Colnago Coelho, diretora da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/Iphan/MinC.  Contou com a presença de poetas do quadro acadêmico: o poeta Dideus Sales, que tomará posse neste sábado na cadeira de Rodolfo Coelho Cavalcante, deixada pela saudosa Wanda Brawer; João Batista Melo; e, Dalinha Catunda.

Presentes ao evento as senhoras Madalena Diégues, filha do folclorista e escritor Manuel Diégues Júnior, cujo centenário será comemorado pelo CNFCP, em 2012; e, Debra McKern, representante da Library of Congress, no Rio de Janeiro, que vem realizando um trabalho de captura, autorizada, de páginas da literatura de cordel, na internet, com o objetivo de guarda e divulgação da memória dessa vertente da cultura popular.

À hora da confraternização, estabelecemos contatos e animadas conversas sobre a força da literatura de cordel nos dias atuais, seja pela multiplicidade de poetas que publicam seus versos on-line, seja pela ampliação do parque editorial que se dedica a publicação de folhetos de cordel em todo o país.

Navegue:


BOAS PESQUISAS!

BOAS FESTAS!!!

Texto e foto: Rosário Pinto

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ACONTECEU!!!

(Fernando Assumpção)
A Academia de Literatura de Cordel – ABLC lançou, dia 15 de dezembro, 2011, às 16:00 h, no auditório do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, o projeto de Revitalização do Sítio da ABLC – www.ablc.com.br – projeto premiado em 1º lugar pelo Edital Patativa do Assaré – 2010, publicado pelo MinC. Implementado por Fernando Assumpção, gestor de projetos da ABLC. A nova roupagem agradou o público presente pela diversidade de conteúdos e pela fácil navegabilidade.
(Página Projetos)
O encontro foi aberto por Fernando e a mesa composta pelo presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva e Marisa Colnago Coelho, diretora da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/Iphan/MinC.  Contou com a presença de poetas do quadro acadêmico: o poeta Dideus Sales, que tomará posse neste sábado na cadeira de Rodolfo Coelho Cavalcante, deixada pela saudosa Wanda Brawer; João Batista Melo; e, Dalinha Catunda.
(Debra McKern, Gonçalo, Dalinha, Fernando, Rosário e Dideus)
Presentes ao evento as senhoras Madalena Diégues, filha do folclorista e escritor Manuel Diégues Júnior, cujo centenário será comemorado pelo CNFCP, em 2012; e, Debra McKern, representante da Library of Congress, no Rio de Janeiro, que vem realizando um trabalho de captura, autorizada, de páginas da literatura de cordel, na internet, com o objetivo de guarda e divulgação da memória dessa vertente da cultura popular.
(Página de Notícias)
À hora da confraternização, estabelecemos contatos e animadas conversas sobre a força da literatura de cordel nos dias atuais, seja pela multiplicidade de poetas que publicam seus versos on-line, seja pela ampliação do parque editorial que se dedica a publicação de folhetos de cordel em todo o país.
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Navegue:
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Revitalização Site ABLC 15 dez 2011

Caros amigos e parceiros,

 A Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC tem a honra de
convidá-los para o lançamento da Revitalização do Sitio: www.ablc.com.br,
premiado no Edital de Concurso Público nº 4/2010 – Edição Patativa do
Assaré - 2010, na categoria Difusão – Iniciativas Existentes, conquistando
o primeiro lugar, com 92 pontos. O projeto foi implementado por Fernando
Assumpção, Gestor de Projetos da ABLC.


 A ABLC conta com a inestimável parceria do Centro Nacional de Folclore e

Cultura Popular/Iphan/MinC na realização do evento, no Auditório do Museu

de Folclore Edison Carneiro, dia 15 de dezembro de 2011, às 17:00 horas.
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Sua presença nos é fundamental!
ADQUIRA
100 Cordéis Históricos Segundo a ABLC
Editora:
 Queima-Bucha
Formato: 21 X 28
Páginas: 568
Capa: Papel Triplex 350g 2 cores
Miolo: Papel Off-Set 90g P/B
Preço: R$ 50,00 (caixa com dois volumes)
Para envio por Correios será acrescentado o valor correspondente para cada cidade.
A coleção está à venda pelo e-mail 100cordeis@ablc.com.br.
Visite:
www.ablc.com.br
http://cordeldesaia.blogspot.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Feira da Providência - uma conquista de Fernando Assumpção

Caros amigos,
Sem sombra de dúvidas esta exposição na Feira da Providência foi uma grande conquista, claro, devemos agradecer ao empreendedorismo de nosso querido Gestor de Projetos Fernando Assumpção. Não lhe falta folego para novos ideias e eventos. Tê-lo na ABLC é uma das grandes conquistas dos últimos anos. Já empreendeu mais de 5 projetos todos aprovados e executados com sucesso. A ABLC dia após dia marca seu nome nos espaços públicos do Rio de Janeiro e dos estados, com frequentes viagens de seu presidente para palestras, inaugurações de Cordeltecas e outras atividades. 
Rosário Pinto
Foto: Dalinha Catunda
Navegue sempre em:
http://cordeldesaia.blogspot.com
http://cantinhodadalinha.blogspot.com

domingo, 4 de dezembro de 2011

Caros poetas,


Realizada reunião no Consulado Americano em 30/11/2011, entre as instituições: Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC; Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP; Fundação Biblioteca Nacional; Fundação Casa de Rui Barbosa; e, com Dalinha Catunda, uma das gestoras do blog Cordel de Saia. Ficou marcado, no encontro, parceria de conhecimentos e contatos entre as instituições como objetivo de oferecer alguns sites e/ou blogs de nossa listagem de Favoritos para a Labrary of Congress, que fará contatos com os senhores, pois desenvolve o 
Projeto Web Archiving?, cujo objetivo é catalogar páginas na internet que se referem à literatura de cordel, com vistas à guarda, divulgação e pesquisas de acervos on-line, ferramenta que vem encantando o mundo da literatura de cordel. Para tanto, fará contatos via emails, telefones com cada poeta. Portanto, aguardem um comunicado das Senhoras Frida Garbati fridag@loc.gov e/ou Debra Mckern dmck@loc.gov.
* 
O email que receberão virá de webcapture@loc.gov
* 
Anote o endereço abaixo:
*
Library of Congress, Rio Office
Edifício do Consulado Geral Americano
Av. Presidente Wilson, 147/3º andar
20030-020  Rio de Janeiro, RJ
Brazil
Tel.: 55-21-3823-2311
Fax: 55-21-3823-2333

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Texto e foto: Rosário Pinto
Navegue, além de nossos Favoritos, em 
Cantinho da Dalinha
http://cantinhodadalinha.blogspot.com
e
Cordeldesaia
http://cordeldesaia.blogspot.com

sábado, 3 de dezembro de 2011

REUNIÃO NA BIBLIOTECA NACIONAL
Caderno técnico, nº 1 - Catalogação de folhetos de cordel, CNFCP, 2002
CLIC no link abaixo e leia na íntegra

Ontem dia 30 de novembro, estive a convite da Biblioteca Nacional participando de uma reunião onde foi discutido o interesse da Biblioteca Nacional em atualizar seu acervo de cordel.

Com os olhos voltados para esta literatura, novas janelas serão abertas dando visibilidade à cultura popular. Além do acervo impresso, entre outros projetos, a biblioteca pretende catalogar blogs e sites de cordel e disponibilizá-los na internet.

A Biblioteca Nacional trabalhará em parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa, o CNFCP – Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, com a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel que doará cordéis duplicados de seu acervo para o Depósito Legal. Como também doarão, Casa Rui Barbosa e o CNFCP que estavam presentes na reunião dando início a uma grande campanha a favor do cordel.

Da direita para esquerda, na foto, os participantes da reunião:
Marisa Colnago Coelho - CNFCP,
Ângela Monteiro Bettencourt – Biblioteca Nacional
Dalinha Catunda - Cordel de Saia
Milena Viana - Biblioteca Nacional
Vinícius Pontes Martins - Biblioteca Nacional.
Dilza Bastos - Fundação Casa de Rui Barbosa
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Texto: Dalinha Catunda
Foto: Rosário Pinto
Visite também:

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

FUXICO NA FEIRA DA PROVIDÊNCIA

Caros amigos(as) poetas,

Cordel de Saia recebeu de Fernando Assumpção, Academia Brasileira de Literatura de Cordel – Conselho Consultivo, a Agenda de participação dos poetas que já confirmaram presença na Feira da Providência, que ocorrerá nas datas abaixo:

Dia 01/12 – 5ª feira
14:00 h – Separo Campelo;
16:00 h – Dalinha Catunda; e,
18:00 h – Rosário Pinto

Dia 02/12 – 6ª feira
14:00 h – João Batista Melo;
16:00 h – Ivamberto Albuquerque e,
20:00 h – William J. G. Pinto

Dia 03/12 – Sábado
16:00 h – Gonçalo Ferreira da Silva; e,
18:00 h – Chico Salles

Dia 04/12 – Domingo
14:00 h – Manoel Santamaría;
16:00 h – Sergival Silva; e,
18:00 h – João Batista Melo

O espaço será inteiramente dedicado à literatura de cordel, onde os poetas poderão fazer lançamentos de novos títulos de livros, folhetos, cds, dvds, xilogravuras; e, receberão o público visitante com músicas, declamações, recitais e, muita conversa com aqueles que desejarem conhecer melhor esta literatura que chegou nos baús dos descobridores e aqui ganhou fisionomia e identidade própria, constituindo um gênero literário, genuinamente brasileiro.

Aportou na Bahia e estendeu-se sertão a dentro, inicialmente na voz dos cantadores e, posteriormente, com a chegada da Imprensa no Brasil, Leandro Gomes de Barros, um dos pioneiros na edição de e distribuição de folhetos de cordel, abriu espaço para folheteiros e distribuidores. Os livretos, romances, como eram chamados, adentraram o Nordeste Brasileiro no lombo de animais e no curso dos rios. A expansão originou a criação de novas modalidades e, a transposição de temáticas europeias para as que retrataram a realidade nordestina no início do século XX. Mas, como disse Franklim Maxado Nordestino, em O cordel do cordel, 1981 - não ficou só Nordeste, viajou com o retirantes nas carroceiras de caminhões para o Sul do país e daí para todas as regiões, onde houvesse o aceno de melhores condições de vida. Hoje a literatura de cordel caminha célere de norte a sul, leste a oeste do país.

Conquistou o reconhecimento acadêmico e artístico. É mote de outras manifestações culturais e transcende espaço, tempo e região, o que a torna, incontestavelmente, gênero literário.

O cordel sempre esteve
Nas feiras lá do sertão.
Mas anda ganhando asas
Voando lá do torrão.
Tá no Rio de Janeiro,
Causando uma sensação

No espaço São Cristóvão
E também na Providência.
Esticando seu barbante,
Pousando com excelência.
Amigo! Vá visitar
A Feira da Providência.

Lá ganhou lugar cativo
Próximo ano estará lá
Exibindo as culturas
As daqui e as de lá
O barbante virou rede
Misturando lá e cá
(Rosário Pinto)
Venha ouvir os poetas!!!
Temos muitas histórias para contar, cantar e encantar - seja em verso ou em prosa.
Texto e foto: Rosário Pinto

domingo, 9 de outubro de 2011

Concurso Cordel Contemporaneo - adiado

Recebi este informe do Diretor Cultural da ABLC e repasso aos confrades. 




Companheiros,
Precisamos disponibilizar este comunicado em todos os sites e blogs afins, para dar abrangência necossária ao fato. E isto deve ser feito o mais rápido possível.
Transcrevo abaixo, o texto que enviamos para todos sobre o adiamento do evento. Pedimos compreensão e divulgação:

Prezados,
Vimos aqui informar a todos, a decisão conjunta das Instituições: FUNDARPE, ABLC e ACLC, em adiar para os dias 28 e 29 de outubro, a programação original dos eventos evidenciados acima, devido principalmente a atual greve dos CORREIOS, pois inumeros Concorrentes do Concurso de Litratura de Cordel, de todo Brasil não tinham confirmados a entrega da suas inscrições.
Assim solictamos a todos os envolvidos e colaboradores em promover e divulgação esta notícia, que trará desencontros para alguns, mais certamente será mais justa para todos.
As programações serão as mesmas, conforme releases em anexos, transferendo-seapenas as datas. A divulgação dos inscritos classificados será feita no próximo dia 20.
Direção Cultural - ABLC.
Chico Salles.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Salto para o futuro - documentário

Participação na programação de Salto para o Futuro, observe os links.


Clique nos links abaixo para assistir aos programas da série Literatura de Cordel e Escola, do Salto para o Futuro.

Série Literatura de Cordel e Escola
Programa 1 – Origens da Literatura de Cordel
Programa 2 – Temáticas e Características da Literatura de CordelPrograma 3 – Cordel: da Feira à Sala de Aula
Programa 4 – Outros Olhares sobre Literatura de CordelPrograma 5 – Literatura de Cordel em Debate
Boletim Salto para o Futuro - Literatura de Cordel e Escola

Visite também:
http://cordeldesaia.blogspot.com
E acompanhe as notícias e o crescimento dos acervos da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/Iphan/MinC
Dê uma chegadinha em http://cantinhodadalinha.blogspot.com

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

MATEUS É ESPECIAL - DIA DA CRIANÇA

MATEUS É ESPECIAL

Neste Dia da Criança
que é dia universal,
quero homenagear,
um menino bem legal.
Ele é o meu Mateus:
uma criança especial.
*
Uma criança feliz,
buscando de nós, carinho.
Aprende as primeiras letras
Ao longo do seu caminho.
Vive sempre muito alegre.
É um bravo rapazinho
*
Ele veio ajudar,
a compreender o amor,
que trouxe pra espalhar.
Não sabemos o que é dor,
quando em sua companhia
Só recebemos calor
*
Nos ensina a cada dia,
Conhecer a diferença.
O amor que nos dedica,
só aumenta nossa crença:
que só o amor constrói”.
Nunca a indiferença.
*
Uma criança com down,
que marca a nossa lida.
Não pelo medo e pânico,
mas pela vida aguerrida.
A alegria é tamanha.
É grande exemplo de vida.
*
Preenche nossas lacunas
e nos dá grande lição:
felicidade possível,
quando não há distinção,
entre os filhos que temos,
só alegra o coração.
*
Salve, querido Mateus,
de amor, incondicional,
ampliando horizontes,
de uma vida fraternal.
Ele sempre nos ensina:
o que é ser especial.

(Dedicado a Mateus Freitas Pinto, meu sobrinho)

RIO, setembro, 2011
Registro, com emoção, o depoimento do amigo e poeta piauiense, radicado em São Paulo, PEDRO MONTEIRO. Obrigada poeta pelo poema-depoimento:

PedrO MonteirO disse...
Criança cidadã
Quem disse que sou pequeno
Só por que sou uma criança?
Sou o futuro do mundo,
Da paz e da esperança!
E por todas essas apostas,
Carrego nas minhas costas
O lume da confiança.
*
E para que assim seja
Não posso facilitar!
Preciso dos meus direitos:
Saúde, pão e um lar,
Estudo, amor e alegria,
Com muita sabedoria
Lindo futuro gozar.
*
E assim serei um adulto
De pensamento fecundo!
Olharei os pequeninos
Com sentimento profundo
Da solidariedade,
Semearei igualdade,
Justiça e paz para o mundo.
25 de setembro de 2011 20:03
Dalinha Catunda disse... 
*
Querida amiga Rosário,
Quem fala com o coração 
Transmite para os amigos
Sempre bastante emoção,
 E o pequenino Mateus 
É uma obra rara de Deus
Que provoca inspiração. 
Agradeço, ainda as palavras da poeta Heloísa Crespo, Carmem Gama, Márcia Vieira, Maria José Vial e Suzane Viégas. Obrigada a todas pelo carinho
Consulte ainda:
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Plenária da ABLC em Caruarú

Academia Brasileira de Literatura de Cordem em Pernambuco 
Nos próximos dias 14 e 15 de outubro, a ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, entidade cultural permanente, sediada no Rio de Janeiro, fundada em 1988, que abriga no seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos, os mais ilustres e representativos escritores e admiradores desta genuína expressão literária da Língua Portuguesa, a convite da ACLC – Academia Caruaruense de Literatura de Cordel, realizarão na cidade Caruaru – PE os seguintes eventos:

- Dia 14 a partir das 20:00h: A ACLC realizará o 2º Concurso Nacional de Literatura de Cordel
- Dia 15 a partir das 16:00h: A ABLC realizará sua Plenária de outubro.

O 2º Concurso Nacional de Literatura de Cordel. Será realizado e terá premiação de acordo com o seu regulamento publicado e em anexo, que faz parte integrante deste release.

A Plenária da ABLC é um encontro mensal de avaliações e congraçamentos do seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos. Na ocasião, serão empossados os dois novos Acadêmicos recém eleitos, os poetas Marcelo Soares e José Honório e homenageados personalidades pernambucanas a seguir relacionadas.

BIOGRAFIA CONCISA DOS NOVOS ACADÊMICOS:

Marcelo Soares: Pernambucano de Olinda é artista gráfico, poeta cordelista, editor e arte educador. Nasceu em 1953, filho do Poeta Repórter José Soares, expoente e renomado cordelista pernambucano. Iniciou na gravura, em 1974 fazendo capas para folhetos de cordel, incentivado pelo pai. Marcelo Soares é autor de quase uma centena de folhetos de cordel publicados, expandiu suas atividades, incursionando por desenho e pintura, criando capas e ilustrações para livros, discos, cartazes para cinema, shows, teatro e outros eventos. Ilustrou obras para várias editoras, entre elas: Brasiliense, Itatiaia, Bagaço, CEPE, Prelo, Paulinas, Contexto, Global, Bagagem, e para os jornais: O Globo, Jornal do Brasil, O País, O Pasquim, Jornal do Commércio, Diário de Pernambuco. Trabalhou com Ariano Suassuna, (1994-1998), e ministrou oficinas de gravura em todo o Brasil. Como xilógrafo ministrou tambem, centenas de oficinas de iniciação a xilogravura em Portugal, França, EUA. e México.

José Honório: Pernambucano matuto do Recife, como se auto define, nascido em 1963. Seus pais nasceram e cresceram no meio rural. Cresceu ouvindo histórias de trancoso, lendo folheto de cordel, escutando repentistas pelo rádio e vendo emboladores na Praça da Independência e no Mercado de São José, aqui no Recife. .Em 1984 publicou o seu primeiro cordel: Recife - Carnaval, Frevo e Passo. De lá pra cá foram com mais de cinqüenta folhetos jogados na praça, palestras, oficinas e recitais, neste crescente e prazeroso compromisso de divulgar a poesia nordestina. José Honório foi um dos primeiros cordelistas a utilizar o computador a serviço do cordel. Primeiro para a impressão dos folhetos, depois para divulgá-lo através da Internet. Em 2005 foi a Suíça fazer palestras para brasileiros e admiradores da cultura brasileira. Também foi a Genebra, Lousane, Zurich, Basel e Locarno. É fundador e atual Presidente da União dos Cordelistas de Pernambuco - Unicordel. É bancário e formado em Turismo.

HOMENAGEADOS:

O principal homenageado deste evento será o Ilustre Brasileiro Acadêmico Ariano Suassuna, com a medalha LEANDRO GOMES DE BARROS, maior comenda da Instituição, pela sua obra e sua importância no universo da cultura popular brasileira, especialmente e destacadamente a Literatura de Cordel.
Serão homenageados também, com a Medalha Rogaciano Leite, estes gigantes personagens da Cultura Popular Nordestina, os ilustres pernambucanos:

Alexandre Santos – Presidente da União Brasileira de Escritores.
Ana Cely Ferraz – Editora Coqueiro.
Xico Bizerra – Compositor e Poeta popular.
Fernando Duarte – Secretário Estadual de Cultura.
Mestre Dila – Xilogravurista.
Ivanildo Vilanova – Poeta, Violeiro e cantador.
Roberto Benjamin – Professor e Pesquisador.
Maciel Melo – Compositor e Poeta popular.
Rogério Menezes – Radialista, Violeiro e Cantador.
José Borges – Xilogravurista e Poeta.

ACADÊMICOS CONVIDADOS:

Esta Plenária contará com as presenças do Presidente e do Diretor Cultural da Instituição, Poetas Gonçalo Ferreira da Silva e Chico Salles respectivamente, alem dos demais membros da ABLC, notadamente os Acadêmicos residentes no Nordeste: Crispiniano Neto, Klévisson Viana, Josenir Lacerda, Sávio Pinheiro, Gilmar Santana Ferreira, Arievaldo Viana, Manoel Monteiro, Severino Sertanejo, João Firmino Cabral, Bule Bule, José Maria de Fortaleza, Beto Brito, Antonio Francisco de Melo, João Dantas, José Walter Pires, e Pedro Costa. Estarão presentes, também à comitiva com Acadêmicos do Rio de janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Destacando-se aí os Poetas: Mestre Azulão, Moreira de Acopiara, Cícero Pedro de Assis, Antonio Araújo Campinense, Maria de Lourdes Aragão Catunda, João Batista de Melo, Maria Rosário Pinto, Fernando Silva Assumpção, Sepalo Campelo, William J.G. Pinto, Marcus Lucenna, Fábio Sombra, Ivamberto Albuquerque Oliveira, Sergival Silva, Victor Alvin Garcia, e Olegário Alfredo.

A expectativa da Direção da ABLC, para esta terceira Plenária anual a se realizar fora da sua sede no Rio de Janeiro, é de total sucesso, devido à experiência das Plenárias de 2009 e 2010, realizadas em Fortaleza – CE e João Pessoa – PB respectivamente. Pretende-se também, tornar parte das suas Plenárias anuais, itinerante realizando-as de maneira rotativa em outros estados, notadamente nos estados que tenham parte do seu quadro Acadêmico residente, e nos estados que ofereçam apoio e infra-estrutura indispensáveis para a realização do evento.
O evento será realizado No auditório da FAFICA – Faculdade de Filosofia de Caruaru, Rua Azevedo Coutinho, Petrópolis – Caruaru PE, para o Corpo Acadêmico presente e seus convidados. Será também aberto ao público, que receberá senha 30 min antes do início da Plenária. 
ENTRADA FRANCA.
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