Sorriso largo...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Allan Sales - o poeta músico e o músico poeta

Amigos, aapresento-lhes o meu mais recente amigo on-line. Músico, violonista, violeiro, poeta e cantador. É fantástico ouvi-lo. Deixo vocês com ALLAN SALES! Apreciem e façam seus comentários.
Bjos,
http://www.youtube.com/watch?v=x9SeIthWF4Y

ALLAN SALES , AMERICANALHANDO


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Carta de ZéWalter Pires ao Poeta Manoel Monteiro

Carta do poeta José Walter Pires para o poeta Manoel Monteiro, homenageado no II Encontro de Poetas Populares e Rodas de Cantoria, um projeto de Fernando Assupção, realizado pela Academia Brasileira de Literatura de Cordel em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, em março de 2011. 

MANOEL MONTEIRO – UM MITO
Carta ao Poeta Manoel Monteiro

Meu iluminado mestre
Sem fazer nenhum favor
Em tratá-lo desse jeito
Melhor seria Doutor
PhD, catedrático
Por ser poeta emblemático
De inestimável valor

Cuido agora em responder
Sua esperada missiva
Carregada de notícias
Que alentam a roda-viva
Desse tempo tão corrido
Mas sem mudar o sentido
Desta amizade cativa

De repente, os horizontes
Abrem-se a sua frente
Com as honras merecidas
Ao trovador consciente
Que sem temer as procelas,
Injustiças e mazelas
Conquistou-as, simplesmente

Que mais dizer ao poeta
Esse amante desvairado
Que dedilha a sua lira
Para cantar seu Estado
No colorido dos versos
De cordelistas diversos
Em um “cordel encantado”

“Cordelando a Paraíba”
Mas que tudo é Odisseia
E não um simples projeto
Que concretiza uma idéia
É uma heróica aventura
Nessa forma de cultura
Para encantar a platéia

São Ulisses mitológicoss
Pelos deuses protegidos
Como heróis nordestinos
Dessa forma concebidos
Pra enfrentarem a proeza
De cantar toda beleza
Dos recantos conhecidos

Duzentos e vinte e três
Municípios atuais
No Estado da Paraíba
Para compor os anais
Dos seus motivos históricos
Artes, letras e folclóricos
Em cordéis originais

Indo além desses limites
Com outras informações
Da culinária famosa
E suas ricas tradições
Dos seus aspectos políticos
Econômicos, turísticos
Nas diversas regiões

Assim, pretende Monteiro
Como Homero do nordeste
Navegante aventureiro
Pra construir seu destino
Em seu longo itinerário
Verdadeiro e não lendário
Por ser poeta de tino

Defensor intimorato
Do cordel na educação
Como ajuda ao professor
Para cumprir a missão
De uma forma mais lúdica
Na Escola privada ou Pública
Porque não há distinção

Um biógrafo de conceito
Dos seus vultos literários
Seus artistas populares
Nos diferentes cenários
São os temas que Monteiro
Sempre incluiu no roteiro
Em cordéis quase diários

Cordelista de bancada
De incansáveis produções
É uma voz respeitada
Nas várias situações
Por um moderno cordel
Mas que cumpra seu papel
Sem perder as tradições

No seio da ABLC
Em sua cadeira acadêmica
Faz discursos eloquentes
Sem lhe importar a polêmica
Entre os conservadoristas
Com os seus pontos de vistas
Que têm natureza endêmica

Assim é esse poeta,
Paladino, condoreiro,
Representante legítimo
Desse cordel brasileiro
Que da feira à Academia
Muda a fisionomia
Ganha status alvissareiro

Poderia ir mais longe
Nesta minha apologia
Falando desse menestrel
E da sua cidadania
Mas pra não ser redundante
No que falo a todo instante
Encerro minha cantoria

Com ele aprendi cantar
E cantando fiz poesia
Trocamos versos em cartas
Nos conhecemos um dia
À porta da residência
Registrada essa ocorrência
Em bela fotografia

Receba assim meu amigo
Meu abraço na distância
Mais que tudo fraternal
Desejando na constância
Saúde e felicidade
Inspiração à vontade
Pois mal não faz a abundância

Parabéns pela homenagem
Mês passado conferida
Como cordelista do ano
Dois mil e dez, merecida
Vem mais outras por aí
Por isso fico daqui
Na mais sincera torcida.

Um abraço,
José Walter Pires
Brumado, 06 abril 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

ACERVOS DIGITAIS: faça aqui suas pesquisas

MINISTÉRIO DA CULTURA
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)
CENTRO NACIONAL DE FOLCLORE E CULTURA POPULAR
BIBLIOTECA AMADEU AMARAL
  
ACERVOS DIGITAIS

(Hemeroteca, Cordelteca, Xiloteca, Revista Brasileira de Folclore e Catálogos da Sala do Artista Popular


A Biblioteca Amadeu Amaral, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular disponibiliza no Portal www.cnfcp.gov.br seus acervos de recortes de jornais (Hemeroteca), folhetos de cordel (Cordelteca), xilogravuras (Xiloteca), Catálogos da Sala do Artista Popular e Revista Brasileira de Folclore. Os projetos patrocinados pela Vitae, têm como objetivo difundir seus acervos junto a instituições similares, bem como para pesquisadores nacionais e do exterior e a todos os interessados na área de conhecimento da cultura popular. Está também disponível a Revista Brasileira de Folclore (apoio Caixa Econômica). O site também oferece links com outras instituições da área como a Academia Brasileira de Literatura de Cordel/ABLC, no site www.ablc.com.br, dentre outras.
A Hemeroteca é a única no país sobre a área de folclore e cultura popular, seja pelo período, quase um século, seja pela variedade de periódicos.
A Cordelteca – Memória da Literatura de Cordel é composta de mais de oito mil títulos, provenientes, em sua maioria, de doações de poetas cordelistas. Inclui multiplicidade temática e autores de renome. Abrange títulos raros — alguns datam de 1908.
A Xiloteca reúne cerca de mil originais de diversos artistas, impressas em papel.
A Revista Brasileira de Folclore, com 42 fascículos, que podem ser baixados para o seu computador.
Os Catálogos da Sala do Artista Popular, com mais de 165 catálogos de vários pólos de produção artesanal em todo o país.
O Tesauro de Folclore e Cultura Popular Brasileira reúne cerca de 2.100 termos organizados de forma sistemática e alfabética, sobre o universo do folclore e da cultura popular, levantados a partir dos acervos do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. Dentro de qualquer termo você poderá fazer buscas em sites específicos de sua pesquisa.
 O acesso via internet desses acervos cria condições adequadas de consulta e preserva os originais de manuseio e conseqüente desgaste.
Esperamos, com estes trabalhos, ter contribuído para a difusão dos acervos que retratam a riqueza da cultura popular brasileira.

Maria Rosário Pinto
e
Equipe Técnica da BAA

Contato :
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC
Biblioteca Amadeu Amaral
Catalogação de Folhetos de Cordel
Consulte ainda:

Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC
(este Site será revitalizado brevemente, mas o blog lá apontado, está ativo)


domingo, 20 de março de 2011

Notícia da hora

O Jornal da Paraíba informou, ainda no dia 19 de março, que o II Encontro de Poetas Populares e Rodas de Cantoria encerrado em Sessão Plenária da Academia Brasileira de Literatura de Corde, neste sábado, homenageou o poeta Manoel Monteiro, radicado em Campina Grande, PB. 
Noticiou ainda, o arrojado projeto de Manoel Monteiro - Cordelando a Paraíba. Leia tudo aqui.
Acompanhe novas notícias neste blog, no blog do Encontro, no da ABLC e em Cordel de Saia. Estaremos informando os fatores multiplicadores do Encontro que obteve o sucesso almejado.
Fique agora com a notícia.



AGUARDE OUTRAS NOTÍCIAS

quarta-feira, 16 de março de 2011

II Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria

Caros amigos, 
Continuando a divulgação do II Encontro de Poetas Populares e Rodas de Cantoria, projeto idealizado por Fernando Assumpção, realizado pela Academia Brasileira de Literatura de Cordel, que será realizado nos dia 17 e 18 de março, no Auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, com o apoio financeiro da Secretaria de Estado e Cultura do Rio de Janeiro. É a segunda edição do projeto que foi iniciado em 2009. Este Encontro contará com as participações de::

Dia 17/03

14:30h – Oficina – O cordel e suas mumunhas – com o poeta Sepalo Campelo, um dos fundadores da ABLC, que ocupa a cadeira de Guerra Vascurado;

16:00h – Encontro – Literatura de cordel: o tempo é hoje! - como a literatura de cordel evoluiu e permanece viva como gênero literário e fragmentos da cultura popular transitando entre o simbólico e a resignificação dos códigos, com Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da ABLC, ocupa a cadeira de Leandro Gomes de Barros e, Manoel Monteiro, que ocupa a cadeira de Manoel Tomaz de Assis;

18:30h – Roda de Cantoria – com Mestre Azulão, que ocupa a cadeira de José Camelo.

Dia 18/04

14:30h – Oficina – A literatura de cordel, evolução e firmamento – com o poeta Antônio de Araújo Campinense, que ocupa a cadeira de José da Luz;

16:00h – Encontro – Literatura de cordel, desafio e pelejas: o cordel na contemporaneidade. Como a literatura de cordel se apropriou das novas formas de comunicação e fez material para a divulgação de seu conteúdo e instrumento para o processo identitário nacional, com Dalinha Catunda, que ocupa a cadeira de Juvenal Galeno; João Batista Melo, que ocupa a cadeira de Caetano Cosme da Silva;

18:30h – Roda de Cantoria – com Sergival Silva, poeta, músico e radialista, cadeira Capistranos de Abreu; e, Chico Salles, poeta e músico, cadeira Catulo da Paixão Cearense.

CONTAMOS COM SEU COMPARECIMENTO





segunda-feira, 14 de março de 2011

Era uma vez um planeta.... Victor “Lobisomem”

ERA UMA VEZ UM PLANETA ...


ERA UMA VEZ UM PLANETA

Autor: Victor “Lobisomem”

Era uma vez um planeta
Que por Deus fora criado
Com carinho paciência
Amor, zelo e cuidado
Com muita dedicação
O planeta criação
De “Terra” foi batizado

Flutuando no espaço
E cercado por bilhões
De estrelas cintilantes
Juntas em constelações
E acompanhada da sua
Admiradora lua
Fonte de inspirações

Havia também um sol
O astro rei imponente
Acariciando a Terra
Com seu brilho forte e quente
Iluminando distante
Poderoso sol brilhante
E sua energia ardente

Em volta daquele sol
A Terra rodopiava
Num movimento constante
A lua lhe imitava
Num floreio bem bonito
Girando pelo infinito
Parecia que dançava

No planeta Terra as águas
Como um manto cobriam
Lá do alto das montanhas
Em cachoeiras desciam
Estavam em toda parte
Feito uma obra de arte
E pelos rios corriam

Águas doces percorriam
As florestas viajando
Em busca de encontrar
Quem estava lhes esperando
Os oceanos e mares
E os pássaros pelos ares
Iam lhes acompanhando

Pássaros voam cantando
Sobrevoando os rios
Os mares vão agitando
As águas em corrupios
Ondas beijando a areia
É manhã de maré cheia
Os ventos sopram vadios

O céu azul emoldura
Essa obra colossal
Feita pelas mãos divinas
Em um gesto paternal
Obra de rara beleza
Chamada de natureza
Fenômeno sem igual

Criação mais que perfeita
Majestosa harmonia
E o Grande Deus amoroso
Resolveu criar um dia
Encheu-se de esperança
E à sua semelhança
A raça humana nascia

O homem tinha na Terra
Tudo para viver bem
Água limpa, muitos frutos
E os animais também
A natureza vivia
Lhe servindo noite e dia
Sem cobrar nada a ninguém

Naquele lindo planeta
O tempo ia passando
A raça humana também
Ia se multiplicando
Mas sem a preocupação
Sem cuidado e gratidão
Tudo foi modificando

Nada foi acontecendo
Da noite para o dia
Foi tudo bem devagar
Pouca gente percebia
Mas o homem se esqueceu
De cuidar do que era seu
De preservar a harmonia

Deus bastante preocupado
Tudo fez pra ajudar
Mandava muitos sinais
Pro perigo alertar
Mas o homem nem ligava
Com nada se preocupava
Só fazia devastar

Muitos anos se passaram
Milhares, talvez milhões
E hoje aqui estamos
Cheios de preocupações
Em que mundo nós estamos?
Mas mesmo assim não paramos
Com tantas destruições

Devastamos as florestas
Poluímos nosso ar
O mesmo ar que nós mesmos
Estamos a respirar
Se de nós for depender
Nossa água de beber
Pode até se acabar

Dizem que o ser humano
É um ser racional
Fico eu me perguntando
Como é que um animal
Que se diz inteligente
Destrói o meio ambiente
Seu habitat natural?

Apontamos uns aos outros
Pra responsabilizar
O governo, as indústrias
Quem mais podemos culpar?
Mas nada posso dizer
Sem minha parte eu fazer
Para isso melhorar

Seca, enchente, tsunami
Impacto ambiental
Desequilíbrio ecológico
Aquecimento global
Cadê nossa inteligência
Educação, consciência
De um ser racional?

Nunca é tarde, ainda é tempo
De encontrar a solução
Devemos à natureza
Carinho e gratidão
Me desculpe se incomodo
Mas hoje foi deste modo
Que me veio a inspiração

Deus nos dê mais uma chance
Agora eu lhe dou certeza
Nós vamos cuidar direito
De toda essa beleza
Então pra lavar as almas
Peço uma salva de palmas
Pra nossa Mãe Natureza

FIM
Outubro/2007
Autor: Victor Alvim

* Este cordel foi escrito por sugestão e convite de Cláudio Baltar (Parafina) da Intrépida Trupe para ser apresentado com o espetáculo “ÁGUA DE BEBER” no evento ecológico NEUTRALIZO realizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro em outubro de 2007

www.quintal-do-lobisomem.blogspot.com