Sorriso largo...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Revolução do Cravos - 25 de abril

Homenagem ao músico Zeca Afonso
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), também conhecido por Zeca Afonso,[1] foi um cantor e compositor português.
Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 1960 do século XX e se prolongou na década de 70, sendo dele originárias as famosas canções de intervenção, de conteúdo de esquerda, contra o Regime. Zeca Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura Salazarista vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), comandados pelos Capitães de Abril, que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.
Informações extraídas da página  WIKIPÉDIA - enciclopédia livre.

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

E... de repente, o amor

E... de repente, o amor

O amor quando acontece,
Às vezes inesperado.
Tem horas que até parece,
Um encontro já marcado.

Um encontro já marcado
O amor é intempestivo
Sentimento inesperado
Ele é imperativo

Ele é imperativo,
Nos domina por completo.
Deixando todos cativos
Desse doce predileto.

Desse doce predileto
Guardamos o seu sabor
Com o coração repleto
De paixão e de amor

(Rosário Pinto)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

FIO DA NAVALHA !

Fio da navalha
1
O fio da navalha é
Muitas vezes perigoso
Manejá-lo é ofício
De barbeiro habilidoso
Na vida se deve sempre
Ser bastante cuidadoso
2
Pois vivemos situações
Que nos deixam à deriva
Sempre buscando equilíbrio
Nos frágeis fios da vida
Num andar desajeitado
Buscando alguma acolhida
3
Há dias que relutamos
A nos levantar da cama
O corpo cansado grita:
-Quero ficar de pijama!
Mas o dever solicita
Não vale psicodrama
4
Saímos para o trabalho
Naquela lida infinita
Conduções sempre lotadas
Todo mundo se agita
E naquele empurra-empurra
Do mundo cosmopolita
5
Chegando ao nosso trabalho,
Há sempre muito a fazer
São milhares de papéis
E tudo pra resolver
São oito horas diárias
Sem poder nos abster
6
Na hora da Ave-Maria
Nosso dia chega ao fim
Com problemas resolvidos,
Saímos pro botequim
E tomar uma cerveja
Requeijão com aipim
7
Andamos na corda bamba
Com a vida por um fio
Todo dia, sempre igual:
Viver sob calafrio,
Dia e noite, noite e dia
A vida é um desafio
(Rosário Pinto)
abril, 2011
Foto: Rosário Pinto - para contrastar com o poema!
 
Obrigada Allan Sales pelo seu carinho,
Beijinho,
Rosário 
X
No seu fio da navalha
No poema o padecer
Entre o ser o verbo ter
Que conjuga o canalha
Pra não ser fogo de palha
E fugir do desvario
Conduzir nosso navio
Neste mar de poesia
Dia e noite, noite e dia
A vida é um desafio

*
E assim desafiar
Obstáculos da vida
Superar penosa lida
E assim ir ao lugar
Onde nós vamos chegar
Pra viver com todo brio
Não ligar para sombrio
Quando ele arrelia
Dia e noite, noite e dia
A vida é um desafio 

X
Neste fio caminhamos
Sempre junto muito abismo
Todo caos é como um sismo
No lugar em que estamos
E assim se versejamos
Novo verso assim eu crio
Nosso verso é como um rio
Que escorre com energia
Dia e noite, noite e dia
A vida é um desafio.
(Allan Sales)
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Moreira de Acopiara - razão e sensibilidade

Li este poema no blog Mundo Cordel. Fiquei tão comovida que copiei. Obrigada amigos deste Mundo Cordel. O poeta Moreira de Acopiara deixa com seus versos um legado de sensibilidade de lucidez, coisa rara hoje em dia. 
x
Poema de amigo
*
Eu não posso mostrar-lhe as soluções
Dos problemas que surgem em sua vida,
Mas vou sempre escutar seus argumentos
E pedir que ande de cabeça erguida,
Preservando a humildade, a gentileza,
Inventando um caminho, uma saída.

Eu não posso mudar o seu passado,

Nem prever as surpresas do futuro,
Mas prometo lutar no seu presente
Para que seu andar seja seguro,
O seu sono não seja tão pesado,
E o percurso tranquilo, ou menos duro.

Seus triunfos, seus êxitos... Não são meus,
Mas, se sei que você está feliz,
Eu me alegro também! Rejuvenesço
Revivendo esse bem que eu sempre quis.
Não sei muito. Sei pouco. Quase nada!
Mas, me ensine também! Sou aprendiz.

Eu não posso julgar as decisões
Que você precisar tomar com pressa,
Mas eu posso tentar servir de estímulo,
Porque sei que na vida se tropeça.
Posso ainda dizer: “Tente outra vez!”
E ser justo, sem que você me peça.

Eu não posso lhe impor nenhum limite,
Muito menos deter a sua ação;
Eu não posso evitar seu sofrimento
Quando alguém lhe partir o coração,
Mas eu posso tentar juntar os cacos
E apontar-lhe uma nova direção.

Eu não posso dizer quem você é,
Muito menos quem deveria ser;
Posso dar meu amor e meus cuidados,
Ser parceiro, ser firme, agradecer...
Ser amigo leal, ser tolerante,
E torcer pra ver você crescer.

Eu não posso querer ser o primeiro,
O segundo ou terceiro em sua lista.
Mas desejo dizer: “Sou seu amigo!”
E vibrar ao lembrar essa conquista,
Defender seus direitos e tentar
Não perder (nunca mais) você de vista.
Moreira de Acopiara
2011 
Foto: Moreira de Acopiara, retirada da internet
*
Veja também:

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Allan Sales - o poeta músico e o músico poeta

Amigos, aapresento-lhes o meu mais recente amigo on-line. Músico, violonista, violeiro, poeta e cantador. É fantástico ouvi-lo. Deixo vocês com ALLAN SALES! Apreciem e façam seus comentários.
Bjos,
http://www.youtube.com/watch?v=x9SeIthWF4Y

ALLAN SALES , AMERICANALHANDO


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Carta de ZéWalter Pires ao Poeta Manoel Monteiro

Carta do poeta José Walter Pires para o poeta Manoel Monteiro, homenageado no II Encontro de Poetas Populares e Rodas de Cantoria, um projeto de Fernando Assupção, realizado pela Academia Brasileira de Literatura de Cordel em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, em março de 2011. 

MANOEL MONTEIRO – UM MITO
Carta ao Poeta Manoel Monteiro

Meu iluminado mestre
Sem fazer nenhum favor
Em tratá-lo desse jeito
Melhor seria Doutor
PhD, catedrático
Por ser poeta emblemático
De inestimável valor

Cuido agora em responder
Sua esperada missiva
Carregada de notícias
Que alentam a roda-viva
Desse tempo tão corrido
Mas sem mudar o sentido
Desta amizade cativa

De repente, os horizontes
Abrem-se a sua frente
Com as honras merecidas
Ao trovador consciente
Que sem temer as procelas,
Injustiças e mazelas
Conquistou-as, simplesmente

Que mais dizer ao poeta
Esse amante desvairado
Que dedilha a sua lira
Para cantar seu Estado
No colorido dos versos
De cordelistas diversos
Em um “cordel encantado”

“Cordelando a Paraíba”
Mas que tudo é Odisseia
E não um simples projeto
Que concretiza uma idéia
É uma heróica aventura
Nessa forma de cultura
Para encantar a platéia

São Ulisses mitológicoss
Pelos deuses protegidos
Como heróis nordestinos
Dessa forma concebidos
Pra enfrentarem a proeza
De cantar toda beleza
Dos recantos conhecidos

Duzentos e vinte e três
Municípios atuais
No Estado da Paraíba
Para compor os anais
Dos seus motivos históricos
Artes, letras e folclóricos
Em cordéis originais

Indo além desses limites
Com outras informações
Da culinária famosa
E suas ricas tradições
Dos seus aspectos políticos
Econômicos, turísticos
Nas diversas regiões

Assim, pretende Monteiro
Como Homero do nordeste
Navegante aventureiro
Pra construir seu destino
Em seu longo itinerário
Verdadeiro e não lendário
Por ser poeta de tino

Defensor intimorato
Do cordel na educação
Como ajuda ao professor
Para cumprir a missão
De uma forma mais lúdica
Na Escola privada ou Pública
Porque não há distinção

Um biógrafo de conceito
Dos seus vultos literários
Seus artistas populares
Nos diferentes cenários
São os temas que Monteiro
Sempre incluiu no roteiro
Em cordéis quase diários

Cordelista de bancada
De incansáveis produções
É uma voz respeitada
Nas várias situações
Por um moderno cordel
Mas que cumpra seu papel
Sem perder as tradições

No seio da ABLC
Em sua cadeira acadêmica
Faz discursos eloquentes
Sem lhe importar a polêmica
Entre os conservadoristas
Com os seus pontos de vistas
Que têm natureza endêmica

Assim é esse poeta,
Paladino, condoreiro,
Representante legítimo
Desse cordel brasileiro
Que da feira à Academia
Muda a fisionomia
Ganha status alvissareiro

Poderia ir mais longe
Nesta minha apologia
Falando desse menestrel
E da sua cidadania
Mas pra não ser redundante
No que falo a todo instante
Encerro minha cantoria

Com ele aprendi cantar
E cantando fiz poesia
Trocamos versos em cartas
Nos conhecemos um dia
À porta da residência
Registrada essa ocorrência
Em bela fotografia

Receba assim meu amigo
Meu abraço na distância
Mais que tudo fraternal
Desejando na constância
Saúde e felicidade
Inspiração à vontade
Pois mal não faz a abundância

Parabéns pela homenagem
Mês passado conferida
Como cordelista do ano
Dois mil e dez, merecida
Vem mais outras por aí
Por isso fico daqui
Na mais sincera torcida.

Um abraço,
José Walter Pires
Brumado, 06 abril 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

ACERVOS DIGITAIS: faça aqui suas pesquisas

MINISTÉRIO DA CULTURA
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)
CENTRO NACIONAL DE FOLCLORE E CULTURA POPULAR
BIBLIOTECA AMADEU AMARAL
  
ACERVOS DIGITAIS

(Hemeroteca, Cordelteca, Xiloteca, Revista Brasileira de Folclore e Catálogos da Sala do Artista Popular


A Biblioteca Amadeu Amaral, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular disponibiliza no Portal www.cnfcp.gov.br seus acervos de recortes de jornais (Hemeroteca), folhetos de cordel (Cordelteca), xilogravuras (Xiloteca), Catálogos da Sala do Artista Popular e Revista Brasileira de Folclore. Os projetos patrocinados pela Vitae, têm como objetivo difundir seus acervos junto a instituições similares, bem como para pesquisadores nacionais e do exterior e a todos os interessados na área de conhecimento da cultura popular. Está também disponível a Revista Brasileira de Folclore (apoio Caixa Econômica). O site também oferece links com outras instituições da área como a Academia Brasileira de Literatura de Cordel/ABLC, no site www.ablc.com.br, dentre outras.
A Hemeroteca é a única no país sobre a área de folclore e cultura popular, seja pelo período, quase um século, seja pela variedade de periódicos.
A Cordelteca – Memória da Literatura de Cordel é composta de mais de oito mil títulos, provenientes, em sua maioria, de doações de poetas cordelistas. Inclui multiplicidade temática e autores de renome. Abrange títulos raros — alguns datam de 1908.
A Xiloteca reúne cerca de mil originais de diversos artistas, impressas em papel.
A Revista Brasileira de Folclore, com 42 fascículos, que podem ser baixados para o seu computador.
Os Catálogos da Sala do Artista Popular, com mais de 165 catálogos de vários pólos de produção artesanal em todo o país.
O Tesauro de Folclore e Cultura Popular Brasileira reúne cerca de 2.100 termos organizados de forma sistemática e alfabética, sobre o universo do folclore e da cultura popular, levantados a partir dos acervos do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. Dentro de qualquer termo você poderá fazer buscas em sites específicos de sua pesquisa.
 O acesso via internet desses acervos cria condições adequadas de consulta e preserva os originais de manuseio e conseqüente desgaste.
Esperamos, com estes trabalhos, ter contribuído para a difusão dos acervos que retratam a riqueza da cultura popular brasileira.

Maria Rosário Pinto
e
Equipe Técnica da BAA

Contato :
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC
Biblioteca Amadeu Amaral
Catalogação de Folhetos de Cordel
Consulte ainda:

Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC
(este Site será revitalizado brevemente, mas o blog lá apontado, está ativo)