Sorriso largo...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

DOMINGO DE ELEIÇÕES 2010 !

 Fiquei pensando nesses dias de pré-eleição - debates, encontros, entrevistas, notícias, viagens em lombo de jegues, beijos em criancinhas carentes... tudo tão maquiado, preparado, ensaiado mesmo. Não se fala em informar políticamente o eleitor... parece que não convém... Deu uma tristeza... Como pode um fato tão relevante ser levado aos limites da leviandade ? ... É mesmo uma pena 
Domingo de eleições !

Eu estava bem feliz
Depositei o meu voto
Na Marina apostei
Apertei em sua foto
Estava bem confiante
Me sentindo atuante
Não contei com o "canhoto"

Que chegou sorrateiro
Usando d. Marina
Para o caos anunciar
Espalhando gasolina
Para fogo atear
E ninguém acreditar
Na conquista da Marina

Ela foi forte e guerreira
De nada se amedrontrou
Usou a sinceridade
Seu discurso manejou
Com armas de harmonia
Sem apelar pra covardia
Seu futuro assegurou !

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Foto: Rosário Pinto

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O bom poeta faz assim...

Caros amigos,
Enviei para a colega Josenir Lacerda um link recebido pela internet de Fred Astaire e Rita Rayworth dos velhos tempos e, claro, brotou uma estrofe das mais singelas e bela. Vejam lá.

file:///C:/Documents%20and%20Settings/rosario/Meus%20documentos/Downloads/Fred%20Astaire%20e%20Rita%20HayWorth.wmv



Fred Astaire, Rita Rayworth
Emblemas de um tempo lindo
Saudade silenciosa
Chega no peito, invadindo
Embora o rosto molhado
Lacrimejando o passado
A alma agradece rindo

(Josenir Lacerda)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Em quem votar ?

Caros poetas e amigos,
É chegada a hora do voto obrigatório... mas, em quem votar ? Cada dia aumentam nossas dificuldades na seleçao de candidatos ao parlamento em quem possamos, realmente, ter confiança !

*
Eles chegam de mansinho
Beijando nossas crianças
Oferecendo favores
E fazendo suas tranças
Para nossos descendentes
Em todas as suas andanças
*
Precisamos informar
Sobre suas intenções
Sabemos o que eles querem:
Só ganhar as eleições
Quando chegam ao poder
Já não querem nem saber
Dos pobres lá dos sertões
*
Eu ainda tenho fé
No amadurecimento
De todos os eleitores
Firmando seu pensamento
Votando com consciência
E com muita pertinência
Mostrando conhecimento
 
Maria Rosário Pinto
 rosariuspinto@gmail.com
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Poesia de caderninho

Quem de nós, na sua adolescência e juventude não escreveu poesias de caderninho! Penso que todos nós e, isto só depõe a nosso favor... Fomos felizes e precisamos relembrar estes momentos.... portanto, decidi postar uma Poesia de Caderninho, daqueles de bons amores e sabores:

Poesia de caderninho
 1
Amigo! àquele abraço.
Marcou para mim a noite
A conversa importante
Soou como um açoite
Não de dor, mas de promessa,
De outras, à boca da noite!
2
Aquele abraço declarou
Uma noite de harmonia!
A conversa interessante!
Enchia-me de alegria.
Que outras noites viriam,
Meu coração repetia.
3
Poderemos conversar
Sobre nossa empatia
Você me contando histórias
Lá da selva, onde havia
Pajés, árvores gigantes
Só histórias de magia
4
O Pajé contou-lhe lendas
De arrepiar coração
Você me fez o relato,
E trouxe muita emoção
Sei que eram bem reais,
Contadas com exatidão.
5
Não me ache atrevida
Por lhe enviar este verso
Em meio a tantos na vida
Descobrimos o inverso...
Falar a dois é melhor
Não se fica tão disperso
6
Fixamos amizade
Em um minuto somente
Bastou-nos um forte abraço
Para brotar a semente
De uma amizade sincera
De caráter ascendente
7
Coisas que sempre ouvi
Contadas por quem as viveu
Contando suas histórias
De amores e saudade
Ah! como seus olhos brilham
Falando de liberdade
8
A liberdade é um bem
Que devemos resguardar
Ela é nosso tesouro
E na alma deve estar
Se o corpo aprisiona
Ela vem nos libertar
9
Não há torres, nem algemas
Que possam aprisionar
Um coração amoroso
Com o amor a cantar
Se prisões nos acorrentam
O amor vem resgatar
10
O poeminha aquele
De caderninho que fiz
Foi para chamar a atenção
De alguém que sempre quis
Chegar mais perto e dizer:
 "- Você, há muito me diz"
11
Tinha o calor do desejo
E o afago de um anseio
Senti bater em meu peito
Um tão grande devaneio
Que pensei dentro da alma
- Será que estou nesse meio?
12
A emoção que senti
Que alegria me deu
Era como uma criança...
Uma curiosidade!
Sei que haverá outra vez
Pra dizer: Amigo, valeu! 

(Rosário Pinto)  Abril 2010
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cobra criada - resposta

Resposta
 1
Dalinha! Não recuperei,
Aqueles versos que fiz
Mas, fiquei tão desolada,
E com a alma infeliz,
Que agora te mando outro
Mas sem a mesma matriz.
2
Dalinha, você não é cobra,
Cobra, sei, você não é
Se uma cobra você fosse
Que seria essa mulher?
Ela é uma faladeira
E não sabe nem quem é
3
Parece uma cascavel
Ou será uma enguia?
Além de cobra é feia
Valei-me Virgem Maria!
Não tendo o que fazer
Na janela, ela vigia
4
Dia e noite, noite e dia,
De “botuca” na janela
Deixa a panela no fogo,
E a barriga vazia
Coladinha no portal
Todo o tempo ela espia
5
Dia e noite, noite e dia,
Os cotovelos ralados
Ela ainda não notou
Seus olhos esbugalhados
Cheios de maledicências
Só olhando para os lados
6
Tem sempre muitos babados
Pra falar da vida alheia
Acredita nas mentiras
Que sua mente semeia.
Vou deixar essa vizinha,
Cuidando da vida alheia
7
As fofocas que semeia
Não merecem tanto espaço.
Vou então, parando aqui,
Sem criar muito embaraço
Essa mulher fofoqueira,
Inda vai ver seu fracasso

(Rosário Pinto)
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    julho 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Independência que virá...



Dalinha Catunda postou no Cantinho da Dalinha belos e fortes versos sobre nosso país que intitula lucidamente de Agüenta pátria amada! - poesia veemente, um verdadeiro grito de tristeza e de ALERTA!. Devemos sempre lembrar os fatos que envergonharam nossa história e dizê-los claramente, Conquistamos a liberdade de livre pensar, escrever e do falar, mas ainda nos falta incutir vergonha em algumas de nossas caras públicas.  É um engodo falar de abastança, quando sabemos que a fome, a miséria, a saúde precária, a educação deficiente ronda nossas vidas e de nossos semelhantes.
Pesquisando na internet encontrei uma das minhas grandes paixões literárias – JOÃO CABRAL DE MELO NETO. E não poderia de citar o trecho abaixo, apenas mais um dos tantos e fortes e belos desse grande autor brasileiro:

E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.”
*****
 1
Fiquei mesmo a matutar
Nestes versos ora lidos
Pensando no que seria
Aqueles tempos vividos
Essa tal independência
E de que modo viria
2
Nos meus tempos de escola
Sofri medo e angústia
Não podia conversar
Tudo virava injuria
O Estado vigiava
Bem de perto a academia
3
Jovens com ideais
Pensando mudar a vida
Mais saber e mais leitura
Para situação mais munida
Plena de discernimento
E a vida menos bandida
4
Pelo que a história nos diz
Pelo tanto que vivemos
Não queremos repetir
O passado que tivemos
Dias de medo e dor
Vivíamos nos extremos
5
Sem censuras às leituras
Sem queimar A Capital
Do nosso Eça leal
Virou-se na tumba abissal
Não pensou que a ignorância
Neste item era total.

Rosário Pinto
Rio, set 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mês do folclore

MÊS DO FOLCLORE
Durante o mês do folclore
É sempre tempo de festa
Tem brinquedo e brincadeira
Mas também tem a seresta
Canções, rezas e benditos
Contos, parlendas e mitos
E histórias da floresta

Tem lenda de assombração
De menino malcriado
De príncipe e princesa
De cangaceiro abusado
De camponês a roçar
De quadrilha pra dançar
De Seu Lunga mal humorado

Foi pelas mãos da parteira
Que o mundo nos viu chegar
Nossos avós confiavam
Nos saberes do lugar
Nas rezas e rezadeira
Isto não é brincadeira
É ciência popular 
 
Medicina popular
É nossa cultura oral
Tradição familiar
Este grande cabedal
Atravessa geração
É saber do coração
Da ciência informal

A nossa literatura
Tem os versos bem marcados
O poeta de cordel
Deixa todos amarrados
Verso, rima e oração
Em ritmo de canção
Martelos agalopados.
(Maria Rosário Pinto)
rosariuspinto@gmail.com
Rio, agosto 2010
Fotos: Equipe: Biblioteca Amadeu Amaral